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14 de novembro de 2013

Falcoaria nos jardins do Palácio de Queluz

http://www.parquesdesintra.pt/index.php#.UoUymCfLk4O

A Parques de Sintra disponibiliza, de terça a domingo, às 12h, nos jardins do Palácio de Queluz, exibições de falcoaria, num programa que inclui também a visita guiada às instalações das aves, bem como à nova exposição sobre falcoaria.
Pretende-se, com o projeto, recuperar e dar a conhecer uma arte que teve grande expressão na segunda metade do século XVIII, nomeadamente no Palácio de Queluz, altura em que a Casa Real detinha os falcões de caça mais raros e cobiçados (algumas das aves eram trazidas de lugares longínquos, como os presentes de luxo oferecidos pelos reis da Dinamarca ou pelo Grão-mestre da Ordem de Malta).
Exibições de Falcoaria + Visita guiada às instalações + Visita guiada à exposição
Terça-feira a domingo, 12h00
Suplemento ao bilhete para o Palácio ou Jardins: Adultos 7 euros | Jovem 3,5 euros*
*Este valor consiste num suplemento ao bilhete para os Jardins ou Palácio de Queluz
As exibições de voo poderão ser canceladas sem aviso prévio devido a condições meteorológicas adversas
As aves de rapina que podem ser apreciadas no Palácio de Queluz (falcões, águias, e algumas espécies de rapinas noturnas), foram obtidas através de reprodução em cativeiro, e podem também ser observadas no seu local de repouso, junto à cafetaria do jardim (recentemente reaberta), bem como posar para as fotografias dos visitantes, que as podem pousar no próprio punho para o efeito, sempre com o acompanhamento dos falcoeiros.
Os visitantes poderão assim, com a adquisição de um suplemento ao bilhete para o Palácio ou Jardim, assistir aos voos das aves e, de seguida, serem guiados pelos falcoeiros numa visita de apresentação das instalações da falcoaria, conhecendo as caraterísticas de cada espécie e os pormenores relacionados com as rotinas diárias de manutenção. Por último, os visitantes são também guiados por uma exposição, através da qual é possível descobrir mais detalhes sobre a arte da falcoaria, a sua classificação como Património Cultural Imaterial da Humanidade, as origens, a História e a evolução, bem como aspetos da ecologia, da morfologia das aves, das técnicas de adestramento e das tradições a elas associadas, entre muitas outras informações. Esta exposição, possível também graças ao apoio da Fundação Calouste Gulbenkian ao nível da cedência de mobiliário expositivo, inclui painéis informativos, a exibição de peças relacionadas com a temática, vídeo e um slideshow sobre a falcoaria.
Sobre a falcoaria
A falcoaria, ou cetraria, consiste na arte de adestrar e caçar com aves de presa. O mais antigo testemunho desta prática é um baixo-relevo encontrado nas ruínas de Khorsabad, na antiga Mesopotâmia, datado do ano 1.400 a.C.
Do seu berço asiático inicial, a falcoaria expandiu-se para oriente com as invasões mongólicas e foi introduzida na China, de onde chegam as primeiras notícias escritas sobre a sua prática no século VII antes da era cristã. A sua introdução no Ocidente deu-se em período mais tardio.
 Na Península Ibérica foi introduzida pelos Suevos e Visigodos, muito antes da fundação de Portugal.
A falcoaria gozou sempre de um estatuto de modalidade de caça nobre e, nesse sentido, manteve-se apanágio das casas reais, não como forma de obtenção de alimento mas como entretenimento, tendo evoluído para uma actividade complexa e sofisticada, que lhe conferiu o estatuto de arte.
Em 2010 a UNESCO reconheceu a riqueza do legado histórico e artístico da falcoaria, registando-a na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

As aves de rapina formam um grupo muito biodiverso e estão representadas em Portugal por cerca de 30 espécies diferentes. Têm uma longevidade que pode variar entre os 15 e os 50 anos, consoante a espécie, e um peso que pode oscilar entre 150 gramas do pequeno falcão-peneireiro e os 6 kilos da águia-real. Em regra, os falcões são caçadores que se alimentam de vertebrados de sangue quente, sobretudo outras aves, mas existem algumas rapinas com dietas muito especializadas, incluindo a pesca e hábitos necrófagos. As rapinas são consideradas um bom indicador da qualidade e vitalidade dos ecossistemas, gozando de estatuto de proteção integral.
Apenas um reduzido número de espécies é utilizado na prática da falcoaria, sendo conhecidas como "aves nobres".

Apesar do seu ar poderoso, uma vez adestradas não representam qualquer perigo para o Homem, devendo, no entanto, ser manuseadas com precaução utilizando luvas de cabedal. A utilização de falcões na caça reproduz um ato natural de predação, não causa abates massivos, não compromete o equilíbrio natural das espécies, pelo que a falcoaria é considerada uma forma de caça sustentável e ecológica.
A Falcoaria do Palácio de Queluz

Actualmente os falcões e restantes aves de rapina no Palácio de Queluz encontram-se alojados nas antigas jaulas dos Jardins, perto do Canal de Azulejos e da Escadaria Robillion. Este local, que em tempos albergou algumas espécies exóticas, sofreu agora alterações para receber as aves com todo o conforto.
Esta zona constituiu desde sempre um pólo lúdico bastante importante onde se edificaram vários espaços vocacionados para o ócio e o entretenimento.
 Nas jaulas, construídas em 1822 sob o Terraço do Pavilhão Robillion e ladeando a Cascata das Conchas, ainda sobreviviam em 1833, durante o período sangrento das lutas liberais, duas leoas, dois tigres e alguns macacos, testemunho de um gosto pelo exótico que, em diferentes níveis, sempre existiu em Queluz.
Antes da Partida da Família Real para o Brasil, na totalidade das Reais Quintas de Queluz, situadas nas envolvências do Palácio, existiam búfalos, corsas, gamos, veados, carneiros e cabras de Angola, entre outras espécies animais mais vulgares.  
Nos numerosos lagos dos jardins vivia uma população de 183 cisnes brancos e pretos, para além das pombas, canários, catatuas e águias que a Rainha Carlota Joaquina e as Infantas suas filhas possuíam em gaiolas e viveiros.

Exibições de Falcoaria + Visita guiada às instalações + Visita guiada à exposição
Terça-feira a domingo, 12h00

21 de novembro de 2010

FALCONRY was considered by UNESCO, at the meeting in Nairobi a “LIVING HUMAN HERITAGE “



We congratulate that on last Tuesday, 16-11-2010,
FALCONRY was considered by UNESCO, at the meeting in Nairobi a “LIVING HUMAN HERITAGE “.

This proclamation was not only important for the practice of falconry and confirmation of his sustainability, but also for the development of all activities that make her practice possible (captive breeding, equipment industry, etc.).

We want also to inform you, that this is the correct time to reserve your falcon or hawk, because to guarantee your hunting partner you will have only to advance 30% and after the first of January, the reservation will be only guarantee with 50% of it’s .
We have also decided to offer our customers, during one year after the acquisition, free technical support in all areas of CAPTIVE BREEDING, this support will be done by phone, by email or at our breeding centre.
This way, we hope to supply an even better after sale service.
Congratulamo-nos por na passada terça-feira, 16-11-2010, a FALCOARIA, ter sido considerada pela UNESCO, na reunião em Nairobi, como “Património Vivo da Humanidade”, conforme podem consultar no documento em anexo.
O alcance desta proclamação não é somente importante para a prática da falcoaria e para a confirmação da sua sustentabilidade, mas também para o desenvolvimento de todas as actividades que tornam a sua prática possível (Criação em cativeiro, industria de acessórios, etc.).

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay