2 de fevereiro de 2016

"Dialogue des Carmélites", de Poulenc, no Teatro Nacional de S. Carlos


A soprano Dora Rodrigues protagoniza a ópera “Dialogue des Carmélites”, de Francis Poulenc, numa encenação de Luís Miguel Cintra, que se estreia na quarta-feira, no Teatro Nacional de S. Carlos (TNSC), em Lisboa.
“Dialogue des Carmelites”, uma coprodução entre o TNSC e o Teatro da Cornucópia, dirigida por João Paulo Santos, com cenografia e figurinos de Cristina Reis, e encenação de Luís Miguel Cintra, estará em cena na quarta e sexta-feira e também no domingo.
Dora Rodrigues lidera um “vasto elenco quase exclusivamente português”, afirma o TNSC em comunicado.
Daquele elenco fazem parte os cantores líricos Luís Rodrigues, Mário João Alves, Ana Ester Neves, Ana Paula Russo, Maria Luísa de Freitas, Eduarda Melo e Carlos Guilherme, Teresa Netta, Carolina Figueiredo, João Terleira, Ricardo Panela, Christian Lujan, Helena Vieira, Helena Afonso, Mariana Castelo Branco, Ariana Russo, Sara Afonso, Rita Marques, Rita Crespo, Inês Madeira, Catarina Rodrigues, Nélia Gonçalves e Rita Tavares.
A ópera, em três atos e 12 quadros, decorre durante o chamado “período de terror” que se seguiu à Revolução Francesa, em 1789, e parte de um facto verídico, a morte na guilhotina, na Place du Trône (atual Place de la Nation), em Paris, de 16 freiras carmelitas, que, em 1906, foram beatificadas pelo papa Pio X.
“Dialogues des carmélites” subiu à cena, no São Carlos, em Lisboa, pela primeira vez, em 1958 e, posteriormente, em 1970.
Sobre o compositor francês, afirma o TNSC, que Francis Poulenc (1899-1963) é “uma personalidade bem representativa de uma sensibilidade musical tipicamente francesa”.
“Há na sua obra duas facetas contrastantes, que por vezes se interpenetram: uma ligeira, sorridente, irónica; outra séria, por vezes mesmo austera, e também com uma derivante religiosa. Em ambas essas facetas, sempre existe uma extrema elegância e um melodismo requintado”, remata o TNSC no mesmo comunicado.
A estreia da ópera foi antecedida de uma série de atividades, nomeadamente palestras, e a primeira exibição na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, da produção franco-italiana “O diálogo das carmelitas” (1960), de Philippe Agostini e de Raymond Leopold Bruckberger, com com Jeanne Moreau, Alida Valli, Madeleine Renaud, Pierre Brasseur e Jean-Louis Barrault, entre outros.
Francis Poulenc (1899-1963) decidiu compor a ópera a partir da peça de George Bernanos, levada à cena, em Paris, em 1962.
A ópera, em versão italiana, estreou no Alla Scala, em Milão, em janeiro 1957, com um libreto do dramaturgo Flavio Testi, e, em junho do mesmo ano, subiu à cena na Ópera de Paris, com um libreto em francês de autoria do compositor.