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14 de agosto de 2009

Aves roubadas de museu podem ser para isco de pesca

No caso do assalto à colecção de ornitologia do Museu de História Natural em Tring, Hertfordshire (Inglaterra), os detectives suspeitam que as aves raras roubadas poderão ser utilizadas para iscos de pesca ou para acessórios e vestuário, segundo o jornal The Guardian.
O assalto, que ocorreu no dia 24 de Junho, resultou no desaparecimento de 229 exemplares «insubstituíveis», alguns com mais de 100 anos, mas ainda com a plumagem – de cores vivas – muito bem conservada, com penas que chegavam a atingir um metro de comprimento.
Os animais eram provenientes da América Central e do Sul, e da Nova Guiné. As fêmeas, que apresentam plumagem castanha, não foram roubadas.
Por trás do roubo podem estar coleccionadores. Mas não só», disse o inspector da polícia Fraser Wylie, responsável pela investigação, que explicou que as penas podem ser empregues na pesca, como isco, pela sua natureza e pela sua cor; ou no sector do vestuário e da joalharia. Para o director científico do museu, Richard Lane, os espécimes tinham grande importância histórica e podem ser impossíveis de substituir. «Esta é a colecção de todo um país. Estas aves são extremamente raras: são raras nas colecções e ainda mais na Natureza. A nossa principal prioridade é cooperar com a polícia para que estes espécimes sejam devolvidos, a fim de serem usados pelas futuras gerações de cientistas», acrescentou.
«O conhecimento que obtemos destas colecções pode ajudar a proteger espécies ameaçadas e a responder a questões sobre a biodiversidade do mundo que nos rodeia», explicou Lane.
Os ladrões deixaram para trás, no entanto, os espécimes mais valiosos: os tentilhões recolhidos por Charles Darwin nas ilhas Gálapagos.
Trata-se de «um crime muito pouco comum», disse Wylie. «Estamos empenhados em recuperar as aves, que fazem parte da nossa herança nacional, e em identificar os responsáveis pelo seu desaparecimento», assegurou.
O Museu de História Nacional britânico conta com 70 milhões de espécimes recolhidos ao longo de 350 anos. A colecção de Tring, que foi transferida para o local na década de 1970, é uma das maiores do mundo, com cerca de 750 mil aves que englobam 95% da totalidade de espécies conhecidas.
Diário Digital

24 de junho de 2009

Contaminação luminosa impede 99% da UE de ver a via láctea


A contaminação luminosa já impede 99 por cento dos europeus de ver a via láctea desde as suas casas, segundo vários cientistas que hoje apresentaram em Sevilha (Espanha) a iniciativa Starlight, para combater o problema.
A iniciativa, impulsionada pelo Instituto Astrofísico das Canárias (Espanha) foi apresentada na 33ª reunião do Comité do Património Mundial da UNESCO, que está a decorrer em Sevilha.
A organização pretende que a iniciativa Starlight se alargue a nível internacional, especialmente a espaços naturais protegidos, a que dará certificados que confirmem estar livres desta contaminação.

16 de maio de 2009

Detectada cocaína e LSD no ar em Madrid e Barcelona



Investigadores espanhóis detectaram vestígios no ar de cocaína e LSD, juntamente com outras três drogas, nas cidades de Madrid e Barcelona.
O Conselho Superior Científico de Investigação, um organismo governamental, publicou no seu site um relatório que denuncia vestígios de anfetaminas, opiáceos, substâncias derivadas da cannabis e LSD no ar de Madrid e Barcelona. No entanto, a entidade descarta haver motivo para alarme.
«Nem mesmo se vivêssemos durante mil anos iríamos inalar o equivalente a uma dose de cocaína através do ar», segundo Miren Lopez de Alda, um dos autores do estudo.
Ainda segundo o grupo científico, «em nenhum caso se podem considerar estes níveis como representativos da qualidade do ar nestas duas cidades».
Em Madrid, os testes foram realizados junto a um edifício em ruínas frequentado por traficantes de droga. E, tanto em Madrid como em Barcelona, os estudos foram conduzidos próximo a universidades.
O grupo refere ainda ter encontrado concentrações mais elevadas das referidas drogas ao fim-de-semana, o que sugere que o consumo é maior nestes períodos.
sexta-feira, 15 de Maio de 2009 15:54
Diário Digital

6 de maio de 2009

Açores: Abastecimento de água restabelecido na Terceira


O Governo Regional dos Açores anunciou hoje que foi restabelecido o abastecimento de água aos agricultores da Bacia Leiteira do Paul, ilha Terceira, assegurando que estão a ser tomadas medidas para evitar que se repitam os cortes no fornecimento.
«O abastecimento de água à pecuária nas zonas do Pico do Vime e Ginjal, na Bacia Leiteira do Paul foi restabelecido ao fim da tarde de terça-feira», refere uma nota de imprensa divulgada pela Secretaria Regional da Agricultura e Florestas.
Segundo o executivo açoriano, «as interrupções verificadas deveram-se ao insuficiente abastecimento dos sistemas e redes» com origem na nascente do Cabrito, «o que obrigou à sua ligação à Lagoa do Cabrito».
A nota surge na sequência dos problemas surgidos desde o passado fim-de-semana, que fizeram recear uma repetição da situação ocorrida no ano passado, quando foi necessário proceder a cortes no abastecimento devido à falta de água.
Os últimos dados disponíveis indicam que a pluviosidade nos primeiros meses deste ano é 75 por cento inferior à registada em igual período do ano passado, o que originou uma quebra de 30 por cento nos caudais das nascentes.

Para ultrapassar a situação, a secretaria regional da Agricultura salientou que foram convidadas duas empresas especializadas para a realização de «dois furos de sondagem e captação, que serão efectuados nos lugares de Cabouco do Cume e Cabrito», acrescentando que as propostas estão «em fase de análise».
Nesse sentido, espera que os furos possam ser executados no mais curto espaço de tempo possível, estimando que possam estar a funcionar em Agosto, quando se regista a maior carência de água.
Diário Digital / Lusa

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay