
Pedro
Envio-te um textozito.
Se concordares, publica:
"Depois da tempestade de há uns dias atrás, veio a bonança.
Dia 25 de Janeiro de 2007, quinta-feira, foi um dia memorável na história e na evolução dos Canários Carmelitas.
Pois bem, a natureza proporcionou que eu assistisse ao nascimento de um Agaporni. A alegria e o espanto foram tais que nem me apercebi que já existia um irmão mais velho numa escala de minutos. A nossa inexperiência na criação destes "inseparáveis" quase nos levou ao eterno pessimismo de que a natureza não se manifestaria no interior de um viveiro espaçoso, ao ar livre e com muitos atractivos de carácter humano. Os cuidados redobrados de então para cá silenciaram-nos de alguma forma a curiosidade de acompanharmos diariamente o desenvolvimento dos recém-nascidos.
No entanto, a mãe "Lima" tem-se mostrado extremosa e muito assídua na permanência no ninho, alternando com o pai "Azeitona" as suas escapadelas rápidas e seguras. Prometemos mais notícias a breve trecho. Enquanto escrevo este mini contributo para o blog e preparo um arroz malandrinho de legumes reparo no diálogo entre o Likos (papagaio) e o Alfredo (Cardinalito da Venezuela), mas acrescento, virados um para o outro: "olá", diz o Likos baixando a cabeça e levantando a pata; "olá, olá", insiste. "priuu", "priuu", responde o Alfredo, e assim se mantêm neste refrão frente-a-frente, mirando-se. A minha interferência com o cozinhado em nada os demoveu...
Duas situações diferentes e dois momentos que a minha memória guardará como um registo vivo desta convivência com a beleza de criar aves com amor, dedicação e curiosidade, proporcionando também bem-estar e permitindo que olhemos o mundo de uma forma mais atraente.
Entretanto, a rolinha australiana que foi a primeira a nascer no novo viveiro, embora tenra na idade, já se aventura no voo e no contacto pessoal com os seus outros amiguinhos, muitos deles irrequietos como as "tias" que empurram o fedelho para fora do seu campo de acção nomeadamente no que se refere aos montinhos de palha e ovos que distribuem desordeiramente como que alargando o seu espaço restrito. Há que entender estas hierarquias e observá-las como um estímulo para um convívio saudável.
"Last but not least" queria agradecer à Conceição a estatueta que nos ofereceu e que já tem um lugar de destaque junto dos canários que aguardam ansiosamente a nossa decisão de lhes apresentarmos.
Fátima Proença
Quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2007 21:21:20
Envio-te um textozito.
Se concordares, publica:
"Depois da tempestade de há uns dias atrás, veio a bonança.
Dia 25 de Janeiro de 2007, quinta-feira, foi um dia memorável na história e na evolução dos Canários Carmelitas.
Pois bem, a natureza proporcionou que eu assistisse ao nascimento de um Agaporni. A alegria e o espanto foram tais que nem me apercebi que já existia um irmão mais velho numa escala de minutos. A nossa inexperiência na criação destes "inseparáveis" quase nos levou ao eterno pessimismo de que a natureza não se manifestaria no interior de um viveiro espaçoso, ao ar livre e com muitos atractivos de carácter humano. Os cuidados redobrados de então para cá silenciaram-nos de alguma forma a curiosidade de acompanharmos diariamente o desenvolvimento dos recém-nascidos.
No entanto, a mãe "Lima" tem-se mostrado extremosa e muito assídua na permanência no ninho, alternando com o pai "Azeitona" as suas escapadelas rápidas e seguras. Prometemos mais notícias a breve trecho. Enquanto escrevo este mini contributo para o blog e preparo um arroz malandrinho de legumes reparo no diálogo entre o Likos (papagaio) e o Alfredo (Cardinalito da Venezuela), mas acrescento, virados um para o outro: "olá", diz o Likos baixando a cabeça e levantando a pata; "olá, olá", insiste. "priuu", "priuu", responde o Alfredo, e assim se mantêm neste refrão frente-a-frente, mirando-se. A minha interferência com o cozinhado em nada os demoveu...
Duas situações diferentes e dois momentos que a minha memória guardará como um registo vivo desta convivência com a beleza de criar aves com amor, dedicação e curiosidade, proporcionando também bem-estar e permitindo que olhemos o mundo de uma forma mais atraente.
Entretanto, a rolinha australiana que foi a primeira a nascer no novo viveiro, embora tenra na idade, já se aventura no voo e no contacto pessoal com os seus outros amiguinhos, muitos deles irrequietos como as "tias" que empurram o fedelho para fora do seu campo de acção nomeadamente no que se refere aos montinhos de palha e ovos que distribuem desordeiramente como que alargando o seu espaço restrito. Há que entender estas hierarquias e observá-las como um estímulo para um convívio saudável.
"Last but not least" queria agradecer à Conceição a estatueta que nos ofereceu e que já tem um lugar de destaque junto dos canários que aguardam ansiosamente a nossa decisão de lhes apresentarmos.
Fátima Proença
Quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2007 21:21:20