2 de maio de 2009

Vista Alegre

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“Os Tordos são aves que formam um grupo bem distinto pelo seu tamanho, pela sua cor acastanhada com a parte interior do corpo mais ou menos sarapintado, cujo habitat está normalmente associado a zonas arborizadas ou às suas orlas, e com um bico fino e bem adaptado a uma alimentação composta por insectos, bagas, frutos e pequenos invertebrados. Têm um canto normalmente melodioso, nidificam predominantemente nos países do Norte da Europa com posturas de 4 a 6 ovos.
As principais variedades que passam o inverno na Península ibérica são o Tordo Zornal, o Tordo ruivo e o Tordo Comum.
Independentemente das técnicas de tiro e da colocação no terreno que não caberiam nesta reduzida monografia, que dizer da caça ao Tordo? Poder-se-á dizer que ela se aproxima da caça a outras espécies que passam o inverno entre nós, pelo que exige ao caçador o seu contacto com o meio ambiente nesta época do ano.
Mas o Tordo, com as suas deslocações pendulares nas zonas onde é mais abundante, tem constituído uma espécie com bastante interesse cinegético para os caçadores portugueses, que nas madrugadas frias de inverno procuram os melhores sítios no meio dos olivais para a espera da manhã que, normalmente, resulta num elevado número de tiros, dependendo do êxito, como é evidente, da perícia do caçador, dado este tiro exigir quase sempre reacções bastante rápidas dado o alvo a atingir e as condições em que muitas vezes se apresenta.
Mas o fascínio deste desporto não é só matar caça, ainda que o tordo seja para muitos uma especialidade culinária. Para uma grande parte dos caçadores a caça é principalmente a fuga ao quotidiano e, como dizia Miguel Torga, “ a maneira do caçador se encontrar com as forças elementares do mundo…”
João Portugal Ramos

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay