22 de outubro de 2015

Poluição contribui para 7 milhões de mortes por ano


A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que é preciso com urgência reduzir as emissões dos gases ozono, metano e carbónico e do dióxido de carbono, porque todos contribuem para o aquecimento global e causam mais de 7 milhões de mortes prematuras por ano devido a problemas de saúde ligados à poluição do ar.

Um relatório hoje divulgado pela agência destaca que mas intervenções dos governos podem inverter o quadro, melhorar a segurança alimentar e até aumentar a actividade física da população.
AOMS está a recomendar, pela primeira vez, ações aos Ministérios de Saúde e Ambiente e a governos nacionais e locais, que levem à redução das emissões daqueles gases.
A agência da ONU calcula que aquelas medidas podem prevenir 3,5 milhões de mortes prematuras por ano até 2030 e salvar até 5 milhões de vidas até 2050.
A OMS confirma que já estão disponíveis 20 ações de baixo custo para mitigar os efeitos dos poluentes atmosféricos, medidas que incluem reduzir as emissões de gases dos veículos, utilizar combustíveis renováveis, diminuir o desperdício de alimentos e prevenir as mudanças climáticas.
Outras intervenções são mais complexas, porém necessárias. Uma é reduzir as emissões de gases dos veículos, o que pode ser feito com a implementação de padrões mais altos de eficiência para diminuir a liberação do gás carbónico e outros poluentes.
Com isso, a qualidade do ar também melhora e, assim, diminuem os casos de doenças respiratórias. Outra medida é investir em alternativas aos carros, ou seja, em transportes públicos e criar vias seguras para pedestres e ciclistas. Nos dois últimos casos, o cidadão tem até a possibilidade de praticar uma atividade física.
A OMS lembra também a existência de 2,8 mil milhões de pessoas com baixa rendimentos que dependem de carvão e de outros combustíveis sólidos para cozinhar e se aquecerem, aumentando as possibilidades de doenças respiratórias. Nestes casos, é preciso fornecer alternativas, como combustíveis mais limpos e fogões mais eficientes.
Para as populações de rendimento alta e médio, a OMS aconselha o aumento do consumo de vegetais, para reduzir os riscos de doenças do coração e de cancro, e diminuir as emissões do gás metano, associado a alimentos de base animal.
A OMS lembra que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável têm uma meta específica sobre saúde global: até 2030, os países devem reduzir o número de mortes e de doenças causadas por químicos e poluentes do ar, do solo e da água.