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21 de março de 2008

TOADA COIMBRÃ


SONETO D’AMIGO
Só me restas tu, meu amigo,

Neste cruzar da madrugada,

P’ra viver da vida o castigo

De sonhar com tudo e não ter nada.

Só me restas tu, meu amigo,

Na teia da amargura e do segredo,

Quando a noite veste o meu destino

Eu sinto-me ninguém e tenho medo.

De ti fica sempre uma canção,

Um verso que o coração soltou

E nunca é tarde;

Ensina-me a ser essa ilusão,

Gaivota já morta que chegou

E nunca parte.


Letra/Música: António Vicente / Rui Pedro Lucas

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay