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22 de dezembro de 2008

«Praga» de gaivotas preocupa autarcas no Grande Porto


A área metropolitana do Porto vai adoptar medidas para fazer diminuir a população de gaivotas. É um problema que está a afectar várias cidades do país e os autarcas falam já de uma verdadeira «praga» que causa incómodos ao nível do ruído e que danifica telhados e carros.

Os autarcas do grande Porto já falam numa «praga» de gaivotas e decidiram pedir um estudo à Universidade do Porto com o objectivo de encontrar medidas de modo a controlar este fenómeno.
Rui Rio, presidente da Junta Metropolitana, explica que existem demasiadas gaivotas por um motivo que desconhece.
«Há hoje um exagerado número de gaivotas e mesmo pombas, mas fundamentalmente gaivotas, alterações que não sei explicar levaram a esta situação», adianta.
Rui Rio acrescenta que este cenário está a trazer muitos incómodos aos cidadãos e que por isso é preciso tomar medidas para minimizar o problema.
«Há preocupações da população e dos presidentes de Câmara em combater esta situação. Toda a gente percebe os danos que ela tem causado nas próprias habitações, nos telhados das casas, nos automóveis ou ao nível do ruído. Ninguém está confortável com esta situação e toda a cidade sofre com esta praga», salienta.
Rui Rio espera agora que no máximo, dentro de dois anos, o número de gaivotas tenha caído para o que verificava há cerca de uma década.
«Acreditamos que daqui por um ano, ano e meio, dois anos, possamos olhar para o Porto, Matosinhos, para Vila do Conde ou Vila Nova de Gaia e ter um número de gaivotas que tínhamos há 10 ou 12 anos em que praticamente nem davamos por elas», salienta o presidente da Junta Metropolitana.
O problema é visível em praticamente toda a cidade do Porto, mas no mercado do Bolhão se há quem concorde com esta iniciativa dos autarcas para diminuir o número de gaivotas, há também quem não deixe de as alimentar.
O mesmo acontece no centro do Porto.
Na Lapa, há uma peixaria cujos proprietários há mais de 20 anos que as alimentam, sendo que uma das gaivotas, a Beatriz, tornou-se mesmo um animal de estimação.

27 de novembro de 2008

Bruxelas alerta para água potável imprópria para consumo



A Comissão Europeia voltou a alertar de que há zonas em Portugal em que a água da rede pública não é segura para consumo humano. Bruxelas dá um prazo de dois meses a Lisboa para apresentar uma justificação pelo incumprimento das regras, sob pena da aplicação de multas.


Quase oito anos depois da entrada em vigor das normas da União Europeia, Bruxelas diz que a água potável em Portugal continua a não ser segura para consumo humano em muitos locais, apesar de não adiantar quais.
Há três anos, o Tribunal de Justiça comunitário avisava Portugal, pela primeira vez, de que a água potável infringia as regras por não cumprir sete dos requisitos impostos pela directiva da água.
Entre as falhas apontadas por Bruxelas está a existência de bactérias, bem como níveis irregulares de alumínio e ferro.
O comissário responsável pelo Ambiente considera inaceitável que, passado tanto tempo, Portugal não garanta ainda a segurança da água potável em todo o país, alertando para a ameaça da saúde humana caso o problema subsista.
Deste modo, Portugal tem dois meses para apresentar uma justificação à CE; caso contrário, Bruxelas pode pedir ao Tribunal de Justiça a aplicação de multas por cada dia em que o incumprimento persista.
Ouvido pela TSF, Francisco Ferreira, da Quercus, admitiu que o problema da água potável imprópria para consumo deverá residir no Interior Centro e Norte, afectando cerca de 200 mil pessoas.
Por seu lado, o Ministério do Ambiente remeteu qualquer esclarecimento para um comunicado que deverá ser emitido ainda hoje.

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay