«Estivemos a fazer o corte de um
conjunto de canas que abrangem as margens desta ribeira e as canas que
foram retiradas vão depois cobrir parte das margens para garantir que
ficam estabilizadas, em vez de se utilizar o habitual betão», explicou
Francisco Ferreira, dirigente da associação ambientalista Quercus, que
promoveu a iniciativa.
Praticamente extinta nos rios da região devido à poluição provocada
pelos esgotos domésticos e pelas suiniculturas, a boga do Oeste
continua apenas a existir - ainda que de forma escassa - nos rios
Alcabrichel e Sizandro, ambos no concelho de Torres Vedras.
A acção marcou o arranque de uma parceria de cinco anos entre a
Quercus e a Unicre, a primeira empresa de capitais privados em Portugal
a aderir ao compromisso de redução da chamada «pegada ecológica».
«Temos um conjunto de iniciativas como a redução do papel e a redução
[do consumo de] energia nos edifícios», afirmou o administrador da
empresa, António Ramalho.
«O objectivo neste tipo de acções é que fora da actividade
profissional e em conjunto com uma associação de defesa do ambiente os
esforços se juntem no sentido de salvaguardar determinadas zonas
naturais e, neste caso, recuperar a boga do Oeste», esclareceu
Francisco Ferreira.
A Quercus põe a hipótese de vir a desenvolver outras acções de limpeza
e despoluição do rio Alcabrichel e de vir a plantar nas suas margens
vegetação característica na zona, de modo a combater a erosão.
Diário Digital / Lusa
