4 de setembro de 2010

Fundação Manuel Cargaleiro mudou-se para Castelo Branco






















A Fundação Manuel Cargaleiro, criada pelo pintor e ceramista português para gerir as suas obras, passou hoje a ter sede em Castelo Branco, depois de uma cerimónia pública de alteração de estatutos.

“Já posso morrer tranquilo”, disse o artista, de 83 anos, que justificou a mudança da sede de Lisboa para Castelo Branco por ter nascido e vivido no distrito e por a cidade ter investido num museu para acolher as suas colecções.

Manuel Cargaleiro, natural de Chão das Servas, concelho de Vila Velha de Ródão (onde também coordena oficinas artísticas), falava durante a cerimónia de alteração de estatutos da fundação, que decorreu no salão nobre da Câmara de Castelo Branco.

O Museu Manuel Cargaleiro “é o maior projecto cultural alguma vez feito em Castelo Branco”, destacou aos jornalistas Joaquim Morão, presidente da câmara, sublinhando o investimento que foi feito na inventariação de 5000 obras de Cargaleiro, da sua autoria e outras adquiridas ao longo dos anos.O museu funciona na Rua dos Cavaleiros, agora também a sede da fundação, e até final do ano devem estar prontas as obras de ampliação, de forma a acolher mais peças actualmente dispersas.

“Depois da casa pronta avançamos para um segundo passo, que é a projecção nacional”, destacou o autarca, para quem o mais importante é conseguir preservar uma colecção de relevo para o país, evitando que seja “desbaratada”.

“Tive promessas de outras câmaras, mas de promessas está o inferno cheio. Na realidade só Joaquim Morão é que foi directo”, destacou Manuel Cargaleiro.

Por parte do presidente da Câmara de Castelo Branco ficou expressa a intenção de homenagear o artista, que, segundo referiu, merece também o reconhecimento nacional.

Entre as cinco mil peças inventariadas e “outras tantas” que Cargaleiro doou à fundação e que estão por tratar, encontram-se, entre outras, pinturas, tapeçarias, cerâmicas e azulejos.

Diário Digital / Lusa















Manuel Cargaleiro

Peintre et céramiste, est né 16 Mars 1927 à Portugal, dans la province de Castelo Branco, plus précisément dans das Servas Chão, Vila Velha de Roda.

En 1957, il s'installe en France, qui est devenu sa seconde patrie. Comme indiqué dans de nombreuses commandes publiques obtenues par le ministère français de la Culture de la République depuis la soixante-dix, qui comprennent l'installation station Champs-Elysées Clemenceau Paris Métro en 1995, partiellement reconstruit dans la première salle du Musée de Vietri .Emblème de l'âme franco-portugais, même la mise en œuvre de la azulejos de Lisbonne pour la façade de l'Institut franco-portugais (1983) et de la gare Colégio Militar-Luz (1987), comme un rendez-vous pur double qualité de commandant de Sant'lago par Espada par le Président de la République du Portugal (1982) et Officier des Arts et des Lettres par le gouvernement français (1984).En 1990 création de la Fondation à Lisbonne Calgaleiro Manuel, dont la construction du projet a été signé par Alvaro Siza, celui avec lequel l'un des Vietri sul Mare est jumelée. La période italienne de son travail a commencé en 1999 lorsqu'il a remporté le Prix international Voyager à travers la céramique.

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay