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25 de abril de 2011

Enóloga portuguesa distinguida como melhor produtora do ano

Enóloga portuguesa distinguida como melhor produtora do ano
A enóloga Filipa Pato, venceu o 'Oscar' do Vinho pela melhor produtora do ano, uma distinção atribuída pela prestigiada publicação gourmet alemã Feinschmecker, tornando-se na primeira e mais nova mulher portuguesa a receber esta distinção.
Produtora de vinhos da região das Beiras, Filipa Pato, com 36 anos e dez anos de experiência na área, foi a melhor das seis enólogas nomeadas para o título, por ser a que "mais impressionou pela excelência e pelo carácter inovador dos seus vinhos", refere uma nota divulgada pela revista alemã.
"Este ano, pela primeira vez, fomos nomeadas seis mulheres e havia uma candidata muito forte que faz um vinho de grande referência em Itália e por isso nunca pensei que fosse ganhar.
É um reconhecimento muito importante para o nosso projecto na Bairrada mas também para Portugal", disse Filipa Pato em entrevista à agência Lusa.
A sua jovialidade não a intimida, bem como o facto de ser mulher, já que as nomeações para os 'Oscar' do Vinho deste ano mostram bem que as mulheres estão a dominar cada vez mais as adegas.
"Isso mostra a abertura do sector do vinho para as mulheres e não é por acaso que este é um dos sectores mais evoluídos de Portugal.
Todo este equilíbrio entre homem e mulher é fundamental para um vinho equilibrado", sustentou.
Filha do enólogo Luís Pato, Filipa cresceu a brincar nas vinhas, nos campos e lagares, cujo cheiro característico ainda hoje recorda com nostalgia.
Esteve na Austrália, mas foi nas castas portuguesas, nomeadamente do Dão e da Bairrada, que dedicou toda a sua atenção, com o objectivo de "trabalhar essas uvas da melhor forma possível para que o vinho fosse cada vez melhor".
Tradição e inovação são duas palavras-chave da sua produção.
"Tentamos sempre fazer a união entre a tradição e modernidade, tentamos manter a boa tradição e ao mesmo tempo inovar, porque o que hoje é inovação, amanhã pode ser tradicional", disse.
Com vinhas alugadas no Dão e Bairrada, Filipa admite ter o sonho de um dia ter as suas próprias vinhas, embora considere que "o mais importante é perceber a vinha e tratá-la bem".Filipa mudou recentemente o nome da sua produção para "FPato", para o caso de os seus filhos, à semelhança do que aconteceu consigo, seguirem as pisadas da mãe.Filipa criou ainda em 2007 o projecto 'Vinhos Doidos', em parceria com o marido, William Wouters, que comercializa dois vinhos, o 'Bossa' e o 'Nossa', uma inspiração do Brasil.'Bossa' é um vinho de exportação para festas e convívios e o 'Nossa' pertence a uma só vinha da Bairrada, "muito bom para vinhos brancos" e que, segundo Filipa, traduz-se na concretização de um sonho, já que é um vinho "mais estruturado, mais complexo, com melhor capacidade de envelhecimento e que vai bem com vários tipos de comida".

9 de fevereiro de 2011

Barqueiros do Douro


Cancioneiro de Barqueiros Maria Adelaide da Silva Paiva


.... parte importante de toda a região vinhateira do Alto Douro inscrita na lista de Património Mundial da UNESCO sob a designação genérica de "Alto Douro Vinhateiro".
Esta região encontra-se geograficamente demarcada ao longo do troço médio do vale do Douro e parte dos seus afluentes, definida entre Barqueiros e Freixo de Espada à Cinta, subdividindo-se, grosso modo, nas três sub-regiões do Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, com toda a diversidade que lhe é característica em termos de Fauna e de Flora, essencialmente decorrente das variadas características geológicas e influências climatéricas típicas desta região do país, que sobressairá, no entanto, pela sua "mediterraneidade".
Foi, contudo, a especificidade dos seus solos que acabou por conferir a toda esta região uma paisagem de contornos absolutamente únicos no panorama nacional e internacional, elevando-a ao lugar de mais antiga região vitícola do Mundo.

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay