
Baixo peso à nascença e partos prematuros são duas das variáveis estudadas pelos Centros de Saúde do Litoral Alentejano, que estão a analisar os efeitos da poluição do ar na saúde dos bebés nascidos desde 2007.
O estudo inclui todas as crianças nascidas no Alentejo Litoral entre 01 de Janeiro de 2007 e 31 de Dezembro de 2010, o que representa um total estimado de 3295 pares mãe/criança, 549 dos quais com origem no concelho de Sines.
O estado da saúde infantil é medido através da recolha de informações sobre a gestação, nascimento e crescimento das crianças, bem como de dados acerca do ambiente social e demográfico em que se desenvolvem os bebés, nas unidades de saúde dos cinco concelhos da sub-região (Odemira, Sines, Santiago do Cacém, Grândola e Alcácer do Sal).
Esta é uma forma de "conseguir explorar relações possíveis entre os poluentes ambientais e os problemas de saúde das populações", explicou hoje à agência Lusa Fernanda Santos, que representa a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo no projecto.
A recolha de dados teve início no mês passado, segundo Fernanda Santos, Delegada de Saúde Pública de Sines, utilizando as informações constantes dos Boletins de Saúde da Grávida e Infantil e recorrendo à realização de um inquérito de carácter psicossocial junto das grávidas e jovens mães.
Desenvolvido pelo ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, o inquérito coloca questões relacionadas com hábitos e estilo de vida, como a existência de fumadores na família ou o contacto frequente com pesticidas.
O estudo insere-se no projecto GISA - Gestão Integrada da Saúde e Ambiente e estará em execução nos cinco municípios alentejanos até ao final de 2010, traduzindo-se num investimento total de 1,183 milhões de euros.
O GISA reúne ainda universidades e empresas da região, com vista à construção de um sistema de monitorização da qualidade ambiental e da saúde, que congregue resultados sobre a situação actual e que permita produzir dados em permanência a partir de 2011.
De acordo com Fernanda Santos, as crianças correspondem a um grupo "particularmente vulnerável (principalmente no primeiro ano de vida) e há evidência científica para inferir da relação causal entre a poluição atmosférica e problemas de saúde".
Em análise estão dados relativos à mortalidade infantil, baixo peso à nascença, atrasos no desenvolvimento intra-uterino, nascimentos prematuros e malformações congénitas.
Para o efeito, são tidos em conta o desenvolvimento da criança até aos dois anos e os antecedentes obstétricos da mãe, assim como outras informações sobre a gravidez e período neo-natal.
No início de 2010, o projecto GISA acumulará outro estudo na área da saúde, com a finalidade de perceber "se existem na região mais doenças do que noutras zonas do país, que possam estar relacionadas com a poluição, como o cancro e os problemas respiratórios", adiantou a delegada de saúde.
"Faremos uma amostra dos 100 mil utentes do Litoral Alentejano e analisaremos os ficheiros médicos sob o ponto de vista da morbilidade e mortalidade da população em geral", explicou a responsável.
Diário Digital / Lusa
O estado da saúde infantil é medido através da recolha de informações sobre a gestação, nascimento e crescimento das crianças, bem como de dados acerca do ambiente social e demográfico em que se desenvolvem os bebés, nas unidades de saúde dos cinco concelhos da sub-região (Odemira, Sines, Santiago do Cacém, Grândola e Alcácer do Sal).
Esta é uma forma de "conseguir explorar relações possíveis entre os poluentes ambientais e os problemas de saúde das populações", explicou hoje à agência Lusa Fernanda Santos, que representa a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo no projecto.
A recolha de dados teve início no mês passado, segundo Fernanda Santos, Delegada de Saúde Pública de Sines, utilizando as informações constantes dos Boletins de Saúde da Grávida e Infantil e recorrendo à realização de um inquérito de carácter psicossocial junto das grávidas e jovens mães.
Desenvolvido pelo ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, o inquérito coloca questões relacionadas com hábitos e estilo de vida, como a existência de fumadores na família ou o contacto frequente com pesticidas.
O estudo insere-se no projecto GISA - Gestão Integrada da Saúde e Ambiente e estará em execução nos cinco municípios alentejanos até ao final de 2010, traduzindo-se num investimento total de 1,183 milhões de euros.
O GISA reúne ainda universidades e empresas da região, com vista à construção de um sistema de monitorização da qualidade ambiental e da saúde, que congregue resultados sobre a situação actual e que permita produzir dados em permanência a partir de 2011.
De acordo com Fernanda Santos, as crianças correspondem a um grupo "particularmente vulnerável (principalmente no primeiro ano de vida) e há evidência científica para inferir da relação causal entre a poluição atmosférica e problemas de saúde".
Em análise estão dados relativos à mortalidade infantil, baixo peso à nascença, atrasos no desenvolvimento intra-uterino, nascimentos prematuros e malformações congénitas.
Para o efeito, são tidos em conta o desenvolvimento da criança até aos dois anos e os antecedentes obstétricos da mãe, assim como outras informações sobre a gravidez e período neo-natal.
No início de 2010, o projecto GISA acumulará outro estudo na área da saúde, com a finalidade de perceber "se existem na região mais doenças do que noutras zonas do país, que possam estar relacionadas com a poluição, como o cancro e os problemas respiratórios", adiantou a delegada de saúde.
"Faremos uma amostra dos 100 mil utentes do Litoral Alentejano e analisaremos os ficheiros médicos sob o ponto de vista da morbilidade e mortalidade da população em geral", explicou a responsável.
Diário Digital / Lusa