22 de julho de 2010

Calor fustiga Rússia de Kalininegrado a Vladivostoque


A onda de calor na Rússia, que se registou nas últimas três semanas, vai continuar, prevendo-se que no fim de semana a temperatura em Moscovo ronde entre os 36 e os 38 graus centígrados.

Recordes de calor são batidos em Moscovo, Veliki Novgorod, Samara, Ulianovsk, Kalmukia, Krasnodar e Vladivostoque e noutras regiões da Rússia.
Nas últimas três semanas, uma onda de ar quente, que eleva o mercúrio dos termómetros acima dos 30 graus positivos, ameaça bater todos os recordes na história das observações meteorológicas no país. A temperatura é entre seis e oito graus superiores à média.
Nem nos subterrâneos do metropolitano de Moscovo se consegue encontrar um ambiente mais fresco. Segundo as autoridades russas, a temperatura média nas estações é de 28 graus centígrados, mas, em algumas das 112 estações, atinge os 32 graus.
As florestas nos arredores da capital russa, que se encontram em terrenos turfosos, começaram a arder, explindo grandes nuvens de fumo.
Esta onda de calor está a provocar sérios prejuízos económicos e humanos na Rússia. A seca já destruiu várias colheitas, o que deverá provocar o aumento do preço de produtos essenciais como pão, leite e carne.

“Há quase 40 anos que a Rússia não via uma seca assim”, constatou Alexandre Bedritzki, assessor da presidência russa para o clima.
Os russos procuram fugir ao calor nas águas frias de rios e lagos, mas a falta de cuidado e o emprego excessivo de bebidas alcoólicas (vodka e cerveja) já causaram a morte de 2500 banhistas neste verão, 1244 dos quais só no mês de julho.
As autoridades sanitárias, através da imprensa, rádio e televisão, aconselham permanentemente a população com medidas de prevenção para evitar os problemas evitados pelo calor.
Segundo o portal yandex.ru, as páginas mais consultadas na Internet russa estão relacionadas com a onda de calor e a forma de o combater.
Diário Digital / Lusa

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