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2 de dezembro de 2009
Buraco de ozono retém frio na Antárctida
O buraco de ozono na atmosfera acima da Antárctida funciona, paradoxalmente, como um escudo do continente gelado contra o aquecimento global, segundo um relatório.
A descoberta ajuda a entender porque, às portas do Verão na Antárctida, os mais de 50 ocupantes actuais da Estação Antárctica Comandante Ferraz, base brasileira no continente, passaram 48 horas confinados entre a manhã de domingo e terça-feira. A equipa teve de se abrigar de ventos com mais de 100 km/h e sensação térmica de 20 °C negativos.
Há, portanto, um dilema: conforme o buraco na camada de ozono se for fechando, o que deve acontecer completamente até ao fim deste século, é provável que o aumento das temperaturas finalmente atinja o coração da Antárctida, dizem os cientistas do Scar (Comité Científico de Pesquisa Antárctica), responsáveis pelo novo relatório (www.scar.org).
«Nos próximos anos, o gelo marinho vai diminuir.
Ele está a aumentar no momento, mas não será mais assim quando o buraco de ozono fechar - de facto, vamos perder um terço do gelo marinho», declarou o director-executivo do Scar, Colin Summerhay
O relatório, que reuniu dados recolhidos por mais de 100 cientistas de oito países, chama a descoberta dessa blindagem do buraco de ozono de «extraordinária».
Para Jefferson Simões, glaciologista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o trabalho consolida os dados sobre as alterações que o aquecimento já traz para a Antárctida.
«Faz todo o sentido afirmar que o buraco de ozono está a proteger o continente antárctico», diz Luciano Marani, investigador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) responsável pelas medições da camada de ozono na estação brasileira.
O mecanismo é simples, explica Simões. As moléculas de ozono absorvem a radiação ultravioleta do Sol, ajudando a esquentar a estratosfera, fatia da alta atmosfera onde se encontram.
Com menos ozono estratosférico à disposição, esse pedaço da atmosfera fica mais frio. E isso, por sua vez, fortalece o vórtice polar - um imenso remoinho que domina a circulação de ar sobre o continente austral e mantém a Antárctida normalmente fria.
«A força desse vórtice depende do gradiente [ou seja, da diferença] de temperatura entre a região polar e o resto do planeta. Com o vórtice mais frio, esse gradiente aumenta, fazendo com que ele gire com mais força», diz Simões.
Resultado: os ventos violentos criam uma espécie de muralha de ar entre a Antárctida e os demais continentes, o que explica a falta de um aquecimento considerável no continente austral.
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