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29 de abril de 2008

African Grey Parrot


The African grey parrot has got to be one of the most charming parrots. The African grey parrot has a wonderful character, a combination of intelligence and charm. African grey parrots have been kept as pets for over 4000 years. The Egyptians are thought to be the first to keep the African grey parrot as pets, as depicted in their hieroglyphics. The Greeks also highly valued the African grey parrot as pets, as did the Romans who kept these intelligent birds in highly ornate cages. The tradition of keeping the African grey parrot continued with King Henry VIII keeping one as a pet. Today, the African grey parrot is still kept as a prized pet.

6 de dezembro de 2007

Stop the war against wild Parrots in New Jersey!


Update on Endangered Wild Quaker Parrots of Yacolt, Washington


A quick update from Yacolt, Washington. My correspondent tells me that the situation there remains tense. Yacolt City officials refuse to allow artificial nest platforms for the homeless parrots to be constructed: they want the parrots removed, and will kill any remaining there past a date certain.

"There are a lot of raw emotions in Yacolt tonight. My correspondent writes: "I was very heart broken listening to the people. They love those parrots so much and they are so angry that the city didn't informed them on what their plans were. I had an old lady cry in my arms. She doesn't want these birds to leave or die. They are all she has in life right now."

3 de dezembro de 2007

Salammbô


..."A mais nobre aparição de um papagaio na literatura ocorre na obra-prima “Um Coração Simples”, de Gustavo Flaubert, conto escrito em 1876 que gira em torno da vida sem eventos da dedicada empregada doméstica Felicité. Sem eventos? Para quem um dia é sempre igual ao outro, não tem amores nem conhece outras terras senão a pequena Pont l’Évêque, grande evento foi quando uma família vizinha mudou-se e deixou-lhe de presente o papagaio que tinha em casa. O papagaio passa a absorver-lhe a afeição. Um dia morre, e ela manda empalhá-lo. O papagaioreina agora imóvel em seu quarto, “esplêndido sobre um galho de árvore parafusado a um pedestal de acaju”. Na igreja, ao contemplar a pomba que simboliza o Espírito Santo, Felicité começa a achá-la parecida com o papagaio. Mais um pouco, e chega à conclusão de que o papagaio simboliza melhor o Espírito Santo do que a pomba, pois é dotado do dom da fala. No recôndido do quarto, Felicite adquire o costume de, ao se pôr a rezar, voltar os olhos para o papagaio. Enfim, em seu leito de morte, ao exalar o último suspiro, ela “acredita ver, no céu que se entreabre, um papagaio gigantesco, planando sobre sua cabeça”. Não há intenção de comicidade, no autor, e sim de flagrar a simplicidade de alma em estado puro. E para isso escolhe um papagaio! O bicho aqui desempenha papel oposto ao do malandro falastrão, com inclinações fesceninas. Enquanto se ocupou do conto, Flaubert manteve sobre a escrivaninha um papagaio empalhado, que tomou emprestado do Museu de História Natural de Rouen. A intenção era deixar-se tomar pelo espírito da ave, segundo escreveu a uma amiga. Seria brasileiro o papagaio de Flaubert? O do conto viera “da América”. “Seu corpo era verde, a ponta das asas rosa, a fronte azul, e a garganta dourada”. Flaubert era um sacerdote da precisão, mas, com todo o respeito pelo mestre, a “garganta dourada” seria mais propriamente amarela, pois cor dourada falta, no repertório dos papagaios. Da mesma forma, a ponta rosa da asa seria mais exatamente vermelha. E pronto: com toda a probabilidade, estamos diante de um Amazona aestiva. Um dos nossos. Verde, amarelo e azul, como a bandeira nacional. Quanto ao papagaio que Flaubert tinha sobre a mesa, foi objeto de cerrada investigação por parte do romancista e ensaísta inglês Julian Barnes, autor de um livro de 1984 chamado, justamente, O Papagaio de Flaubert. Barnes (ou o personagem que ele inventa para o livro, mas que faz uma investigação real) visita o Hôtel-Dieu (equivalente a uma Santa Casa no mundo luso-brasileiro) de Rouen, onde Flaubert nasceu, filho do cirurgião residente, e lá, num museu com reminiscências do escritor, depara com um papagaio empalhado descrito como o que Flaubert manteve consigo enquanto escrevia “Um Coração Simples”. Depois vai ao museu instalado no que resta da casa onde o escritor morou, em Croisset, nos arredores de Rouen, e lá depara… com outro papagaio, igualmente descrito como o de Flaubert. Qual seria o verdadeiro? Barnes chega à conclusão de que nem o Museu de História Natural, que emprestou o bicho ao escritor, sabe qual o verdadeiro — e que, ao ser solicitado, destacou um exemplar qualquer de sua coleção para presentear tanto o museu do Hôtel-Dieu quanto o de Croisset. O do Hôtel-Dieu é possível visitar pela internet. Na página do Museu Flaubert de História da Medicina (Musée Flaubert d’Histoire de la Médecine), opção “algumas peças da coleção” (quelques pièces de collection), surge-nos um bichinho de plumagem verde, entremeada de amarelo no peito e ao redor do bico e dos olhos, cocoruto azul, um pouco de amarelo também no alto das asas. Ele se exibe trepado num poleiro que mais parece um telefone antigo. A legenda especifica que se trata de um Amazona. As cores são de um Amazona aestiva. Mais uma vitória. Também o papagaio tido como de Flaubert no Hôtel-Dieu de Rouen é nosso.

13 de abril de 2007

Ilustração Portuguesa







3º Ano - Nº 82, 32 páginas - 1 Escudo.Emil Jannings e Marlene Dietrich no filme "Anjo Azul" 1930.Mady Christians teve que se livrar dum papagaio que repetia as frases dos realizadores; a UFA inaugurou em Berlim sessões matutinas dominicais dedicadas exclusivamente aos documentários; e em Paris realizou-se um festival em honra de Ladislas Starevitch, "o prodigioso animador dos bonecos articulados."

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay