Mostrar mensagens com a etiqueta Lusofonia.Aves. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lusofonia.Aves. Mostrar todas as mensagens

28 de abril de 2009

Madalena Matoso considera prémio «um reconhecimento




A artista plástica Madalena Matoso considerou hoje o Prémio Nacional de Ilustração (PNL) 2008 «um reconhecimento» de um trabalho que resultou de uma parceria inédita com Alice Vieira.
Madalena Matoso venceu o PNL com as ilustrações de «A charada da Bicharada», publicado em 2008 pela Texto Editores.
Em declarações à agência Lusa, Madalena Matoso recordou que o convite para este álbum foi feito por Jorge Silva, director de arte do grupo Leya, e o texto que lhe propuseram era de Alice Vieira, uma das mais bem sucedidas escritoras para a infância.
«Era um texto muito aberto, de charadas sobre animais, o que me deu muita liberdade, não tinha que seguir uma história e uma personagem; tinha que ilustrar animais, mas de uma forma camuflada», explicou Madalena Matoso.
O resultado são jogos de cor com «uma paleta cromática muito forte e muito rica e que ao mesmo tempo apela a um olhar muito inquiridor por parte do leitor», referiu a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, que atribui o prémio.
Madalena Matoso, 34 anos e natural de Lisboa, estudou design de comunicação na Faculdade de Belas Artes de Lisboa e começou por editar na Planeta Tangerina, projecto editorial fundado com outros autores e ilustradores, como Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho.
Diário Digital / Lusa

26 de março de 2009

Gallus gallus


Food, vigilance, and sperm: the role of male direct benefits in the evolution of female preference in a polygamous bird


O galo (Gallus gallus) é o macho da galinha, comumente tratado como um animal heráldico.
O Galo de Barcelos é um símbolo nacional de Portugal, encontra-se comumente em lojas para turistas.
O Galo é o símbolo da Seleção Francesa de Futebol.
O Galo é o símbolo do Clube Atlético Mineiro, time da primeira divisão do campeonato brasileiro.
No Natal cristão, a Missa do Galo é celebrada à meia-noite do dia 24 de dezembro.

24 de março de 2009

Efeitos genéricos da poluição do ar


A poluição do ar tem vindo a ser a causa de um conjunto de problemas, nomeadamente:
Degradação da qualidade do ar; Exposição humana e dos ecossistemas a substâncias tóxicas; Danos na saúde humana; Danos nos ecossistemas e património construído; Acidificação; Deterioração da camada de ozono estratosférico; Aquecimento global/alterações climáticas
Entre os efeitos na saúde humana referem-se os problemas ao nível dos sistemas respiratório e cardiovascular.
Quanto aos danos nos ecossistemas podem citar-se a oxidação de estruturas da vegetação, que entre muitas outras consequências pode originar a queda prematura das folhas em algumas espécies ou o apodrecimento precoce de alguns frutos.
Finalmente, quando se fala de prejuízos ao nível do património construído pode dar-se como exemplo o caso dos poluentes acidificantes que atacam quimicamente as estruturas construída, causando a degradação dos materiais.
Os efeitos dos poluentes atmosféricos variam em função do tempo e das suas concentrações. Este facto faz com que, normalmente, se fale em efeitos crónicos e agudos da poluição atmosférica. Os efeitos agudos traduzem as altas concentrações de um dado poluente que, ao serem atingidas, podem ter logo repercussões nos receptores. Os efeitos crónicos estão relacionados com uma exposição muito mais prolongada no tempo e a níveis de concentração mais baixos. Embora este nível seja mais baixo, a exposição dá-se por um período prolongado, o que faz com que possam aparecer efeitos que derivam da exposição acumulada a esses teores poluentes.As emissões atmosféricas geram problemas a diferentes escalas, desde uma escala local (p.ex. as concentrações de monóxido de carbono - CO - provenientes do tráfego junto a estradas congestionadas) até à escala global (cujo melhor exemplo são as alterações climáticas que se traduzem, entre muitos outros efeitos, pelo aquecimento global do planeta com todas as repercussões daí resultantes).Relativamente aos poluentes que compõem o índice de qualidade do ar, a saber: o monóxido de carbono (CO), o dióxido de azoto (NO2), o dióxido de enxofre (SO2), o ozono (O3) e as partículas finas medidas como PM10.

20 de agosto de 2008

Arara




Índia Arara se banha, com criança© Nair Benedicto

Considerados extintos por volta da década de 1940, quando escasseiam notícias sobre sua movimentação pela região, os índios conhecidos por "Arara" no vale do médio Xingu voltaram à cena com a construção da rodovia Transamazônica, no início dos anos de 1970. O trecho que hoje liga as cidades de Altamira a Itaituba, no Estado do Pará, passou a poucos quilômetros de uma das grandes aldeias onde vários subgrupos Arara se reuniam no período de estiagem. A estrada cortou plantações, trilhas e acampamentos de caça tradicionalmente utilizados pelos índios. O que antes já era um povo pequeno foi apartado pela "estrada da integração nacional": seu leito principal, suas vicinais, seus travessões, suas picadas e clareiras acessórias formaram barreiras, impedindo o trânsito dos índios pelas matas e impondo limites à tradicional interação entre os subgrupos que, vivendo dispersos pelo território, articulavam-se numa rede intercomunitária coesa.A consolidação do longo processo de atração, a partir de fevereiro de 1981, depois de mais de uma década de frustradas tentativas de contato, encontra alguns dos subgrupos Arara já desunidos e afastados. Pelo menos quatro deles ao sul do leito da nova rodovia, na altura do km 120, aglutinaram-se para enfrentar a penetração não indígena no território. Um outro ao norte, isolado e em fuga constante, é contatado em 1983, já com a ajuda daqueles contatados dois anos antes. Ainda mais um é contatado em 1987, já muito longe dos demais, apartado dos outros por razões internas ao povo Arara, mas cada vez mais isolado e restrito aos cantos mais ermos do território devido à ocupação e à exploração econômica avivadas na área indígena. Este último subgrupo talvez seja aquele submetido à situação pós-contato mais dramática, que ainda perdura pela indefinição oficial sobre as áreas destinadas aos Arara.

Um mito de origem do mundo terreno explica o padrão de dispersão territorial que historicamente os Arara mantinham no interflúvio Tapajós-Tocantins.

Originado num cataclismo celeste causado por uma enorme briga entre parentes, o mundo terreno foi o palco de um acordo político entre aqueles que, por serem causadores da tragédia inaugural, foram condenados a viver no chão. A divisão em pequenos subgrupos, independentes e autônomos, mas integrados numa rede de prestação intercomunitária, sobretudo para as temporadas de caça e festas, teria sido estabelecida como uma espécie de pacto a garantir a não repetição dos conflitos que deram origem à vida terrena. Também o etnônimo de que se servem tem relação com o mito de origem: Ukarãngmã - quase que literalmente "povo das araras vermelhas"- é como se denominam, numa referência à participação que aqueles pássaros teriam tido logo após a tragédia que deu origem ao mundo terreno. No mito, foram as araras vermelhas que tentaram levar de volta aos céus muitos dos que de lá caíram.

Pink Floyd - Another Brick in the Wall



COMUNICAÇÃO VISUAL INTEGRADA À ARQUITETURA HUMANIZA ATENDIMENTO EM CENTRO MÉDICO DE SÃO PAULO



Painel em alta resolução de Arara Vermelha transmite sensação acolhedora para pacientes na sala de espera.
GreenLine implanta painéis ilustrados com espécies da fauna e flora brasileiras ameaçados de extinção em centro médico inaugurado no bairro da Penha, Zona Leste de São Paulo. Inovação facilita ambientação e deixa pacientes mais confortáveis.

12 de agosto de 2008

O menino, O Pássaro e a rosa...








Num sítio longe, não sei bem dizer onde, existia uma menina um menino e um pássaro...eram grandes amigos. Estudavam juntos, admiravam-se, mas...eram de familias "DIFERENTES", ela tinha pais ricos e influentes na sociedade, ele era pobre, de familia humilde...mas isso não afectava aquela verdadeira amizade! Como animal de estimação o menino tinha um pássaro, não um pássaro qualquer, era o seu melhor amigo e confidente.
Passaram uns anos....
Acabaram as aulas, aproxima-se o verão. Os pais da menina organizaram uma festa muito importante para comemorar o fim das aulas e para apresentar a filha á sociedade, pretendiam com esta festa arranjar um noivo para a filha também rico e bem sucedido. Claro que a menina não queria saber dessas modernices, é óbvio que não queria que os pais lhe escolhessem um noivo...então fez uma exigência, a festa iria se chamar a festa da rosa vermelha, e casaria com aquele que lhe trouxesse a rosa vermelha mais bela que alguma vez vira no mundo inteiro... uma exigência tão excêntrica correu toda a região...chegou aos ouvidos do seu amigo de infância que desesperou...pois acontecia que ele gostava dela para além da amizade embora nunca lho tenha dito com vergonha, por saber que seria impossível chegar a um amor quase impossível de ser aceite pela familia dela...porém, esta era a sua oportunidade...uma rosa vermelha, só tinha de arranjar a rosa vermelha mais bela do mundo...correu para junto do seu amigo pássaro e contou o que se estava a passar, muito choroso, pois no sítio onde se encontrava não existem rosas vermelhas...teria de correr o mundo para a encontrar e como era pobre isso era impossível...o seu amigo jurou que iria trazer a rosa mais bela do mundo e vermelha, voou, voou, perguntou aqui e ali onde poderia encontrar a rosa mais bela para brindar um belo amor. nada, não encontrou nada, voltou para junto do seu amigo e deu a grave noticia...grave, pois na sua viagem tinha ouvido dizer que um jovem rico iria levar a rosa vermelha mais bela á festa, com intenção de casar com a menina...o seu amigo caíu num pranto desmedido, acusando o pássaro de lhe ter jurado que lhe iria arranjar a rosa e que não seria mais seu amigo se não o fizesse... o pássaro não tinha mais ninguém...aquela amizade era tudo para ele...partiu em busca da rosa...voou, voou, perguntou aqui e ali novamente, até que chegou a um roseiral onde todas as rosas eram belas, mas brancas...perguntou onde poderia encontrar a mais bela, talvez esta lhe pudesse dizer onde encontrar uma rosa vermelha e bela como ela decerto que conhecia muitas rosas...foi alertado, de que a mais bela era também a mais vaidosa e má...este ignorando esta afirmação procurou-a e realmente era linda!!! a mais bela rosa que já tinha visto...confrontou-a com a situação, esta sorriu e aproveitando-se da situação, disse-lhe que sabia onde encontrar a rosa vermelha mais bela do mundo, mas até que ponto é que ele pretendia adquirir e o preço que lhe iria custar...o pássaro queria mesmo voltar com a rosa para voltar a ter o seu amigo de volta, era tão importante para ele...a rosa sorriu, sarcástica, e disse que só havia uma maneira...para ele derramar umas gotas de sangue sobre ela que iria ficar ainda mais bela, a mais bela do mundo e vermelha cor de sangue... só tinha de espetar o seu pequeno coração num dos picos para que isso acontecesse... o pássaro assustado não queria desiludir o amigo e concordou com as condições...tudo começou, a rosa vaidosa queria ficar cada vez mais vermelha, mais bela, então dizia para ele espetar bem fundo, mais fundo, que estava quase...o pobre pássaro ia ficando cada vez mais fraco, tinha ainda de voar para junto do amigo com a rosa tão esperada...mais fundo dizia ela, realmente tornou-se na rosa vermelha mais bela do mundo, o sacrifício do pássaro fora bem sucedido, fraco...sem a cor com que ali tinha chegado, colheu a mais bela flor e voou, voou, cambaleante e foi cair nas mãos do seu amigo, mas...sem vida... todo o seu sangue tornava aquela rosa especial, não desiludiu o seu grande amigo, feliz deixou-se desfalecer de vez...o menino viu a rosa e correu, contente com a ânsia de conseguir o que sempre tinha sonhado, triste por ter perdido o seu amigo, o seu melhor amigo, correu para chegar a tempo de ser o primeiro....
Para seu grande desgosto, não correu o suficiente...quando lá chegou a festa já tinha acabado...o rapaz rico convenceu toda a agente de que não valia a pena esperar mais pois ninguém iria levar mais uma rosa vermelha, aquela tinha sido criada em estufa especial e tinha vindo de um país distante...ali não haviam rosas vermelhas. Ao longe só pode vislumbrar a menina encantada com a mais bela rosa vermelha, a mais bela do mundo...com o seu noivo rico e os seus pais felizes...perdeu-a, ele perdeu-a para sempre não queria acreditar...podia ir lá, mas... não tinha coragem, já não valia a pena...ele até lhe podia ter dito, mas desistiu, nunca iria saber se ela tinha sentido o mesmo...

olhou para as suas mãos e então percebeu o erro que tinha cometido, a rosa vaidosa disse-lhe que tinha sabido bem ser a mais bela, pois tinha realizado o seu sonho nem que fosse só por momentos, mas que o seu amigo já não iria ali estar e que ele tinha perdido algo muito especial, uma amizade eterna... o pássaro tinha provado o amor incondicional que sentia por ele, mas ele cego desdenhou a coisa mais importante, eterna e valiosa, perdeu o que nunca mais iria recuperar..o seu melhor amigo e confidente pássaro...ele partiu pela felicidade do amigo, sabia que se conseguisse entregar a rosa o mesmo iria ser feliz para sempre com a mulher que amava, não iria ficar só!
a chorar... correu, correu, ainda o tentou reanimar...mas...em vão!! Tinha desaparecido para sempre...e agora estava só...tudo quis, tudo perdeu e acima de tudo a consciência nunca o deixou esquecer aquele pequeno pássaro ingénuo com o mais belo sentimento e coração do tamanho do mundo...o mais belo do mundo......restou apenas enterrar o seu amigo sem vida, por baixo daquela árvore especial onde brincavam, onde falavam sobre tantas coisas...nem sempre uma história tem um final feliz...

Caros Amigos esta história é uma ironia??....Podemos tirar vários ensinamentos....várias morais...Deixo ao vosso critério...Afinal...Cada um sente à sua maneira! Mas nunca se esqueçam de olhar à volta , a felicidade pode estar mais perto do que pensam e ser aquilo quem menos esperam...


19 de julho de 2008

Nova Aguia- João Ferreira Rosa (Fado Cravo)


The Nightingale (Luscinia megarhynchos), also known as Rufous and Common Nightingale, is a small passerine bird that was formerly classed as a member of the thrush family Turdidae, but is now more generally considered to be an Old World flycatcher, Muscicapidae. It belongs to a group of more terrestrial species, often called chats.

Culture
-The Nightingale is the national bird of Iran.
-The love of the nightingale to the rose is also widely used, often metaphorically, in
Turkish literature (especially in poems of the Ottoman period) as well as in Persian literature.
-John Keats' poem "Ode to a Nightingale" responds to the beauty of the nightingale's song.
-"Know Why the Nightingale Sings" is a song by
Nightwish.
-"
The Nightingale" is a poem by Samuel Taylor Coleridge.
-"
The Frog and the Nightingale" is a poem by Vikram Seth.
-"
The Nightingale" is a story by Hans Christian Andersen
-Le rossignol is an opera by Igor Stravinsky based on the Andersen tale.

-Stravinsky then adapted the opera into a symphonic poem called Le Chant du rossignol.
-The soprano
Jenny Lind was nicknamed the Swedish Nightingale.
-In Oscar Wilde's short story "
The Nightingale and the Rose", a Nightingale sacrifices itself to create a red rose for a student.
-Ottorino Respighi included a recording of the nightingale's song in the third movement of his symphonic poem The Pines of Rome.
-A
Provençal folk song, "The Nightingale Which Flies", inspired Tchaikovsky when composing his Humoresque opus 10-2.
A Nightingale Sang in Berkeley Square is the name of a popular song and film.
"
Bianca Among the Nightingales" is a poem by Elizabeth Barrett Browning
"The Three Nightingales" was a vaudeville singing trio with the
Groucho and Gummo Marx and Mabel O'Donnell.
"
Sweet Nightingale" is a Cornish folk song which probably dates from the Seventeenth Century, and is said to be a translation from the ancient Cornish language.
"
Persephone" has a song named "the Nightingale's Lament" .
"
Sarojini Devi Naidu" was referred to as "the Nightingale of India" for her melliflous voice.


12 de julho de 2008

Filhos Raianos


que água é essa que te cobre o ventre, irmão,e no momento em que as cegonhas pretas trespassa mas montanhas, gritas, ó vago rumor.que terra levas à boca e proferes o sanguedos nossos antepassados, as metáforas nas mãos, o centeio, os livros amontoados no dorso dos nossos inúmeros quartos. que risco é esse na tua pele?que lume é esse que te repousa na asa de um pássaro, corvo marinho e a sua réstia me levade encontro ao cerrar da voz e do olhar da nossa mãe,com que vimes chicoteias o corpo dos filhos que um dia teremos, qual a água que lhes cobrirá as feridas, a última nudez?!



8 de julho de 2008

Portugueses não descobriram os Açores, defende novo romance


O investigador Joaquim Fernandes, da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, lança terça-feira o romance «O Cavaleiro da Ilha do Corvo», onde defende, baseado em factos reais, que a descoberta do arquipélago dos Açores ocorreu muito antes da chegada dos portugueses.
O professor universitário recorda como os navegadores portugueses que chegaram à pequena ilha do Corvo, nos Açores, em meados do século XV, encontraram ali uma intrigante estátua de pedra, representando um cavaleiro com traços característicos do norte de África.
A notícia, normalmente ignorada nos relatos oficiais, tem no entanto uma fonte histórica autorizada: Damião de Góis (1502-1574), o grande humanista português do Renascimento, que descreve, com algum detalhe, no capítulo IX da sua Crónica do Príncipe D. João, escrita em 1567, as circunstâncias em que o inesperado monumento - «antigualha mui notável», como lhe chama - foi achado no noroeste da pequena ilha, a que os mareantes chamavam «Ilha do MarO cronista refere que a descoberta ocorreu no período a que classificou de «nossos dias», ou seja, no seu tempo de vida, provavelmente entre os finais do século XV e os inícios de XVI, no decurso do reinado de D. Manuel I e durante as primeiras tentativas de colonização da ilha do Corvo.
O monumento era «uma estátua de pedra posta sobre uma laje, que era um homem em cima de um cavalo em osso, e o homem vestido de uma capa de bedém, sem barrete, com uma mão na crina do cavalo, e o braço direito estendido, e os dedos da mão encolhidos, salvo o dedo segundo, a que os latinos chamam índex, com que apontava contra o poente.
«Esta imagem, que toda saía maciça da mesma laje, mandou el-rei D. Manuel tirar pelo natural, por um seu criado debuxador, que se chamava Duarte D'armas; e depois que viu o debuxo, mandou um homem engenhoso, natural da cidade do Porto, que andara muito em França e Itália, que fosse a esta ilha, para, com aparelhos que levou, tirar aquela antigualha; o qual quando dela tornou, disse a el-rei que a achara desfeita de uma tormenta, que fizera o Inverno passado», refere o cronista.
«Mas a verdade foi que a quebraram por mau azo; e trouxeram pedaços dela, a saber: a cabeça do homem e o braço direito com a mão, e uma perna, e a cabeça do cavalo, e uma mão que estava dobrada, e levantada, e um pedaço de uma perna; o que tudo esteve na guarda-roupa de el-rei alguns dias, mas o que depois se fez destas coisas, ou onde puseram, eu não o pude saber», acrescenta.
A este estranho monumento juntou-se a descoberta, no século XVIII, de um não menos perturbador vaso de cerâmica, achado nas ruínas de uma casa, no litoral da mesma ilha, repleto de moedas de ouro e de prata fenícias, que, segundo numismatas da época e não só, datariam de, aproximadamente, entre os anos 340 e 320 antes de Cristo.
As descobertas fabulosas não se ficaram por aqui: viajantes estrangeiros, no decurso do século XVI, alegaram ter encontrado inscrições supostamente fenícias de Canaã (Palestina), numa gruta da ilha de S. Miguel. Por fim, em 1976, nesta mesma ilha, haveria de ser desenterrado um amuleto com inscrições de uma escrita fenícia tardia, entre os séculos VII e IX da era cristã.
Todas estas perplexidades levaram Joaquim Fernandes, autor de vários ensaios sobre as aparições de Fátima e o fenómeno OVNI, a enveredar pela via do romance e escrever «O Cavaleiro da Ilha do Corvo».No romance, o autor refere um testemunho que reforça de modo evidente o relato de Damião de Góis: um mapa dos irmãos Pizzigani, de 1367, descoberto em Parma um desenho, uma forma de aviso, com uma legenda em latim onde se diz: «Estas eram as estátuas diante das colunas de Hércules...» Ora esse desenho está colocado à latitude dos Açores, no meio do Atlântico, sugerindo a tradição das Estátuas como marcos-limites do oceano navegável ou conhecido e serviriam para avisar os perigos que corriam os navegadores mais ousados.
Diário Digital / Lusa

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay