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16 de setembro de 2011

The Secret to Seducing a Canary


The Pavarottis of the canary world can drive a female wild by singing certain special notes. 
Now scientists have learned what makes these "sexy syllables" so alluring: Virtuoso canary singers have mastered a tricky vocal technique, which may indicate their overall robustness.


Birds sing to attract mates. But why females prefer a particular song has been a puzzle. 
Although there's evidence that complex and frequent songs are more attractive, a recent idea suggests that certain notes are the key to seduction. "Sexy syllables" in canary song were first identified in 1995 by ethologists Eric Vallet and Michel Kreutzer of the Université de Paris X in Nanterre,France. When males sang certain trills, or when the trills were played on tape, caged females assumed postures inviting copulation.

Now neuroethologist Roderick Suthers of Indiana University in Bloomington has joined the French team, along with Université de Paris X graduate student Aurélie Tanvez, to determine what makes these syllables so sexy. 

Unlike our voice box, the avian vocal organ (the syrinx) has two tubes, instead of one, surrounded by sets of muscles--allowing birds to produce two sounds independently. 

The researchers monitored muscle activity and air flow through the syrinx with implanted sensors while the canaries sang

By matching sound qualities such as pitch and frequency with the bird's physiology, they could determine how it sang the different syllables. 

The team found that unlike most notes, sexy trills required extraordinarily fast and coordinated alternation between the left and right sides of the syrinx, more than 16 times a second.

The team hypothesizes that a male's ability to pull off such coloratura may indicate its overall vigor; the notes may be "honest indicators" that females can use to select high-quality mates

Suthers presented the findings on 3 November at the symposium "Nature's Music: The Science of Bird Song," in memory of bird song pioneer Luis Baptista of the California Academy of Sciences, who died unexpectedly last year.
The work is both novel and intriguing, says Sarah Collins of the University of Nottingham, U.K., a fellow symposium speaker and a specialist in bird song and mate choice. 

It's reasonable that the sexy syllables could be honest indicators of male quality, she said--but whether they might reflect a bird's genetic merit, or simply its current condition (due to what it's eaten recently, for instance), remains to be tested.
by Jay Withgott on 7 November 2001, 7:00 PM

20 de agosto de 2008

Arara




Índia Arara se banha, com criança© Nair Benedicto

Considerados extintos por volta da década de 1940, quando escasseiam notícias sobre sua movimentação pela região, os índios conhecidos por "Arara" no vale do médio Xingu voltaram à cena com a construção da rodovia Transamazônica, no início dos anos de 1970. O trecho que hoje liga as cidades de Altamira a Itaituba, no Estado do Pará, passou a poucos quilômetros de uma das grandes aldeias onde vários subgrupos Arara se reuniam no período de estiagem. A estrada cortou plantações, trilhas e acampamentos de caça tradicionalmente utilizados pelos índios. O que antes já era um povo pequeno foi apartado pela "estrada da integração nacional": seu leito principal, suas vicinais, seus travessões, suas picadas e clareiras acessórias formaram barreiras, impedindo o trânsito dos índios pelas matas e impondo limites à tradicional interação entre os subgrupos que, vivendo dispersos pelo território, articulavam-se numa rede intercomunitária coesa.A consolidação do longo processo de atração, a partir de fevereiro de 1981, depois de mais de uma década de frustradas tentativas de contato, encontra alguns dos subgrupos Arara já desunidos e afastados. Pelo menos quatro deles ao sul do leito da nova rodovia, na altura do km 120, aglutinaram-se para enfrentar a penetração não indígena no território. Um outro ao norte, isolado e em fuga constante, é contatado em 1983, já com a ajuda daqueles contatados dois anos antes. Ainda mais um é contatado em 1987, já muito longe dos demais, apartado dos outros por razões internas ao povo Arara, mas cada vez mais isolado e restrito aos cantos mais ermos do território devido à ocupação e à exploração econômica avivadas na área indígena. Este último subgrupo talvez seja aquele submetido à situação pós-contato mais dramática, que ainda perdura pela indefinição oficial sobre as áreas destinadas aos Arara.

Um mito de origem do mundo terreno explica o padrão de dispersão territorial que historicamente os Arara mantinham no interflúvio Tapajós-Tocantins.

Originado num cataclismo celeste causado por uma enorme briga entre parentes, o mundo terreno foi o palco de um acordo político entre aqueles que, por serem causadores da tragédia inaugural, foram condenados a viver no chão. A divisão em pequenos subgrupos, independentes e autônomos, mas integrados numa rede de prestação intercomunitária, sobretudo para as temporadas de caça e festas, teria sido estabelecida como uma espécie de pacto a garantir a não repetição dos conflitos que deram origem à vida terrena. Também o etnônimo de que se servem tem relação com o mito de origem: Ukarãngmã - quase que literalmente "povo das araras vermelhas"- é como se denominam, numa referência à participação que aqueles pássaros teriam tido logo após a tragédia que deu origem ao mundo terreno. No mito, foram as araras vermelhas que tentaram levar de volta aos céus muitos dos que de lá caíram.

29 de maio de 2008

A Paris, les moineaux désertent les quartiers riches




A Paris, les moineaux désertent les quartiers riches


Depuis 2003, en printemps et en automne, près de cent bénévoles se plantent le nez en l’air dans différents points de la capitale. Leur mission: compter sur plusieurs jours, "pendant exactement dix minutes sans interruption", le nombre de moineaux qui entraient dans leur champ de vision. Le résultat montre un déclin attendu, mais aussi, plus surprenant, une grosse disparité selon les arrondissements.
L’est de Paris, en particulier sa périphérie, regorge de moineaux.


Il y en a nettement moins dans le quart ouest. Plus précisément, le XVIe arrondissement, pourtant fourni en espaces verts et riche en arbres, ne compte quasiment pas de ces oiseaux. Contrairement au populaire XIXe, quartier où les arbustes sont moins nombreux.
Sandrine Mor, secrétaire générale adjointe de la Ligue pour la protection des oiseaux (LPO), tente de dégager une explication:


"A Londres, il sont également parvenus à la conclusion que le moineau avait une préférence pour les quartiers populaires. A l’inverse de la grive ou du merle, qui construisent des nids, les moineaux logent dans des trous. Dans le XIXe, par exemple, on en a vu beaucoup dans les grilles d’aération cassées des bâtiments, en particuliers sur la ceinture de Paris, le long des boulevards des Maréchaux. Les immeubles en bon état offrent moins de cavités pour les accueillir."
De même, dans les quartiers mieux entretenus, moins de déchets pour se nourrir, moins d’herbes folles regorgeant d’insectes pour les jeunes. Autres causes avancées: les pesticides et le trafic routier.
On observe ainsi un effondrement spectaculaire de moineaux, de 92% dans le 11e arrondissement, et de 74% dans le XVe. Si les causes de disparition sont plus floues pour le XVe, le XIe arrondissement a vécu une vraie mutation sociologique et de vastes mouvements de rénovation de façade ces dernières années.
La banlieue, c'est mieux
Sur les cinq années d'observation, la LPO et le Centre ornithologique Ile-de-France (Corif) ont noté une diminution de ces oiseaux de 20% dans la capitale, tandis que leur nombre est resté stable, ou en légèrement augmentation (9%) dans l'ensemble de la France. Est-ce à dire que les moineaux, comme leurs congénères humains, ont déménagé vers la banlieue? Probable. C'est le cas des moineaux londoniens, qui ont déserté Londres au profit de la périphérie.
Plus généralement, la présence de cet oiseau emblématique de Paris s’est effondrée dans les autres capitales européennes. Londres et Amsterdam ont perdu 95% de leurs moineaux en trente ans, Prague a noté une diminution de 60% ces vingt dernières années. Si sa disparition ne semble pas avoir d'influence sur l'écosystème urbain, il n'en est pas forcément de même pour nos oreilles

Par Ophélie Neiman Par Rue89 29/05/2008 10H54

29 de abril de 2008

V Festival dos Descobrimentos 2008 – Uma Viagem no Tempo



Venha descobrir o exotismo da Índia entre 24 de Abril e 4 de Maio
Vai arrancar, no próximo dia 24 de Abril, o Festival dos Descobrimentos, a maior realização cultural que acontece em Lagos, e que se prolongará até Maio.

Pelo quinto ano, a Câmara de Lagos lança o desafio de mostrar o que se fazia, o que se pensava, e como se vestiam, alimentavam e divertiam os nossos antepassados nos séculos XV e XVI, em pleno período áureo dos Descobrimentos.
Recorde-se que o Festival destaca e divulga, em cada edição, um episódio marcante da História. Assim, empreendendo uma viagem de regresso ao passado, e procurando recriar a vivência da sociedade portuguesa nos séculos XV e XVI, o Festival vai girar em torno da temática “Lagos na Rota de Vasco da Gama para a Índia” que dará o mote ao desfile de dia 4 de Maio e aos diversos momentos do evento. Esta quinta edição, explora, assim, numa vertente científica, histórica, cultural e económica, o legado desta descoberta.
Este ano, a grande novidade é o local onde se desenrolará a Feira Quinhentista. Ainda que o centro histórico da cidade vá ser “engalanado” e sirva de palco para muita animação de rua, o grande “centro de acção” do Festival – a Feira Quinhentista – vai ter lugar no Auditório Municipal de Lagos / Dr. Parque Júdice Cabral, entre os dias 2 e 4 de Maio.

Um Roteiro Gastronómico, Exposições, Conferências, Visitas à Caravela Boa Esperança, uma Feira Quinhentista, dois Desfiles Históricos, um Concurso de Montras e Espectáculos diversos será o que todos os visitantes poderão encontrar em Lagos, em Abril e Maio.

Na organização desta iniciativa, a Câmara Municipal de Lagos conta com os apoios/patrocínios da Construlagos, S.A; do BES (Banco Espírito Santo), do Hotel Tivoli Lagos; do grupo Vila Galé Hotéis, da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, do Inter e Ecomarché, da Osteri Oy, da ACRAL e da Região de Turismo do Algarve.
Dê uma escapadela à cidade dos Descobrimentos e descubra o exotismo da Índia de 1497 com Vasco da Gama!


6 de março de 2008

Corvos


O mítico Corvo
Os corvos, mais do que qualquer outra ave, têm um lugar especial no imaginário das pessoas, resultado de uma convivência próxima que vem dos primórdios da humanidade.

Os corvos Corvus corax terão iniciado a sua relação com o Homem ainda em fases primitivas da evolução das sociedades humanas, tendo aprendido a seguir os nossos ancestrais, tal como seguiam os lobos, ursos e outros carnívoros para aproveitarem os restos de comida.
Esta ave de tendência omnívora (generalista em termos alimentares), comporta-se frequentemente como uma ave necrófaga (alimenta-se de restos de animais encontrados mortos). Os corvos aproveitavam os alimentos caçados/colhidos pelos homens e, quando a oportunidade surgia, os próprios cadáveres humanos serviam-lhe de alimento. À medida que os homens ocuparam a Europa, a familiaridade com os corvos foi-se estabelecendo, e estas aves negras passaram a ter um significado especial para as pessoas no velho continente.Talvez mais do que qualquer outra ave, o corvo tem um lugar especial no imaginário das pessoas. O corvo aparece no meio do Homo sapiens envolta em mistério, e adquiriu um elevado valor simbólico como agente terrestre de forças sobrenaturais.


O corvo passou mais tarde a ser a ave favorita de fábulas, servindo como fulcro de muitas histórias de moral, ou como adorno de contos.
As pessoas viam alguns dos seus atributos na aparência e comportamentos dos corvos, e projectavam os seus próprios sentimentos nestas aves. O corvo em cada cultura ou situação flutuou de venerado a insultado.


Foi profeta e mágico, tendo por vezes o poder de se transformar em pessoas.A sua plumagem escura e voz sepulcral e o seu comportamento, levou frequentemente as pessoas a relacionarem o corvo com as forças do mal e com a morte. Por outro lado, a sua aparência forte e de domínio perante as outras aves, levou as pessoas a utilizarem o corvo como mascote de sucesso na guerra. Os seus ossos ou bicos, eram também utilizados como talismãs com poderes particulares.
Algumas das primeiras alusões registadas aos corvos, são encontradas no Antigo Testamento, onde a ave era vista como amiga e companheira dos primeiros santos Cristãos. Na Grécia antiga, o corvo era a ave de Apolo. O Deus Odin tinha dois corvos, o Higin e o Munin (o pensamento e a memória), que todos os dias voavam pelo mundo reunindo informações que durante a noite segredavam a seu dono, pousados nos seus ombros. Odin era, aliás, conhecido como o Deus Corvo. Os Romanos já usavam os corvos em cativeiro, e usavam o nome Corvus e Corax para algum do seu material de guerra.


Na Idade Média, os corvos perderam o seu lugar como símbolo de guerra, mas continuaram associados a questões sobrenaturais, como profetas de acontecimentos que revelavam às mulheres, especialmente associados à morte. Nessa altura, o corvo era um habitante comum das cidades e vilas, aproveitando os restos de comida, chegando a ser protegido pela seu papel na reciclagem do lixo dos meios urbanizados.


À medida que as cidades foram ficando mais limpas, os corvos começaram a perder as condições de habitat que necessitavam por falta de comida, e por as pessoas terem deixado de precisar dos seus serviços. Nos meios agrícolas o corvo manteve-se comum, onde a fonte de alimento principal tinha origem na morte dos animais. No meio rural era menos desejado que na cidade, tendo adquirido a fama de assassino de cordeiros, galinhas, coelhos e caça menor, e perdido a sua importância como necrófago do gado que morria no campo.
Os corvos começaram a ser perseguidos, muitas vezes com preços à cabeça. Muitos corvos eram abatidos a tiro ou apanhados em armadilhas e a destruição dos ninhos era comum, mas a maior fraqueza dos corvos era o facto de serem facilmente mortos por envenenamento.


Durante o século XX, as populações de corvo recuperaram em muitas áreas a sua estima por parte das pessoas, sendo a sua perseguição ilegal. Estas aves são hoje consideradas como das mais espectaculares, inteligentes e interessantes, nunca deixando a sua história populacional de estar relacionada com as actividades e interesses humanos, sempre associados aos seus crescimentos e declínios.


texto: Nuno Leitão

25 de fevereiro de 2008

Pájaros/aves/birds





Hace pocos días la policía detuvo a 3 jóvenes en Andalucía acusados del robo de pájaros cantores, el motivo del robo era presuntamente vender ilegalmente esos pájaros para concursos de canto.
Lo que parece a priori parece una afición naturalista esconde un mundo muy complejo de gente que se mueve de un sitio a otro con jaulas y pájaros buscando un premio, un reconocimiento a una afición desconocida por casi todo el mundo.

4 de julho de 2007

Birds on a basin with panther




This emblem, found in 1855 in S. Maria Capua Vetere (the modern name for ancient Capua), is a variation of the renowned Sosos mosaic from Pergamum of which we are reminded by Pliny (Nat.Hist.XXXVI, 184) on account of the admirable rendering given to the reflection in the waters of the basin of a dove that is perched on the edge waiting to drink. Mosaic copies of the original from Pergamum, granted that the one found in Villa Adriana might actually be the Sosos work itself, have been found at Delos, Pompeii (VIII 2, 34; this is the liveliest both for the number of doves that have been depicted and for the fact that one of them is still flying), Ostia and Rabat, not to mention the more than thirty-six garden-painting variations that have been enumerated so far. The basin is low-footed, hemispherical and in gilded bronze. In other less faithful versions, the legs are higher and may be lion-pawed or sheep-toed. Perched on the edge are two parrots of slightly different plumage and a columba livia with its head bowed towards the water upon which there floats a small leaf. The recipient is supported by a high cubic base near which we can see a pomegranate and a feline beast, all details added on by the Campanian mosaic-worker. The insertion into the original plan of what was for the Greeks (and even more so for the Romans) such an exotic species of birds as the parrot, is especially interesting. It acts as a sort of point of indirect contact with the Eastern world, which had been established in a more long-lasting fashion by Alexander the Great's Indian campaign. The lack of precision in the painting of the plumage, in which we can see characteristics of different species all mixed up, seems to confirm lack of direct knowledge of these birds, and the absence of any pictorial model upon which the copy-artist might have based his work. Another interesting element which helps us understand the manner in which Roman age copy-artists worked is the cat. It is not only quite out of proportion with respect to the birds and the pomegranate, but its shadow lies towards the right, as if the scene was illuminated by light from the left side, despite the fact the this detail is not supported in other areas of the composition; this is another clear sign that the picture has been put together, almost mechanically, from as number of different cartoon features.

10 de maio de 2007

José Duarte - O Jazz antigo e o Jazz clássico


José Duarte - O Jazz antigo e o Jazz clássico








Cualidades del sonido del canário timbrado .
Las cualidades del sonido son tres: tono, frecuencia fundamental o altura, intensidad y timbre o calidad.
El tono es cualidad del sonido que nos permite distinguir un sonido grave de otro agudo y que consiste en la mayor o menor rapidez de las vibraciones de los cuerpos sonoros, por unidad de tiempo, y así, las frecuencias altas producen sonidos agudos y las bajas sonidos graves. No obstante, el oído humano no puede percibir más que los sonidos cuyas frecuencias estén comprendidas entre 20 y 20.000 vibraciones por segundo, es decir, una docena de octavas. En la música se llama tono a la distancia mayor de entonación entre dos notas consecutivas, con la excepción de las distancias de entonación menor de dos notas consecutivas llamadas semitonos y comprendidas en la escala musical entre él MI y el FA y del SI y el DO.




11 de abril de 2007

CANARIAS






1412: Primeiras expedições ao litoral africano e ilhas Canárias ordenadas pelo Infante D. Henrique.
1440- Nova expedição às Canárias comandada por D. Fernando de Castro.
As ilhas Canárias eram conhecidas desde a mais remota antiguidade, sendo, no período greco-romano da história europeia, conhecidas por Ilhas Afortunadas. Existem relatos fidedignos e vestígios arqueológicos da presença cartaginesa na ilha.
As ilhas foram descritas na literatura clássica greco-latina com base na obra de Juba II, rei da Numídia, que as mandou reconhecer e que, diz-se, por ter encontrado grande números de cães, lhes deu o nome de Canárias (ilhas dos cães).

Depois de algum tempo de isolamento, resultado do desabar do Império Romano e das grandes convulsões da Europa medieval, as ilhas começaram novamente a ser visitadas com regularidade por embarcações européias por meados do século XIII, principalmente maiorquinas, portuguesas e genovesas.

Durante os séculos XIII e XIV, com o consentimento papal e com o apoio da coroa castelhana, organizaram-se várias expedições comerciais em busca de escravos, peles e tinta. Em 1402 inicia-se a conquista destas ilhas com a expedição a Lanzarote dos normandos Jean de Bethencourt e Gadifer de la Salle, mas prestando vassalagem aos reis de Castela e com o apoio da Santa Sé. Devido à localização geográfica, à falta de interesse comercial e à resistência dos Guanches ao invasor, a conquista só terminou em 1496 quando os últimos guanches em Tenerife se renderam.

A conquista das Canárias foi a antecedente da conquista do Novo Mundo, baseada na destruição quase completa da cultura indígena, rápida assimilação do cristianismo, miscigenação genética dos nativos e dos colonizadores.

Uma vez concluída a conquista das ilhas, passa a depender do reino de Castela, impõe-se um novo modelo económico baseado na monocultura (primeiro a cana-de-açúcar e posteriormente o vinho, tendo grande importância o comércio com Inglaterra). É nesta época que se constituíram as primeiras instituições e órgãos de governo (Cabildos e Concelhos).

As Canárias converteram-se em ponto de escala nas rotas comerciais com a América e África (o porto de Santa Cruz de La Palma chega a ser um dos pontos mais importantes do Império Espanhol), o que traz grande prosperidade a determinados sectores da sociedade, mas as crises da monocultura no século XVIII e a independência das colónias americanas no século XIX, provocaram graves recessões.

No século XIX e na primeira metade do século XX, a razão das crises económicas é a Imigração cujo destino principal é o continente americano.
No inicio do séc.XX é introduzido nas ilhas Canárias pelos ingleses uma nova monocultura a banana, cuja exportação será controlada por companhias comerciais como a Fyffes.

25 de fevereiro de 2007

Portuguese Music about Birds/ Musica Portuguesa do Raminho, Açores















O Raminho quando canta
Recordando a tradição
Traz a alma na garganta
E o sonho no coração

Eu ouvi um passarinho
Às quatro da madrugada
Numa casa do Raminho
Onde vive a sua amada

Por ouvir cantar tão bem
A sua amada chegou
Por isso pra mais ninguém
O passarinho cantou

Raminho nunca mais finda
O amor que tenho por ti
Tu és a coisa mais linda
Como ainda nunca vi

Tens muitos filhos ausentes
Por esse mundo além
Mas estão sempre presentes
Porque lhes queres muito bem

Lembram o teu Império
E os teus antepassados
E a Pia do Baptistério
Onde foram baptizados

Não esquece a tourada
Nem o cortejo de oferendas
E uma boa sardinhada
No teu Parque de Merendas

Do Miradouro ninguém esquece
Nem da Vigia da Baleia
Raminho até parece
Que não nos sais da ideia

Para ti quero voltar
Se nada me acontecer
Raminho quero acabar
Na terra que me viu nascer

Eu ouvi um passarinho

Às quatro da madrugada

Numa casa do Raminho

Onde vive a sua amada

Por ouvir cantar tão bem

A sua amada chegou

Por isso pra mais ninguém

O passarinho cantou


Manuel Ourique - Açores, Angra do Heroismo

history of the canary bird







































































THE CANARY.
(Serinus canarius.)



THIS favorite singer and cage bird is a native of the Canary Islands, Madeiras, Azores and other small islands near the western coast of Africa. The islands are in the latitude of Florida and the climate may be said to be of a tropical character, though varied by lofty mountains. The canary in its native habitat is chiefly found in the mountainous districts, often several thousand feet above the level of the sea. The wild birds mate about the latter part of March. The nest is built in the tall trees of the evergreen species, frequently in the tops of these trees, and never less than eight or ten feet from the ground. We have seen it stated that they build on the ground, but this has been found to be an error.

The first canaries known to Europeans were brought from there by a merchant ship trading with the Canary Islands as a part of her cargo, several thousand of these birds having been trapped in the hope that they could be sold for a good price as song-birds. The ship was wrecked near the coast of Italy, but by the thoughtfulness of a sailor the cage containing the birds was opened and the birds liberated. They flew at once to the nearest point of land, which happened to be the island of Elba. The climate wag so propitious that the canaries multiplied rapidly. In a very short time their superiority as songsters attracted attention and their domestication followed. The shipwreck referred to occurred early in the sixteenth century. The Italians were the first to breed these birds, and they were by them shipped to Russia, Germany, Belgium, and England. They were first described in an English book on natural history in 1610. The rage for breeding the canary with home birds became curiously popular and resulted in a curious intermixture of colors. In Italy they were bred with the citril and serin; in Germany with the linnet, green finch, and siskin. Mr. C. N. Page says, in his "Feathered Pets," a very valuable book for bird fanciers, that in an English book published in 1709 there are twenty-eight varieties of canaries mentioned, comprising nearly all those known at the present time and some which have become extinct. The climate has also had much to do with the change of color in these birds. The canary, which in its native home at Teneriffe is almost brown, becomes yellow and sometimes nearly white after being bred a few years in France, and it has been observed by naturalists that the winter fur of animals and feathers of birds become thicker and lighter in color in proportion to the coldness of the climate which they inhabit.
In England and Germany canary societies have existed for upwards of a century, and annual shows or exhibitions are held with prizes offered for the best birds.

Of the many varieties of canaries the most popular in the United States is the German. It is smaller than the English canary and is a much finer singer, being bred and trained for song and not for size. They are called Hartz Mountain canaries, and experts consider them the most satisfactory bird for the people. They are bred by the peasants in ordinary living-rooms high up among the Hartz Mountains of Germany. These birds are even more hardy than the American-bred canaries. They are brilliant singers. We had one for five years, and, while its voice was wonderfully clear, full, and musical, it was too loud and was not admired by our neighbors. The shrill and piercing note of some of this species renders them somewhat objectionable as house pets. The birds are happy in the cage, require very little care, and if properly attended to are said to be free from diseases. Most of the Hartz Mountain canaries are somewhat mottled with dark, greenish-brown, though many of the birds are clear yellow, and few have crests. In the canary-breeding section of Germany, almost every family keeps a few cages of these birds, or has a room devoted to their breeding. The German people are very fond of birds and there are many of them in the United States who have many cages of rare specimens.

Milwaukee supplies the United States with the bulk of the Hartz Mountain canaries, and there is no great crime in the deception, for the Milwaukee bird is really an improvement on the imported article, having just as fine a voice and being much hardier.

Experience has shown that the imported singer loses the power of transmitting his voice to the young after passing through an American winter. This is the case also, it is said, with Tyrolean singers who come to this country, their voices losing the peculiar yodling quality when they have been here a year. The native canary is hardier than the imported one, and, with proper training, is every bit as good a singer.

Before they are mated the hen birds are kept in separate cages in the music room, carefully fed and made to listen to the music of the singers and the machine used in training their voices. In this way the hen is enabled to transmit the best musical quality to her offspring. The music-room is a large one, with a south exposure, and is kept with the same scrupulous neatness as the breeding-room. In the corner of this room is the bird organ, and with it the little birds are given their vocal training.

When the machine is started the notes emitted are wonderfully like the song of the untutored canary. These notes are known to bird-trainers by the term pfeiffen. Gradually the whistle strikes onto a different line. It is an improvement over the pfeiffen, and is called the klingel rolle. A higher step still is called the klingel, and a still higher step hohl klingel. Lastly comes what is called hol rollen, and a bird whose voice has been developed up to that point is worth $50 in the market any day.

In this country there are only three importers of canaries. Each of these firms employs "bird-pickers" who travel over the mountains in Germany and gather together a supply of birds which are selected from the stocks of the small breeders.

There are several varieties of English canaries. The Norwich is a general favorite. It takes its name from the city of Norwich, where for generations it has been bred and cultivated. It has a brilliant, deep, reddish-yellow plumage. It is regarded as the most beautiful of all the canaries. Its color is frequently so dark that it is called the red canary.
This color is produced artificially by feeding them during the moulting season a large amount of cayenne pepper mixed with hard boiled egg and cracker crumbs.

Canaries have many pretty ways and can be taught many pretty tricks. One that belonged to the writer had been deprived of its feet. Its wing feathers never grew out, hence it could not fly or perch and was obliged to stump about on the floor like an old veteran on his crutch. But it was healthy and vigorous, and so pugnacious that on our return, after the day's absence, it would fly at us, or try to, poor thing, and peck our outstretched fingers, even while taking offered hemp seed greedily. The bird watched and waited for our coming and we became so much attached to it that its death was a real loss.

The little birds can fill our hearts As full as larger creatures arts.

The nest of the canary is a pretty, neatly formed structure of any soft material it can find. Five bluish eggs are usually laid, and three or four broods are raised between February and September, though the female will sometimes persist in building until much later.

http://www.birdnature.com/index.html
















23 de fevereiro de 2007

Writers refers about canary birds




...if you were studying the psychology of a canary bird, and only watch the movements of this pretty round creature as she turns her head on one side with an unconscious smile at the ear-rings nestled in the little box. Ah, you think, it is for the sake of the person who has given them to her, and her thoughts are gone back now to the moment when they were put into her hands. No; else why should she have cared to have ear-rings rather than anything else? And I know that she had longed for ear-rings from among all the ornaments she could imagine.

20 de fevereiro de 2007

Uma noticia de minas gerais




Passarinheiros – Direitos x Deveres



Tudo na vida é antagônico, tem os prós e os contras; tem o certo e o errado, o bom e o mau, vantagens e desvantagens. Há até quem afirme que para cada direito há um dever correspondente. No caso dos criadores de pássaros não é diferente. Assim, enumeramos aqui os principais deveres e direitos de um criador de pássaros consciente, preocupado em proteger a natureza. A Feomg entende que o primeiro e mais importante dever é gostar de pássaros, porque ninguém consegue sucesso como criador se não possuir este sentimento.
A entidade diz, ainda, que é dever de um criador identificar o que quer, que pássaros vai criar e conseguir condições de manter a criação, de um ou vinte, tanto faz. “Quem considera que o tratar de um passarinho pode virar um martírio, essa pessoa não é um passarinheiro, dificilmente chegará a ser um criador”, destaca o departamento técnico da FEOMG... O terceiro dever é o de procurar um clube para que tenha uma proteção, tanto administrativa quanto técnica, para que possa desenvolver realmente aquela criação que se dispôs a fazer e, logicamente, tudo devidamente registrado e autorizado.
Assim procedendo, a pessoa terá o direito mais inalienável da condição de criador, que é o da satisfação de ouvir os bichinhos cantarem. Todavia, o diretor técnico da Feomg, Antonio Pádua de Miranda, enumera outros: fazer a reprodução dos filhotes e comercializá-los, buscar, com a participação em campeonatos, em qualquer parte do país, o reconhecimento dos pássaros de seu plantel, de forma que seja valorizado e permita que a prole tenha um valor comercial mais alto possível.

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay