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6 de agosto de 2012

Incêndios: Povoamentos de uma só espécie contribuem para alastramento


O arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles aponta como causa dos incêndios em Portugal os povoamentos de uma só espécie, que fazem com que o fogo se propague a grandes extensões.
"Os incêndios surgem por causa de os povoamentos serem mono-específicos, quer dizer, serem de uma só espécie, alastrando assim com facilidade a manchas muito grandes", disse hoje à Lusa Ribeiro Telles, também engenheiro agrónomo.
"Em qualquer caso, não só para os povoamentos florestais, como para os matos, como para qualquer situação", a dificuldade em fazer o cadastro dos terrenos e o abandono dos terrenos, o fim das atividades rurais, ajudam também a que o fogo se propague, indicou.

12 de junho de 2012

OMS: Gases dos motores a gasóleo são cancerígenos



Os gases de combustão dos motores a gasóleo passaram a fazer parte da lista dos elementos considerados cancerígenos para o homem pelo Centro Internacional de Pesquisa do Cancro (CIPC), uma agência da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em 1988, o CIPC, com sede em Lyon (França), colocou as emissões dos motores a gasóleo na lista de gases provavelmente cancerígenos para o homem (grupo 2A), informou esta terça-feira, após uma reunião de trabalho.

Os especialistas reunidos em Lyon consideram que já existem provas suficientes para demonstrar que a exposição aos gases dos motores a gasóleo está relacionada com um risco maior de cancro do pulmão e, consequentemente, incluíram-nos na lista (Grupo 1) de elementos cancerígenos para o homem.

Desde 1971, os investigadores avaliaram mais de 900 agentes, dos quais 400 foram classificados como cancerígenos ou potencialmente cancerígenos para o homem.

11 de junho de 2012

Índice UV - Continente - HOJE


Chuva de Maio não chegou para acabar com a seca

Apesar da chuva de Maio, quase metade do território português continua em situação de seca extrema. As temperaturas acabaram por subir acima do normal em determinados dias do mês passado e até agravaram a situação de seca extrema no Sul do país.

De acordo com o Instituto de Meteorologia (IM), 44% do território português encontra-se em seca extrema e 30% em seca severa.  O IM refere que Maio foi um mês quente com uma temperatura máxima média dois graus acima do normal.

De acordo com a mesma fonte, ocorreu também uma onda de calor entre 9 e 17 de Maio, que teve maior duração nas regiões do interior.
Em relação à precipitação em Portugal Continental, Maio pode ser considerado chuvoso em todo o território do continente, excepto nalgumas regiões do Norte, da Beira Baixa e da região de Lisboa e Setúbal.
in Radio Renascença

24 de fevereiro de 2012

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De acordo com dados actualizados às 14h34, um incêndio está a consumir desde as 12h17 uma área de mato em Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, mobilizando 18 bombeiros e cinco veículos.
Um outro incêndio numa zona de mato no concelho da Guarda, também em destaque na página da ANPC, está a mobilizar desde as 11h08 quatro bombeiros e um veículo.
Ao todo, segundo a ANPC, estão activos em todo o país 24 incêndios de um total de 128 ocorridos desde as 00h00 desta sexta-feira.
A Protecção Civil coloca em destaque no site os incêndios mais significativos, ou seja, com mais de duas horas ou mais de 10 veículos operacionais ou três ou mais meios aéreos pesados.

24 de janeiro de 2012

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ONU começa a avaliar testes à segurança nuclear no Japão

Dez peritos da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) começaram nesta segunda-feira a avaliar os resultados dos testes de resistência às centrais nucleares do Japão, depois da catástrofe de Fukushima.
“Estamos a realizar uma avaliação, que eles [Governo japonês] pediram, às metodologias e abordagens para testar a segurança dos reactores nucleares”, disse aos jornalistas James Lyons, o responsável pela equipa que vai permanecer no Japão até 31 de Janeiro.
A equipa da AIEA, organismo com sede em Viena, vai passar segunda e terça-feira em reuniões com as autoridades em Tóquio e vai viajar na quarta-feira para a central nuclear de Ohi, na província de Fukui, para ver como está a Agência japonesa de Segurança Nuclear e Industrial (NISA) a proceder aos testes de resistência. Na semana passada, a agência terminou uma avaliação dos testes de resistência das centrais do país e concluiu que os reactores têm capacidade para resistir a choques similares a sismos de magnitude 9 na escala de Richter.

Lyons adiantou que os resultados da AIEA serão apresentados a 31 de Janeiro. “Não nos vamos concentrar em dizer se é, ou não, aceitável que alguns dos reactores voltem a funcionar. Isso é uma responsabilidade do Governo japonês e não iremos fazer qualquer determinação nesse sentido”, acrescentou Lyons.
A dor de cabeça da indústria nuclear nipónica começou a 11 de Março de 2011, quando um tsunami, causado por um sismo, atingiu a central de Fukushima, no Nordeste do país, destruindo os sistemas de arrefecimento.
 
Imediatamente a esta catástrofe, 15 reactores foram desligados nas centrais da região Nordeste. Hoje, 49 não estão a funcionar, quer por questões de manutenção regular (obrigatória depois de 13 meses de exploração), ou por causa de abalos sísmicos. A sua entrada em funcionamento tem sido condicionada pela realização obrigatória de testes de resistência, nomeadamente a catástrofes naturais como a de 11 de Março, e pela aprovação das autoridades locais, algumas muito renitentes em voltar a confiar no nuclear.

Hoje, as autoridades nipónicas revelaram ter pedido à AIEA para instalar um departamento permanente na província de Fukushima. “Iremos pedir ao director-geral da AIEA, Yukiya Amano, uma presença constante da agência internacional”, disse ontem o ministro japonês dos Negócios Estrangeiros, Koichiro Gemba, num discurso citado pela agência de notícias Jiji. Lyons reagiu dizendo aos jornalistas que “este é um pedido muito importante” e que “vai necessitar de um exame profundo por parte da AIEA”.

em ecosfera

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay