
1412: Primeiras expedições ao litoral africano e ilhas Canárias ordenadas pelo Infante D. Henrique.
1440- Nova expedição às Canárias comandada por D. Fernando de Castro.
As ilhas Canárias eram conhecidas desde a mais remota antiguidade, sendo, no período greco-romano da história europeia, conhecidas por Ilhas Afortunadas. Existem relatos fidedignos e vestígios arqueológicos da presença cartaginesa na ilha.
As ilhas foram descritas na literatura clássica greco-latina com base na obra de Juba II, rei da Numídia, que as mandou reconhecer e que, diz-se, por ter encontrado grande números de cães, lhes deu o nome de Canárias (ilhas dos cães).
As ilhas foram descritas na literatura clássica greco-latina com base na obra de Juba II, rei da Numídia, que as mandou reconhecer e que, diz-se, por ter encontrado grande números de cães, lhes deu o nome de Canárias (ilhas dos cães).
Durante os séculos XIII e XIV, com o consentimento papal e com o apoio da coroa castelhana, organizaram-se várias expedições comerciais em busca de escravos, peles e tinta. Em 1402 inicia-se a conquista destas ilhas com a expedição a Lanzarote dos normandos Jean de Bethencourt e Gadifer de la Salle, mas prestando vassalagem aos reis de Castela e com o apoio da Santa Sé. Devido à localização geográfica, à falta de interesse comercial e à resistência dos Guanches ao invasor, a conquista só terminou em 1496 quando os últimos guanches em Tenerife se renderam.
A conquista das Canárias foi a antecedente da conquista do Novo Mundo, baseada na destruição quase completa da cultura indígena, rápida assimilação do cristianismo, miscigenação genética dos nativos e dos colonizadores.
Uma vez concluída a conquista das ilhas, passa a depender do reino de Castela, impõe-se um novo modelo económico baseado na monocultura (primeiro a cana-de-açúcar e posteriormente o vinho, tendo grande importância o comércio com Inglaterra). É nesta época que se constituíram as primeiras instituições e órgãos de governo (Cabildos e Concelhos).
As Canárias converteram-se em ponto de escala nas rotas comerciais com a América e África (o porto de Santa Cruz de La Palma chega a ser um dos pontos mais importantes do Império Espanhol), o que traz grande prosperidade a determinados sectores da sociedade, mas as crises da monocultura no século XVIII e a independência das colónias americanas no século XIX, provocaram graves recessões.
No século XIX e na primeira metade do século XX, a razão das crises económicas é a Imigração cujo destino principal é o continente americano.
No inicio do séc.XX é introduzido nas ilhas Canárias pelos ingleses uma nova monocultura a banana, cuja exportação será controlada por companhias comerciais como a Fyffes.