2 de maio de 2007

INSTINTO

No numero 3 Ano 1 de Março de 2007,

Li numa revista de distribuição gratuita, na pagina 14, o artigo “Pintassilgo português, Afinado e Social”. O artigo é omisso quanto ao Dec Lei 49/2005 de 24 de Fevereiro, que tem como objectivo a protecção das espécies autoctones. Pergunto quantos cidadãos conheçem esta lei, a respeitam e acreditam nos seus objectivo? Penso que proteger vai muito além de proibir. Se formos objectivos e realistas esta lei não é funcional, a prova esta a vista.
O problema existe, ou seja há pintassilgos em cativeiro (colecções particulares) e nascidos em cativeiro, para além de outros passeriformes que durante muitos anos foram consideradas aves de gaiola.
O trafico e comercio ilegal em larga escala esta a ser combatido, mas não vai acabar com o problema da insuficiente protecção das espécies. O problema é cultural, pois antes de todas estas proibições legislativas e durante o passado caçar aves canoras fazia parte da tradição.
Antigamente quando não havia internet, criar pintassilgos em cativeiro era considerado impossivel, pois era mais facil apanhá-los. Hoje face a legislação portuguesa actual é impossivel estar dentro da legalidade se formos criadores de aves canoras e ornamentais e cidadãos responsaveis. Porquê? Porque as 3 Federações de Clubes de Criadores de Aves Canoras e Ornamentais, andam a uma infinidade de tempo a dialogar com as autoridades para nós que pagamos as nossas cotas e as anilhas ditas oficiais podermos levar as aves criadas em cativeiro as exposições federativas.
Vem aí para Portugal o Mundial de Ornitofilia em 2010 e gostava de saber como é que vão receber os pintassilgos e outras aves espécies protegidas tipo autoctone e proibidas pela legislação actual. Talves por essa altura e a pressa se invente uma solução a maneira portuguesa.

Deixemos o idealismo e vamos ser realistas, o futuro é amanhã.

Maio 2007-05-02
Armando Moreira

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay