8 de novembro de 2010

Este fim de semana de Norte a Sul de Portugal podes visitar


Pensa-se que a região que hoje faz parte integrante do concelho de Ovar terá sido habitada desde a Pré-História, uma vez que apresentava condições favoráveis ao estabelecimento das primitivas comunidades humanas. Uma linha de costa muito diferente da actual, uma zona lagunar propícia à caça e à pesca, solos leves e fáceis de trabalhar devem ter constituído, ao longo dos séculos, factores de atracção e de fixação de habitantes...
Desse passado longínquo não restou, no entanto, qualquer vestígio conhecido. Só temos notícias das populações da zona de Ovar, já em tempos históricos, a partir do século XI.
Tanto quanto sabemos, o aglomerado de Ovar terá surgido da fusão de uma série de aldeias próximas, sendo as mais importantes Ovar e Cabanões. Terra de lavradores, pescadores, comerciantes de sal e artesãos, Ovar foi crescendo e ganhando importância, tendo recebido foral dado por D. Manuel I, em 10 de Fevereiro de 1514.
O grande impulso ao crescimento demográfico da zona verificou-se a partir do século XVIII, facto a que não é alheia a introdução de novas técnicas de pesca (as Artes Grandes ou Xávega) e de salga e conservação do pescado.
As dificuldades sentidas pelos habitantes de Ovar, na sua luta pelo pão de cada dia, levaram muitos a calcorrear os caminhos do Mundo. Os pescadores vareiros espalharam-se pelos vários portos da costa portuguesa (até ao Algarve), os mercantéis de Ovar percorreram os difíceis e tortuosos caminhos das Beiras e de Trás-os-Montes.

Os mais aventureiros atravessaram o Atlântico e tentaram a sorte nas Terras de Santa Cruz. O secular quadro rural e piscatório foi profundamente subvertido, no século XX, com a industrialização que, acelarara sobretudo a partir das décadas de 50 e 60, transformou Ovar num concelho totalmente diferente, onde mais de metade da população activa se emprega no sector secundário.

Actualmente, Ovar é um concelho industrial com um leque muito variado de actividades que vão de têxtil e vestuário à metalúrgica e produtos metálicos, da produção de rações à cordoaria, do material eléctrico à montagem de automóveis ou ao fabrico de componentes. Apesar do desenvolvimento industrial e da consequente urbanização, Ovar apresenta, ainda, vastas áreas propícias ao mais diversificado tipo de actividades turísticas: quilómetros de praias enquadradas por pinhal e a beleza ímpar da Ria de Aveiro.


Rio Meão é uma freguesia portuguesa do concelho de Santa Maria da Feira, com 6,47 km² de área e 4 688 habitantes (2001).
Densidade: 724,6 hab/km². A primeira referência a Rio Meão remonta ao século VII (773) com a designação de "Riuus Medianus", embora esta não diga respeito à Freguesia, mas apenas ao rio que lhe deu o nome.

A freguesia é banhada a nascente e a sul por um pequeno rio ("Riuus Medianus") que corre entre Santa Maria da Feira e Paços de Brandão.
Contudo, em 1220 já se encontrava organizada como Freguesia. D. Sancho I doou esta freguesia à Ordem do Hospital, mais tarde conhecida por Ordem da Cruz de Malta.

Esta Ordem de carácter religioso-militar teve uma enorme importância nas lutas da Reconquista , na reorganização e no povoamento do território Português.
S. Tiago é o padroeiro da freguesia e aparece como S. Tiago de Rio Meão nos antigos livros de registos paroquiais.

A Freguesia possui uma casa brasonada e três grandes casas antigas de tradições: a Casa do Mourão, a Casa da Peredinha e a Casa dos Brandões de Tabuaça de Anta.

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay