31 de outubro de 2008

Crítica inglesa elogia pianista Artur Pizarro


O segundo e último disco de Artur Pizarro com obras para piano de Ravel, é um trabalho cujo «real triunfo» está na «clareza, nobreza, sensibilidade e precisão de que cada acorde está imbuído», lê-se numa crítica publicada no site da BBC.
Pizarro gravou o primeiro CD com música para piano de Ravel no Teatro São Luís em Lisboa e o segundo, agora lançado, em Bristol, Inglaterra. Ambos os álbuns têm etiqueta da editora Linn Records.
Este segundo CD inclui a famosa «Pavana para uma infanta defunta», «Le tombeau de Couperin» (O túmulo de Couperin) e «Menuet Antique», além de «Prélude», «Menuet sur le nom de Haydn» (Minuete sobre o nome de Haydn), «Sonatine» e as peças «escritas à maneira de» Borodin e Chabrier.
«O tom - escreve no site a crítica musical Charlotte Gardner - é tranquilamente reflexivo, mais do que arrebatado. Pizarro capta a qualidade especial que a música de Ravel tem de se deixar envolver por uma transcendência que roça o distanciamento, mas não sucumbe a ele».
O disco, sintetiza a crítica, é «profundamente agradável e um daqueles que, creio, Ravel teria aprovado».
Pizarro nasceu em Lisboa em 1968, e estudou piano, entre 1974 e 1990, com Sequeira Costa, Mark Hamburg, Edwin Fischer, Marguerite Long e Jacques Février.
Vencedor do concurso Vianna da Motta em 1987 e no Concurso de Leeds International Pianoforte em 1990, com uma já consolidada carreira internacional, Pizarro é hoje um dos mais aclamados pianistas portugueses, sendo continuamente solicitado para recitais e concertos com alguns dos mais importantes maestros da actualidade.
Diário Digital / Lusa