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12 de agosto de 2010

Peixes mortos na albufeira de Alqueva




Centenas de peixes, sobretudo das espécies sável e savelha, têm aparecido mortos na zona do paredão da albufeira de Alqueva, no concelho de Moura (Beja), uma mortandade que as autoridades relacionam com as altas temperaturas dos últimos dias.
«Os peixes mortos foram detectados quarta feira junto ao paredão da Barragem de Alqueva e, em menores quantidades, ao longo das margens da albufeira», disse hoje à Agência Lusa o oficial de relações públicas do Comando Territorial de Beja da GNR, major José Candeias.
De acordo com o oficial, estiveram no local elementos do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR e o caso foi comunicado à Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Alentejo.

21 de abril de 2010

Nova descarga poluente na Ribeira dos Milagres

















A Comissão Ambiente e Defesa da Ribeira dos Milagres alertou hoje, quarta-feira, para uma nova descarga poluente, durante a madrugada, na Ribeira dos Milagres, concelho de Leiria.

O porta-voz da comissão, Rui Crespo, disse à Agência Lusa que hoje de manhã a ribeira apresentava «espuma abundante» e «cheiro característico das suiniculturas», adiantando que se tratou de uma descarga «intensa».
Rui Crespo, que denunciou à GNR a situação, afirmou que esta descarga assume semelhanças com anteriores, dado ocorrer «à noite ou durante a madrugada» e sempre que «as condições meteorológicas apontam chuva», como foi o caso de terça feira.
O responsável adiantou que as descargas para este curso de água continuam a ser frequentes, «mas são mais violentas quando as condições climatéricas indicam pluviosidade e, sobretudo, ao fim de semana».
«Agora, com as novas restrições, os suinicultores não têm outra forma se não lançar para a ribeira, porque os terrenos estão saturados», referiu Rui Crespo, acrescentando que a estação de tratamento de águas residuais (ETAR) Norte, no concelho de Leiria, «trata no máximo 280 metros cúbicos de efluentes por dia», quando a produção na região é superior.

Fonte da GNR confirmou a recepção da denúncia, assegurando que os militares «vão averiguar».
Já o presidente da Recilis, David Neves, disse lamentar a descarga, mas escusou-se a fazer outros comentários.
Diário Digital / Lusa

20 de dezembro de 2009

Água: Mais de 80% das bacias com armazenamento abaixo da média


















Mais de 80% das bacias hidrográficas portuguesas registam uma quantidade de água armazenada inferior à média para esta altura do ano, sendo que pelo menos três registam diferenças superiores a 20 pontos percentuais.
De acordo com dados do Instituto da Água (Inag), no último dia do mês de Novembro, apenas duas bacias (Ave e Cávado) registavam valores superiores às médias de armazenamento de Novembro (90/91 a 08/09), enquanto as restantes apresentavam valores inferiores.
A bacia hidrográfica do Sado regista 20,9% de volume armazenado, quando a média nesta altura ronda os 47,2% (menos 26,3 pontos percentuais), enquanto a bacia do Arade apresenta 14,1% contra os habituais 37,2 (menos 23,1).

15 de dezembro de 2009

Seca meteorológica desagrava-se em Novembro




















As quantidades de precipitação ocorridas em Novembro levaram ao fim da situação de seca meteorológica na região Norte e litoral centro, de acordo com o Observatório de Secas do Instituto de Meteorologia.
Nas restantes regiões mantém-se a situação de seca, com agravamento no Algarve e em alguns locais no Alentejo, numa expressão de 60% do território continental em situação de seca meteorológica, ainda que com grau de severidade pouco elevado.

Em termos nacionais (continente), os valores de precipitação situaram-se próximos dos valores normais (1971-2000), no entanto, em termos regionais e focando em especial a região Norte e Litoral Centro, os valores de precipitação registados foram particularmente elevados.
Realce para o valor diário de 85 mm (entre as 09:00 UTC de dia 15 e as 09:00 UTC de dia 16) registado na estação de Porto/Pedras Rubras, valor este que corresponde ao maior valor observado nesta estação desde 1967 (o anterior valor era de 68,7 mm, em 14.11.1085).
No que diz respeito às temperaturas, Novembro apresentou valores de temperatura mínima e média do ar acima dos valores normais (1971-2000) com anomalias de + 1,6ºC e + 0,9ºC, respectivamente, sendo que o valor mensal da temperatura mínima constitui o 10º valor mais elevado desde o ínicio dos registos, em 1931. A temperatura máxima situou-se muito próxima do valor normal, com um desvio de + 0,1ºC.
No Arquipélago da Madeira, os valores de temperatura do ar, mínima, média e máxima, foram superiores aos respectivos valores normais. Quanto aos valores de precipitação, os mesmos situaram-se abaixo do valor normal.
No Arquipélago dos Açores, os valores médios da temperatura do ar mínima, média e máxima foram inferiores aos respectivos valores normais, o mesmo sucedendo com os valores de precipitação, excepção feita às Flores (Grupo Ocidental) que registou valores de precipitaçáo superiores ao valor normal.
IP

30 de novembro de 2009

Em estudo sistema para evitar morte de cegonhas por choque



Investigadores da Universidade de Coimbra estão a experimentar, no Baixo Mondego, um sistema para desencorajar as cegonhas da nidificação em infra-estruturas eléctricas de média tensão que causam frequentemente a sua morte.

O sistema baseia-se numa tecnologia de origem norte-americana «adaptada para o efeito» pela equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), disse hoje à agência Lusa o catedrático Vítor Madeira.
«O equipamento foi adaptado pelo Instituto de Sistemas e Robótica e passou a ter controle remoto», acrescentou o docente.
Diário Digital / Lusa

25 de outubro de 2009

Leiria: Descarga poluente na Ribeira dos Milagres





















A Comissão de Ambiente e Defesa da Ribeira dos Milagres alertou hoje para a ocorrência de uma nova descarga poluente, durante a última madrugada, na Ribeira dos Milagres, no concelho de Leiria.

Rui Crespo, porta-voz da comissão, disse à Agência Lusa que cerca das 04:30 passou pela ponte sobre a Ribeira e verificou que tinha havido, ou estava ainda a haver, uma grande descarga, pois a quantidade de espuma branca era tanta que nem a água se via.

«O cheiro, curiosamente, não era muito, mas a descarga, pela quantidade de espuma, foi grande», disse Rui Crespo, acrescentando que nos últimos dias vinha alertando elementos da Associação de Suinicultores de Leiria para «alterações na água da Ribeira, que apontavam para a ocorrência de pequenas descargas».

Diário Digital / Lusa

19 de outubro de 2009

Seixal: Ministério nega indícios de contaminação em águas

















O Ministério do Ambiente rejeitou hoje a existência de «quaisquer indícios de contaminação dos lençóis freáticos» em Vale de Milhaços (Seixal), contrariando a versão da associação ambientalista Quercus.

Em causa está uma lagoa com óleos, lixo e electrodomésticos, situada perto da antiga fábrica da pólvora, no Seixal, e de zonas de habitação.
Para a associação ambientalista Quercus, são «milhares de toneladas de resíduos perigosos, em terreno arenoso, que podem estar a contaminar as águas subterrâneas da zona».
Rui Berkemeier, especialista da Quercus em resíduos, explicou à Lusa que «são resíduos industriais perigosos. São contaminantes cancerígenos, altamente tóxicos.
Retirar daqui estes resíduos, tratá-los e descontaminar o solo é uma questão de saúde pública».
Por seu turno, o Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional (MAOTDR) afirmou, em resposta à Lusa, estar «ciente da situação de deposição ilegal de resíduos», mas «não existem» quaisquer «indícios de contaminação dos lençóis freáticos na região potencialmente afectada».
«De acordo com dados do Instituto Regulador de Águas e Resíduos, a água consumida na região não apresenta qualquer alteração dos parâmetros eventualmente afectados pela referida situação», sustentou.

O MAOTDR afirmou ainda que «têm vindo a ser tomadas medidas concretas tendentes à descontaminação de passivos históricos no país», dando como «exemplos emblemáticos» a Quimiparque (Barreiro) e a antiga Siderurgia(Seixal).
«Para fazer face a problemas como o da lagoa de Vale de Milhaços, o Governo criou o Fundo de Intervenção Ambiental (FIA), recentemente regulamentado, e que será o instrumento público por excelência para a prevenção e reparação dos danos resultantes de actividades lesivas para o ambiente, nomeadamente nos casos em que os responsáveis não os possam ressarcir em tempo útil», explicou a mesma fonte.
«O FIA, cuja gestão será assegurada pela Secretaria-Geral do MAOTDR, ocupar-se-á primordialmente de danos ambientais que exijam uma intervenção rápida ou para cuja prevenção ou reparação não se encontrem vocacionados outros instrumentos públicos, reforçando com meios de financiamento próprios a actuação de diversas entidades organicamente integradas no MAOTDR, que ao FIA poderão agora recorrer nestes casos», refere ainda a tutela.

Diário Digital / Lusa

19 de agosto de 2009

Ozono: Níveis regularizados na serra de Alvão


Os níveis de concentração de ozono no ar na serra de Alvão, Vila Real, foram regularizados terça-feira ao final da tarde, segundo informação divulgada hoje pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
A estação de monitorização de Lamas D´Olo, na serra do Alvão, concelho de Vila Real, registou entre as 16:00 e as 17:00 de terça-feira uma concentração de ozono de 212 microgramas por metros cúbico e entre as 17:00 e as 18:00 de 204 microgramas.
A situação ficou regularizada entre as 18:00 e as 19:00 de terça-feira quando foram medidos na estação 176 microgramas de ozono por metro cúbico.
De acordo com a lei, quando a concentração de ozono ultrapassa os 180 microgramas por metro cúbico, as autoridades têm de efectuar um anúncio público das zonas afectadas.
Os valores de alerta à população definidos na lei são iguais ou superiores a uma concentração de 240 microgramas por metro cúbico.
O ozono é um gás tóxico quando os valores de concentração são elevados, com repercussões na saúde humana e sintomas que passam pela tosse, dor de cabeça, náuseas, dores peitorais e falta de ar .
Acima dos 180 microgramas por metro cúbico, as pessoas mais sensíveis, como crianças, idosos, asmáticos e doentes respiratórios, devem evitar inalar uma grande quantidade de ar, especialmente durante o período da tarde, mais quente.
Diário Digital / Lusa

12 de agosto de 2009

Arctic's 'canary in a coal mine'






Paul Watson Arctic Bureau
"ABOARD THE CCGS LOUIS S. ST-LAURENT–Without a microscope, most plankton are easy to miss. And when the tiny marine creatures do come into focus, they aren't much to look at.
Until you peer closer, and listen to what they have to say.
Way down near the bottom of the oceans' food chain, animals known as zooplankton drift on the currents, feeding on each other, eating still lower life forms such as bacteria and viruses, or in most cases, grazing on microscopic plant life, called phytoplankton.
As tiny, and as hard to love, as plankton are, scientists studying them say that if global warming makes things go bad for these organisms, the pain will run all the way up the food chain to humans.
"So in one way, the plankton are a type of canary in a coal mine," says John Nelson, a Department of Fisheries and Oceans scientist examining plankton at the Institute of Ocean Sciences in Sidney, B.C. "They will be affected by, and respond to, environmental change and we can detect this by studying them."
At first glance, zooplankton seem more likely to model for horror movie special effects than a "Save the World" poster.
The Arrow worm, known as the tiger of the zooplankton, is shaped like a torpedo. Its minuscule head has a halo of spines that the creature uses to swallow its prey whole.
Copepods, usually less than 8 millimetres long, are parasites with long antenna and a pair of leg-like limbs that the animal uses to push its hard-shelled body through the water in quick, jerking bursts of speed. Fish larvae love to eat them.
Other species of zooplankton look like microscopic shrimps, or jellyfish with sticky tentacles to trap food and cram it into their mouths. Some glow green – bright green – when bothered.
Kelly Young, 28, is a seagoing technician collecting millions of plankton in sample jars for study later in Nelson's lab, as CCGS Louis S. St-Laurent, pride of Canada's icebreaker fleet, steams through the Northwest Passage.
She has a soft spot for plankton.
"They're actually very pretty to look at," she said, after filling more jars with mushy sludges of sea life that looked like frozen margaritas.
Young is on a team of six Canadian scientists and students aboard the ship they affectionately call The Louis, which set sail for the Arctic's Northwest Passage from St. John's, Nfld., on July 20.
Twice each day, in the morning and evening, The Louis's crew slows the 5,300-tonne ship to a stop in the ocean so the scientists can go to work on the rolling deck. Young runs a piece of equipment called bongo nets because they look like two pairs of drums lashed together.
Little propellers mounted at the top measure the flow of water through long, fine-meshed conical nets. They dance in the frigid wind like Japanese kites when the equipment is winched over the side of the ship to be lowered 100 metres into the ocean.
The nets are quickly hauled back in, at 1 metre per second, so that fish and most other sea animals bigger than plankton escape. Young then washes her catch into small buckets, called cod ends, on each end of the four nets.
She bottles some of the concentrated samples in ethanol to preserve the plankton for DNA analysis. Others end up in formalin, a kind of embalming fluid, so different species of zooplankton can be catalogued, and the number in each group counted.
She kept one of her captives alive long enough to explain the attraction of animals few people ever see, let alone care about.
The pteropod, or "winged snail," was shaped like a manatee, but was as small and delicate as a fly fishing lure, an opaque organism with an orange tail, beating its appendages like wings against the swirling currents in a gently tilted sample jar.
So far, scientists haven't seen any plankton species go extinct, Nelson said from Barrow, Alaska, after a separate, two-week research voyage. But they are closely watching Pacific Ocean plankton found in the Arctic to see if they begin reproducing as sea temperatures rise.
"If a Pacific species was established in the Arctic, this would really be news," he says. "But we have not detected this yet. What could happen in this scenario is that, if the invader out-competes the native species, this could lead to fundamental changes in ecosystem function."
For instance, a smaller, invading species of plankton might replace a larger one, denying fish that used to eat the bigger plankton a key source of food, Nelson says.
Another instrument scientists use aboard the icebreaker is known as a rosette, from the circle of 24 tubes that capture water samples. They are analyzed for their salt content, various chemicals and nutrients, including oxygen content, all to assess the effects of global warming on the northern oceans.
The Arctic is one of the most unforgiving places to learn about Earth and the state of her health. It is also a very expensive place for scientists to work, so it has long been neglected by field researchers.
As concern builds over rising temperatures, the once ice-bound Northwest Passage is opening up to scientists eager to get a better look at what is happening to a region thought to be most vulnerable to early damage from climate change. ....."

28 de julho de 2009

São Martinho do Porto: descarga de efluentes mata peixes


A paragem de uma bomba na estação elevatória de São Martinho do Porto, Alcobaça, causou hoje a morte de dezenas de peixes entre os quais vários exemplares de meixão, uma espécie protegida.
«Houve um problema na bomba da central de bombagem que dá acesso à estação elevatória», confirmou à agência Lusa .
José Vinagre, vereador da Protecção Civil na Câmara de Alcobaça.
O decréscimo do caudal provocou a paragem da bomba que segundo José Vinagre «fez com que os efluentes descarregassem directamente para o rio durante cerca de duas horas».

22 de julho de 2009

Pego Fundo: Contaminação combatida com furo água alternativo



A contaminação com cianobactérias das águas da praia fluvial de Pego Fundo, em Alcoutim, está a ser combatida com recurso a um furo de água para abastecer a estância balnear de modo a permitir o regresso dos banhistas.

Segundo a veterinária municipal, Dalila Barros, a praia começou a ser abastecida por um furo subterrâneo para evitar a contaminação por este tipo de bactérias, semelhantes a algas microscópicas, que obrigou à proibição dos banhos desde terça-feira.
Quando essas bactérias morrem "há libertação de toxinas" que podem causar problemas de saúde, reconheceu a médica, salientando que a água da praia é reforçada pela barragem de Alcoutim, uma albufeira que tem apresentado alguns problemas ambientais porque o leito do rio está estagnado.
"A praia é alimentada por uma barragem" mas "começámos a achar que havia criação de espuma na água" e as análises indicaram uma colónia de cianobactérias que pode "ter implicações na saúde pública".
"Hoje foram feitas recolhas de água que serão enviadas para o Instituto Ricardo Jorge" e "no final da semana deveremos ter os resultados", explicou a médica.
No entanto, esta situação está a prejudicar o concessionário da estância fluvial, que costumava receber perto de duas centenas de banhistas nesta época alta.
"Este ano não vou conseguir pagar as despesas dos quatro meses de concessão", afirmou Fernando Faustino, que lamenta a falta de alternativas no abastecimento de água.
"Como a água começou a ficar escassa", os serviços camarários fizeram a ligação à barragem numa "tentativa de bombear água mas a bomba foi colocada muito funda e não tinha qualidade", explicou.
Agora, "não tenho esperança nenhuma que as coisas melhorem" e o "Verão está acabado" com esta interdição de banhos, confessou o empresário.
Por seu turno, o nadador-salvador Igor Sousa lamenta esta situação que prejudica as "muitas pessoas que chegam de longe e que ao verem que a praia está interdita a banhos" cria-se uma situação um "bocado constrangedora".
"Não temos culpa desta situação" até porque "são questões naturais" mas "é sempre complicado", afirmou o jovem, que elogia as qualidades da praia fluvial, a poucos quilómetros da costa algarvia.
"É menos confusão" e é uma "praia muito calma que garante muito a segurança para as crianças estarem com os pais", resumiu.
Diário Digital / Lusa

14 de julho de 2009

Açores: 11 lagoas terão plano ordenamento bacias hidrográficas

Açores: 11 lagoas terão plano ordenamento bacias hidrográficas


O Governo Regional dos Açores anunciou hoje a elaboração dos planos de ordenamento das bacias hidrográficas de 11 lagoas, das quais sete nas Flores e quatro em S. Miguel, tendo em vista melhorar a gestão dos recursos hídricos.
A decisão abrange as lagoas do Fogo, Congro, S. Brás e Serra Devassa, em S. Miguel, e Branca, Negra, Funda, Comprida, Rasa, da Lomba e dos Patos, na ilha das Flores.
A elaboração destes planos de ordenamento visa, segundo uma nota do executivo regional, permitir a «adopção de um sistema integrado de gestão territorial e de recursos hídricos». Digital / Lusa

9 de julho de 2009

Autoridade Hidrográfica vai avaliar derrame de nafta


Elementos da Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARH Norte) vão deslocar-se hoje à tarde ao Marco de Canaveses para avaliar as consequências do derrame de nafta num afluente do rio Tâmega.
Apesar das cautelas manifestadas pelas autoridades ambientais, o vereador do sector do Ambiente na Câmara do Marco de Canaveses José Mota disse à Lusa que «o abastecimento de água à cidade não foi afectado», não só porque o material poluente não terá chegado ao rio Tâmega como a captação de água para consumo humano é feita em profundidade.
O vereador acrescentou que foram colocadas quatro mangas de contenção no rio Odres e que está a ser retirado do ribeiro todo o produto contaminante, operações de limpeza que foram retomadas ao início da manhã e que vão prolongar-se até ao fim do dia.
«Apesar de o risco ser mínimo para o abastecimento público, a empresa concessionária Águas do Marco está a acompanhar o processo e ao nível laboratorial estão a ser realizadas análises da água na captação desde que foi conhecido o alerta do derrame», adiantou o vereador.
A autoridade ambiental do Norte vem ao Marco de Canaveses avaliar também as consequências do derrame para a população da área da Cegonheira, na freguesia de Constance, onde se localiza a tinturaria responsável pelo acidente ambiental.
Segundo o vereador José Mota, a empresa alega que o acidente foi causado por uma rotura numa conduta de nafta, um combustível utilizado para o aquecimento das caldeiras da unidade industrial.
Este responsável acrescentou que vão ser apuradas responsabilidades, tendo o SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente) da GNR levantado o respectivo auto de notícia e iniciado o competente inquérito.
«É um crime ambiental e têm de ser apuradas responsabilidades. As autoridades já identificaram o local de descarga e o proprietário da fábrica, que tem sido colaborante», adiantou.
José Mota aconselha também a população da área que tem poços ou captações de água ou utiliza a água na agricultura ou na alimentação animal a tomar precauções e a proceder a recolha da água utilizada para serem feitas análises.
Diário Digital / Lusa

30 de abril de 2009

Águas do Douro chegam poluídas a Portugal



Especialistas nacionais e espanhóis discutem principais problemas da bacia hidrográfica do Douro.
A bacia hidrográfica do Douro é a maior da Península Ibérica. Durante muitos anos, Portugal e Espanha viveram de costas voltadas no que respeita à gestão do rio, com claro prejuízo para o nosso país.
Esta terça-feira, começou a ser preparado um plano conjunto de gestão da região hidrográfica, que vai traduzir-se numa programação de actividades para colmatar os problemas em ambos os lados da fronteira. Ficará concluído no final do próximo ano.
As preocupações da recentemente criada Administração da Região Hidrográfica do Norte de Portugal (ARH) recaem nos "caudais e sua qualidade, bem como nas infra-estruturas que estão planeadas no âmbito do Plano Nacional de Barragens", notou o presidente da Administração, António Brito. Refere-se às novas barragens de Foz-Tua, Fridão, Padroselos, Gouvães, Daivões e Alto Tâmega, para além do Baixo Sabor.
O responsável entende que os novos aproveitamentos hidro-eléctricos na bacia do Douro "trazem um conjunto de problemas", nomeadamente em termos de eutrofização dos rios. A qualidade da água é, de resto, o problema eleito por Adriano Bordalo e Sá, investigador do Instituto de Biociências Médicas Abel Salazar da Universidade do Porto, por dever merecer a maior atenção. "Ao contrário do que se possa pensar, nem todos os problemas vêm de Espanha, alguns deles são geridos por nós", destaca.
O docente lembra que "temos 53% da Península Ibérica a drenar para o território português", relevando a atenção que deve ser dada ao Douro, "o rio que mais água transporta para o mar em toda a Península". Explica que quando o Douro entra em Portugal apresenta-se muito poluído de nitratos e fosfatos provenientes da actividade agrícola, nomeadamente em 500 mil hectares de regadio em Espanha.
O responsável pela Confederación Hidrográfica del Duero, António Gato, admite que a agricultura é a grande responsável pela poluição do rio, tendo-se já declarado como "zona sensível" todas as barragens do troço internacional do Douro. Tal vai supor a instalação, nas povoações que vazam os esgotos para o rio, dos "mais avançados sistemas de tratamento de águas residuais", sendo que este é reconhecido como o principal problema de eutrofização das albufeiras.
Uma vez em Portugal, a qualidade da água do Douro melhora até Crestuma, mas depois volta a piorar. "O grande problema continua a ser o dos esgotos urbanos", frisa Bordalo e Sá. Por seu lado, o investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Rui Cortes debruça-se sobre a erosão das margens, salientando como factores preocupantes "a utilização de embarcações de maior calado para subir e descer o rio, e as maiores velocidades praticadas".
Bordalo e Sá não esquece que no Douro vinhateiro também há o problema da instalação das vinhas ao alto, ao invés dos socalcos, o que facilita a "erosão" das margens.

27 de janeiro de 2009

Aviões: falcões são a «melhor tecnologia»


Os aeroportos portugueses têm vários sistemas para afugentar as aves da rota dos aviões, mas a «melhor tecnologia» continua a ser o falcão, disse à Lusa fonte da ANA-Aeroportos de Portugal.
Em Portugal, este perigo faz parte das preocupações «permanentes e constantes» da ANA, que neste momento está a conceber uma «tecnologia inovadora», revelou à Lusa Rui Oliveira, responsável pelo gabinete de comunicação daquela empresa.
No gabinete de segurança do aeroporto, os investigadores estão a desenvolver uma técnica para afugentar os pássaros que recorre a um feixe laser de cor verde que «a breve prazo deverá estar disponível», adiantou.
Até lá, os aeroportos portugueses contam com outros sistemas: canhões de gás, uma espécie de tubos que enviam uma explosão sonora, e sistemas de ultrasons só audíveis pelos pássaros. Mas, segundo Rui Oliveira, os falcões continuam a ser «a melhor tecnologia que existe».
Nos aeroportos de Lisboa e de Faro, existem tratadores e operadores que lidam diariamente com esta ave de rapina, que assim que é solta «desaparece tudo o que é pássaro».
«As fases de voo de aterragem e descolagem são aquelas em que as aeronaves atingem as altitudes em que estatisticamente está provado que são as fases mais críticas para a ocorrência deste tipo de eventos», explica o gabinete de imprensa da ANA, acrescentando que «a colisão de aves com aeronaves verifica-se ao longo dos anos e em todos os aeroportos, algumas sem consequências de registo».
Trata-se de uma situação «a que nenhum aeroporto do mundo é imune», refere ainda a ANA.

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay