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25 de novembro de 2008

Serra da Estrela: fogo não destruiu zonas prioritárias






Serra da Estrela: fogo não destruiu zonas prioritáriasO incêndio que deflagrou hoje no Parque Natural da Serra da Estrela já foi extinto e "não destruiu nenhuma zona prioritária para a conservação da natureza", garantiu a entidade responsável pela conservação.
Segundo o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICBN) a limpeza da floresta ajudou a controlar o fogo.
O incêndio teve início às 06h35 de hoje em Verdelhos, em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, concelho de Covilhã e foi dado como extinto pelas 16:20, segundo o site da Autoridade Nacional de Protecção Civil.
"Não houve nenhuma zona prioritária para a conservação de natureza que tenha sido afectada por este incêndio", adiantou Sandra Moutinho, do ICBN.
"A área que ardeu é uma zona florestada, essencialmente por árvores resinosas, como o pinheiro bravo, e uma outra, não muito extensa, de castanheiros", precisou a responsável.
O ICNB destacou como "muito positivo" que "uma das zonas onde mais se conseguiu controlar o fogo" foi "precisamente uma área onde várias entidades têm desenvolvido, ao longo do ano, acções e trabalhos de silvicultura preventiva", e limpeza da floresta, como a abertura de caminhos, redução de matos e diminuição da massa florestal, entre outros.
Diário Digital / Lusa
24 de Novembro de 2008

18 de novembro de 2008

Pombos empurrados para fora da cidade


Câmara quer acabar com "praga" na Baixa da cidade abrindopombais na periferia. Experiência-piloto será testada no Horto Municipal.


A criação de pombais, fora do centro da cidade, com alimento, ninhos e controlo dos nascimentos mediante a retirada dos ovos, é a estratégia da Câmara de Coimbra para combater a "praga urbana", como já lhe chamou.
O objectivo é afastar os pombos do Centro Histórico, onde habitam em número excessivo, motivando queixas de comerciantes e moradores. Além da degradação dos edifícios, provocada pela acidez das suas fezes, são apontados outros problemas, como a sujidade, os riscos de transmissão de doenças ou os prejuízos, em especial, na área da restauração, sobretudo na Baixa da cidade.
Numa fase inicial, haverá apenas um pombal, no Horto Municipal, situado nos Campos do Bolão. A infra-estrutura, aberta, terá capacidade para acolher 200 casais de pombos. Aa aves terão ao dispor ninhos ("casiers"), água e alimento sem aditivos anticoncepcionais. Isto porque o método de controlo dos nascimentos baseia-se na substituição dos ovos por exemplares de plástico, explicou o director do Departamento de Ambiente e Qualidade de Vida da autarquia, Veiga Simão. Trata-se de uma experiência-piloto, a cargo daquele departamento.
"Vamos tentar habituar os pombos a ir lá, diariamente, fazer a sua alimentação", clarificou Veiga Simão. A gestão e manutenção do espaço caberá à autarquia, estando as aves sob a vigilância dos Serviços Médico Veterinários.
O processo de aquisição da infra-estrutura está em andamento. Veiga Simão prevê que este primeiro pombal entre em funcionamento até ao final do ano.
"Se virmos que resulta e os pombos se fixam ali, tentaremos colocar outros pombais nas zonas periurbanas, desviando-os para fora da cidade", defendeu o vereador com o pelouro do Ambiente, Luís Providência.
Os animais não serão alvo de captura, pois a sua enorme capacidade de detecção de alimento deverá conduzi-los lá espontaneamente, explicou, ainda, Veiga Simão, com base nos conselhos de especialistas.
Aliás, foi o parecer do veterinário belga especialista em columbofilia, Marc Ryan, pedido pela autarquia enquanto procurava soluções, que ditou a opção por esta medida, referiu Veiga Simão.
Existe, ainda, a intenção de "devolver" aos proprietários os pombos-correios perdidos que apareçam ali, recorrendo à informação contida nas anilhas
.
Veiga Simão antecipa eventuais críticas: "Não é um pombal com 200 casais que vai controlar toda a população de pombos de Coimbra. Vamos ver se funciona. Se funcionar, pretendemos rodear o centro urbano de pombais". E salvaguarda que a "situação emocional" ligada aos pombos - como o prazer que idosos e crianças sentem em alimentá-los - será tida em conta. "Não queremos cortar essa possibilidade, queremos é que a população de pombos seja distribuída".
Paralelamente, a autarquia adquiriu 500 metros de arame próprio para colocar nos edifícios e evitar que estas aves parem nos beirais.
O Teatro da Cerca de São Bernardo foi o primeiro local a recebê-lo e, segundo Veiga Simão, já deu frutos.
Outros se seguirão. Entre eles, o edifício da Câmara Municipal.

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay