20 de junho de 2015

A voadora e sua influência no desenvolvimento do canto



Como canaricultores de canto, e em particular do timbrado, uma vez independente a jovem ave tem como missão que todo o potencial genético que temos obtido através  dos cruzamentos se consolide num exemplar que execute a sua versão do material que temos disposto demarcado nas suas características únicas de dicção, voz e capacidade de improvisação. Como já se tem mencionado em outras "entradas" (assuntos) do blog, este curto ma a la vez crítico caminho a la cristalização do canto começa desde o dia que colocamos na gaiola o jovem e se fecha no dia em que o seu canto está estabelecido a nível "neuronal" (sistema nervoso).

O audio para educar-los deve funcionar desde o primeiro dia e ainda que o exemplar pareça indiferente ao mesmo, o seu cérebro está absorvendo cada giro ( gorjeio) que imediatamente irá começar a ensaiar a tropezones mediante o sistema de realimentação auditiva, é dizer, tratando de imita-lo e escutando a la vez que compara e faz ajustes em base a seu mecanismo de análise inato . É por isso que ele recalca em varias ocasiões que nos jovens devem de ter tempo de ócio, isto quer dizer dizer, sem escutar audios, tempo em qual devem ser capazes de efectuar um "repaso" (gorjeio sem identificação) em condições. Em particular quando a um exemplar o assediamos todo o dia com um audio ou outro mecanismo digital de ensinamentos cortamos as suas possibilidades independentemente  de que tenha aprendido, com segurança poderia tido alcançado mais. 

Temos uma responsabilidade muito grande como gestores dos nossos "aviários" em maximizar a potencialidade de cada exemplar e cada decisão que tomamos por pequena que seja ,terá impacto no resultado final. 

Os lideres

Uma vez alojado nos poleiros da gaiola, o jovem canário começa a interrelacionar-se com o seu novo grupo de canários, na qual se estabelecem prontamente Hierarquias que só compreenderemos através das horas de observação necessárias. Se consideramos o nosso sujeito S como o exemplar de baixa análises, este se não é mesmo líder estará primordialmente baixa de influências do exemplar líder L. 

O exemplar L é aquele que claramente marca uma diferença com o resto do grupo, mostra a directa e sinistra suas incipientes virtudes canoras visivelmente mas adiantado que o resto e possivelmente já aclarando giros (gorjeios) de forma prematura, em qualquer  discussão vem prestes a demonstrar que é ele que marca na pauta, a sua influencia opaca em grande medida o efeito do audio já que como sabemos um canário sempre está mas disposto a aprender de um congénere que de algum  mecanismo artificial.  
Como considerações devemos afinar muito bem o ouvido, já que o exemplar líder pode ser uma boa influencia se a sua execução é adequada em termos de repertório e modalidade de emissão. Infortunadamente  na maior parte dos casos não só ser assim, no meu caso particular tenho colocado um vídeo de um pássaro líder deste ano que está actuando como maestro indirecto dentro de uma gaiola.  Adicionalmente faço a observação que numa gaiola ou  voadora pode haver mais de um líder. 

Os Indiferentes

Podemos observar também a presença de uns exemplares indiferentes  que pode estar composto de fêmeas  passivas ou de outros exemplares machos que estão numa etapa primaria e que não afectará o nosso sujeito S.

Os defeituosos

Devemos extremar também as precauções ante la presença de exemplares nos lideres mas com defeitos apenas imperceptíveis já que estamos na etapa de "repassos" ( gorjeios indefinidos). Quando detectamos esta situação devemos actuar sem contemplações desterrando a estes exemplares de forma imediata. É também possível que o nosso exemplar defeituoso se encontre numa voadora muito próxima desde onde poderá dar uma nota com um limpo desenvolvimento do exemplar S.

O sistema de Audio

O Sistema de Audio é o nosso professor por excelência, sem erros (deliberados) de forma programada parece possível do objectivo final, se o audio é bom, carece de demasiada artificialidade e se assemelha ao canto de um canário real os factores principais de êxito estejam cimentados.


Outras Aves 

A presença de outras aves dentro e fora do nosso aviário não é um factor para desapreciar, no meu caso no meu jardim é assediado ao amanhecer por pequenas aves conhecidas como "ch" que possuem gorjeios de extraordinária beleza mas que adornam com notas de "reñidero" fazendo em perigo a aprendizagem. Pegas, melros pardais de telhado também aparecem em grupo na busca de restos de sementes saltando de um arbusto para outro. Todas estas aves podem afectar o nosso  objectivo. Neste caso a minha recomendação é o uso de barreiras acústicas que neutralizem os sons provenientes destas aves.

O meio ambiente e os sons mecânicos

Recordo com "saudade" a historia que repetia o desaparecido Don  Guilarte  que nunca duvidei  sobre um jovem canário que lhe aprendeu o som da  máquina de escrever já que costumava usar próxima da voadora dos jovens aves. Os canários jovens em certos períodos que denominamos críticos são como esponjas capazes de absorver e abstrair-se e focar-se caprichosamente em alguns sons que como afirmava outro grande criador de timbrado, Don Álvaro Guillén: são como os meninos quando começam a ir ao colégio, o que eles geralmente aprendem primeiro são os "palavrões " .

Em conclusão que queria mostrar o panorama ao que se enfrentam os jovens timbrados apenas se tornam independentes , são muitos os factores que podem influenciar negativamente e a nossa melhor arma é gratuita: 
Na observação e na escuta dos incipientes "repassos" a fim de acabar de forma determinante qualquer obstáculo no caminho ao desenvolvimento pleno da potencialidade de nossos exemplares.


http://timbradospanama.blogspot.pt/2015/06/la-voladera-y-su-influencia-en-el.html?spref=fb timbrados panama

traduzido Pedro Boavida