16 de janeiro de 2009

Gaia tornou-se hoje a 1ª Capital da Cultura do Eixo Atlântico

A cidade de Gaia tornou-se hoje na primeira Capital Cultural do Eixo Atlântico, um estatuto que aquela associação, que agrega 34 municípios do Norte de Portugal e da Galiza, pretende atribuir de dois em dois anos.
A autarquia vai concentrar em Junho, Julho e Agosto todas as suas actividades culturais, alegando que aqueles são os mais tradicionais meses de férias e em que considera necessário aumentar a actividade e animação cultural institucional na Grande Área Metropolitana do Porto.
Nesse período, poderão ser visitadas as «Expo-Cidades do Eixo Atlântico, uma iniciativa a inaugurar no período das festas de S. João pelos presidentes dos 17 municípios galegos e outros tantos portugueses que integram a associação transfronteiriça.
Haverá ainda lugar a um festival do mundo celta, uma festa da música e um simpósio de escultura.
A »Expo-Cidades« inclui 34 pavilhões que acolherão artigos e actividades específicas de cada cidade e um ouNa envolvente a esta »mini-Expo« será criada uma área de animação, de modo a criar em torno dos pavilhões um roteiro de exposições e animações culturais que garanta a divulgação da diversidade cultural, turística, gastronómica e etnográfica de cada cidade.
Esta iniciativa, que deverá ocorrer em praticamente todo o período da Capital da Cultura, vai funcionar como um dos »corações« do evento em torno dos quais se concentrará a maioria das actividades a desenvolver.
Grande parte destas ainda estão por definir, no âmbito da programação que a partir de hoje passará a ser negociada formalmente pela Câmara de Gaia, mas é já garantido que ela arranca em Junho com um concerto inaugural da Capital da Cultura protagonizado pelos Milladoiro e Mafalda Arnauth, baseado no último trabalho discográfico daquela banda galega e com a Quinta das Lágrimas como cenário.
Sabe-se também que terá lugar uma Festa da Música, dedicada a vários estilos de música, da clássica ao jazz e à worldmusic, com intérpretes luso-galaicos que actuarão ao longo dos três meses do evento.
A Capital da cultura vai ter também um Festival do Mundo Celta, que incluirá música contemporânea com autores e grupos de Portugal e da Galiza e em torno do qual decorrerão workshops, exposições, uma feira do livro e do disco e uma conferência sobre a música e as tradições celtas.
Na área das artes plásticas, está já garantido um simpósio de escultura, comissariado por Paulo Neves, com exposição dos trabalhos desenvolvidos e a realização de workshops.
Paralelamente, os eventos já tradicionais em Gaia serão este ano devidamente adaptados à Capital da Cultura, de modo a adquirir um cariz mais abrangente e mais virado à Galiza.
Será o caso das marchas populares de S. João, Portugal Fashion, Festival do Vinho do Porto, Red Bull Air Race e Festival Internacional de Música de Gaia.
No ano em que o concelho celebra os seus 175 anos e o 200º aniversário das Invasões Francesas, também as comemorações preparadas para estas efemérides terão um traço galego.
A grelha de programação da Capital da Cultura do Eixo Atlântico será da responsabilidade do Pelouro da Cultura, Património e Turismo da Câmara Municipal de Gaia, que por sua vez incumbirá um secretariado permanente para a gestão e produção de todo o projecto, com representantes da própria associação de cidades luso-galegas.
Apesar de ainda não estar definido de que modo serão utilizados, os equipamentos culturais da cidade vão ser palcos naturais de várias acções, incluindo espaços como o Espaço La Marmita, Teatro Ferro, Mosteiro da Serra do Pilar, Auditório e Biblioteca Municipais de Gaia, Cine Teatro Brazão, Solar dos Condes de Resende, Casa-Museu Teixeira Lopes, Casa Barbot e Galeria Olhares.
Fonte da organização referiu à Lusa que estão previstas muitas outras iniciativas em áreas como pintura, banda desenhada, cinema, teatro e dança.
Diário Digital / Lusa

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