
Os festivais gastronómicos alusivos à caça que se realizam nesta época estão mais associados a montarias a espécies de maior porte do que animais como a perdiz ou a lebre, já que a época dos caçadores acabou.
Nos últimos anos, as montarias a javalis e veados, mas também as esperas, passaram a integrar realizações de fim-de-semana que as autarquias promovem em conjunto com associações e clubes de caçadores, aproveitando para divulgar os recursos cinegéticos do interior e atrair visitantes.



«As montarias trazem muita gente de fora, são muito positivas para as regiões», declarou hoje à agência Lusa Luís Fernandes, presidente da Federação de Caça e Pesca da Beira Litoral.
Nesta época, está proibido o abate do coelho-bravo, lebre e perdiz, sendo a maior aposta na caça grossa.
Quanto às aves em estado selvagem, agora é ainda possível a caça ao pombo-torcaz, pombo-bravo, tordo e galinhola.


Este fim-de-semana, decorrem festivais de caça na Vidigueira e em Gouveia, que atraem milhares de visitantes que procuram sentir na boca o sabor bravio de pratos como lebre com feijão, javali estufado ou tordos fritos. No terceiro Festival Gastronómico Sabores da Caça, a decorrer este fim-de-semana, na freguesia de Selmes, no concelho alentejano de Vidigueira, os «manjares» podem ser degustados nas tasquinhas, numa iniciativa da Junta e Câmara locais.
Além dos petiscos, o certame, que conta com 15 stands de empresas e instituições locais e duas exposições, uma de troféus de caça e outra de aves de rapina, inclui um concurso de culinária, uma montaria ao javali, actividades desportivas e vários espectáculos musicais.
O segundo concurso «A Caça na Culinária», hoje à tarde, vai pôr «à prova» pratos à base de peças de caça confeccionados por «cozinheiros amadores», ou seja, maiores de 15 anos e que não tenham profissões ligadas à culinária.

Na montaria, marcada para domingo de manhã, caçadores de vários pontos do país vão percorrer a zona de caça municipal de Alcaria para perseguir e tentar caçar javalis, explicou à Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Selmes, António d´Aguilar.
Frisando que todas as freguesias do concelho da Vidigueira têm um certame temático anual para «promover as suas potencialidades», o autarca explicou que Selmes, por ser «uma zona onde a caça abunda» e, por isso, «procurada por muitos caçadores», organiza o festival dedicado ao sector cinegético.
Actualmente, os caçadores, que «antes caçavam nos terrenos livres», caçam sobretudo lebres, perdizes, tordos e javalis nas três zonas de caça ordenadas existentes na freguesia e geridas por associações de caçadores locais, disse António d´Aguilar.
Segundo o autarca, o festival decorre no mês de Fevereiro, «quase no final da época venatória», porque «é quando os caçadores estão mais disponíveis».
Frisando que todas as freguesias do concelho da Vidigueira têm um certame temático anual para «promover as suas potencialidades», o autarca explicou que Selmes, por ser «uma zona onde a caça abunda» e, por isso, «procurada por muitos caçadores», organiza o festival dedicado ao sector cinegético.
Actualmente, os caçadores, que «antes caçavam nos terrenos livres», caçam sobretudo lebres, perdizes, tordos e javalis nas três zonas de caça ordenadas existentes na freguesia e geridas por associações de caçadores locais, disse António d´Aguilar.
Segundo o autarca, o festival decorre no mês de Fevereiro, «quase no final da época venatória», porque «é quando os caçadores estão mais disponíveis».
«Nos meses mais fortes da caça, os caçadores aproveitam todo o tempo livre para caçar e não têm muita disponibilidade para este tipo de certames», justificou.
Mais a norte, a Câmara de Gouveia promove mais uma edição da «Feira do Campo e Caça», que inclui não apenas eventos gastronómicos mas outros temas ligados ao mundo rural.
A feira inclui 32 expositores e um restaurante de gastronomia de caça, explorado pelas associações de caçadores da região.
O presidente da Câmara, Álvaro Amaro, salientou à agência Lusa que esta iniciativa pretende «consolidar um nicho de mercado, que é o mundo rural e simultaneamente promover a economia local».
Para o autarca, «Gouveia tem vindo a afirmar-se nesta área e a aumentar o seu poder de atracção», e a prova disso é que «o parque hoteleiro já está cheio, com gente que veio de Faro a Bragança
A feira inclui 32 expositores e um restaurante de gastronomia de caça, explorado pelas associações de caçadores da região.
O presidente da Câmara, Álvaro Amaro, salientou à agência Lusa que esta iniciativa pretende «consolidar um nicho de mercado, que é o mundo rural e simultaneamente promover a economia local».
Para o autarca, «Gouveia tem vindo a afirmar-se nesta área e a aumentar o seu poder de atracção», e a prova disso é que «o parque hoteleiro já está cheio, com gente que veio de Faro a Bragança


Depois da inauguração, sexta-feira, da feira com o secretário de Estado da Protecção Civil, Miguel Medeiros, têm-se seguido várias iniciativas em que a caça é a estrela maior.
Do programa, consta ainda uma demonstração de cães de parar e uma outra de cetraria (arte medieval de caçar com aves).
No domingo, decorre a 7ª edição da «Montaria da Serra da Estrela», que segundo a organização, «constitui já uma referência para os amantes desta actividade».
Diário Digital / Lusa
Do programa, consta ainda uma demonstração de cães de parar e uma outra de cetraria (arte medieval de caçar com aves).
No domingo, decorre a 7ª edição da «Montaria da Serra da Estrela», que segundo a organização, «constitui já uma referência para os amantes desta actividade».
Diário Digital / Lusa
