7 de setembro de 2011

Arderam 34 mil hectares desde o início do ano

Os incêndios florestais consumiram até ao fim de agosto 34 mil hectares, menos 73 por cento que em igual período do ano passado, revelam dados provisórios da Autoridade Florestal Nacional (AFN) hoje divulgados.
Segundo o relatório provisório de incêndios florestais, entre 01 de janeiro e 31 de agosto arderam 34.006 hectares de florestas, enquanto no mesmo período do ano passado a área ardida situava-se nos 125.225.
A AFN adianta que entre janeiro e agosto foram afetados 10.452 hectares de povoamentos florestais e 23.554 de matos.
Também as ocorrências de fogo diminuíram este ano, tendo-se registado até ao fim de agosto 15.181, menos 2.231 que no mesmo período do ano passado, quando se verificaram 17.412 ocorrências.
Os dados provisórios indicam também que o maior número de ocorrências se registou no distrito do Porto, sendo que das 4.335 ocorrências registadas 90 por cento correspondem a fogachos, afetando áreas inferiores a um hectare.
Segundo a AFN, 41 por cento da área ardida entre janeiro e agosto ocorreram nos distritos de Bragança (5.089), Guarda (4.687) e Braga (4.095) com áreas superiores a quatro mil hectares.
O relatório conclui, igualmente, que o mês de julho é o que regista maior número de ocorrências (4.387) e agosto o que concentra a maior área ardida (12.771 hectares).
Segundo o documento, 70 por cento da área ardida deste ano concentrou-se nos meses de julho e agosto.
Os dados provisórios referem ainda que até agosto se registaram 54 grandes incêndios (área total afetada igual ou superior a 100 hectares), correspondendo a 51 por cento do total da área ardida.
A época mais crítica em incêndios florestais, conhecida pela “Fase Charlie”, prolonga-se até 30 de setembro. Os distritos de Braga (457), Viseu, Viana do Castelo e Aveiro apresentam também um número elevado de ocorrências.
Diário Digital

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