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29 de setembro de 2008

Festa do Cinema Francês começa quinta-feira em Lisboa


A 9ª Festa do Cinema Francês começa quinta-feira em Lisboa, com a apresentação do filme «Mulheres de Guerra», dando início a uma programação que inclui 45 longas-metragens e se prolonga até 2 de Novembro.

Lisboa, Almada, Coimbra, Porto e Faro são as cidades que vão acolher a Festa do Cinema Francês, que vai apresentar 25 filmes em antestreia nacional.
Este ano a Festa instituiu um Prémio do Público para filmes que não tenham sido adquiridos pelos distribuidores portugueses.

Nove filmes vão competir pelo prémio, que atribui 5 mil euros ao distribuidor que compre a obra vencedora, explicou Elsa Cornevin, do Instituto Franco-Português, que organiza a mostra.
Para além da secção principal, foram criadas duas novas secções - «Cannes em Portugal», uma homenagem aos 40 anos da Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, e «Paris-Lisboa», que apresenta filmes rodados nas duas cidades, numa parceria com a Cinemateca Portuguesa.

Em Lisboa, a mostra prolonga-se até 12 de Outubro e os filmes serão exibidos no cinema São Jorge, na Cinemateca e no Instituto Franco-Português.
O filme de abertura, «Mulheres de Guerra» Les Femmes de l'ombre»), do realizador Jean-Paul Salomé, é uma história passada durante a Segunda Guerra Mundial e centrada em cinco mulheres.
Sophie Marceau, Julie Depardieu e Déborah François fazem parte do elenco deste filme cuja acção decorre em 1944.
A personagem central é Louise (interpretada por Sophie Marceau), uma figura próxima da resistência que embarca para Londres após o assassínio do marido e é recrutada pela Special Operations Executive (SOE), um agência de informação secreta criada por Churchill para sabotar as acções do exército nazi.
Louise tem como primeira missão o resgate de um agente britânico detido, numa operação que conta com o apoio de outras quatro mulheres.
O realizador e a actriz Déborah François vão estar presentes na exibição do filme.
No dia seguinte, no cinema São Jorge, será exibido o documentário «Les LIP, l'imagination au pouvoir».
Christian Rouaud, realizador do filme, desloca-se a Portugal para um debate sobre «A Herança de Maio de 68» que se realiza logo a seguir ao filme e contará com a participação dos jornalistas Nuno Pacheco e Maria Antónia Palla.

«Promets-Moi», de Emir Kusturica, uma co-produção Sérvia/França, faz igualmente parte da programação, sendo apresentado no dia 11 em Lisboa, 18 em Coimbra e 25 no Porto.
«Le Silence de Lorna», de Jean-Pierre Dardene e Luc Dardenes, encerra o festival em Lisboa a 12 de Outubro, dia em que será anunciado o vencedor do Prémio do Público.
«A Turma» («Entre les Murs» no original), vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes, será apresentado a 29 de Outubro como filme de abertura do festival na cidade de Faro (onde decorre até 2 de Novembro).
O filme, realizado por Laurent Cantet, estreia no dia 30 de Outubro nas salas de cinema portuguesas.


Em Almada, serão exibidos 10 filmes de 8 a 12 de Outubro, com «Le Fils de l'epicier», de Eric Guirado, a abrir a programação.

No Porto, a Festa do Cinema Francês decorre de 21 a 26 de Outubro e em Coimbra será de 13 a 18 de Outubro.

Claire Simon, realizadora da comédia dramática «Les Bureaux de Dieu», um filme integrado na secção «Cannes em Portugal», é outra das convidadas desta edição, bem como Olivier Père, que realizou «Le Voyage aux Pyrénnées», filme de abertura desta secção.
«Belarmino», de Fernando Lopes, e «Canção de Lisboa», de José Cottineli Telmo, são obras portuguesas integradas na secção «Paris-Lisboa», onde também pontua «Dans la ville blanche», de Alain Taner.

Durante a Festa do Cinema Francês, a Cinemateca dedica o ciclo Divas às Matinées a actrizes francesas como Catherine Deneuve, Jeanne Moreau ou Simone Signoret.
Diário Digital / Lusa

18 de agosto de 2008

França: Gravuras de Paula Rego patentes em Nîmes


(Purification at the Temple, Paula Rego, 2002)
França: Gravuras de Paula Rego patentes em Nîmes Mais de 200 gravuras produzidas por Paula Rego entre 1954 e a actualidade estão em exposição na Escola superior de Belas Artes da cidade francesa de Nîmes, noticiou hoje o jornal Le Monde.
Num texto sobre a exposição, o crítico de arte Philippe Dagen saúda a iniciativa e observa que esta «deveria suscitar o projecto de uma retrospectiva» da pintura da artista plástica portuguesa, sem o que «será necessário continur a ir vê-la à Tate [Gallery] em Londres».
A arte de Paula Rego - escreve - «ostenta sem receio a sua profunda bizarria e a sua ironia perversa, qualidades que sabemos serem mais apreciadas do outro lado da Mancha. Ora bizarro e irónico são adjectivos fracos para qualificar a obra, seja do ponto de vista da sua execução ou dos seus motivos».
Paula Rego, segundo Dagen, «desenha sem esforço tudo o que lhe agrada desenhar, desde o corpo humano ao bestiário mais variado, a interiores extravagantemente mobilados e paisagens nocturnas», representações que «são perturbadas por rupturas de escala, desproporções inexplicáveis, casos de gigantismo e de nanismo que tanto afectam objectos e animais como coisas».
Na opinião do crítico, o que a artista procura são «formulações súbitas e sem concessões do assombro e da repulsa que sente face ao mundo actual, as suas ostentações mentirosas e as suas dores secretas».
Dá como exemplo as gravuras das «Abortion Series» (séries sobre o aborto), que «infligem ao espectador golpes repetidos e não o poupam a nenhuma miséria, dureza que a artista reivindica nas suas declarações como uma exigência moral e política, a do seu declarado feminismo».
A exposição, intitulada «Paula Rego, rétrospective de l´oeuvre graphique» - «Paula Rego, retrospectiva da obra gráfica», estará patente ao público até 21 de Setembro.
Diário Digital / Lusa

12 de agosto de 2008

O menino, O Pássaro e a rosa...








Num sítio longe, não sei bem dizer onde, existia uma menina um menino e um pássaro...eram grandes amigos. Estudavam juntos, admiravam-se, mas...eram de familias "DIFERENTES", ela tinha pais ricos e influentes na sociedade, ele era pobre, de familia humilde...mas isso não afectava aquela verdadeira amizade! Como animal de estimação o menino tinha um pássaro, não um pássaro qualquer, era o seu melhor amigo e confidente.
Passaram uns anos....
Acabaram as aulas, aproxima-se o verão. Os pais da menina organizaram uma festa muito importante para comemorar o fim das aulas e para apresentar a filha á sociedade, pretendiam com esta festa arranjar um noivo para a filha também rico e bem sucedido. Claro que a menina não queria saber dessas modernices, é óbvio que não queria que os pais lhe escolhessem um noivo...então fez uma exigência, a festa iria se chamar a festa da rosa vermelha, e casaria com aquele que lhe trouxesse a rosa vermelha mais bela que alguma vez vira no mundo inteiro... uma exigência tão excêntrica correu toda a região...chegou aos ouvidos do seu amigo de infância que desesperou...pois acontecia que ele gostava dela para além da amizade embora nunca lho tenha dito com vergonha, por saber que seria impossível chegar a um amor quase impossível de ser aceite pela familia dela...porém, esta era a sua oportunidade...uma rosa vermelha, só tinha de arranjar a rosa vermelha mais bela do mundo...correu para junto do seu amigo pássaro e contou o que se estava a passar, muito choroso, pois no sítio onde se encontrava não existem rosas vermelhas...teria de correr o mundo para a encontrar e como era pobre isso era impossível...o seu amigo jurou que iria trazer a rosa mais bela do mundo e vermelha, voou, voou, perguntou aqui e ali onde poderia encontrar a rosa mais bela para brindar um belo amor. nada, não encontrou nada, voltou para junto do seu amigo e deu a grave noticia...grave, pois na sua viagem tinha ouvido dizer que um jovem rico iria levar a rosa vermelha mais bela á festa, com intenção de casar com a menina...o seu amigo caíu num pranto desmedido, acusando o pássaro de lhe ter jurado que lhe iria arranjar a rosa e que não seria mais seu amigo se não o fizesse... o pássaro não tinha mais ninguém...aquela amizade era tudo para ele...partiu em busca da rosa...voou, voou, perguntou aqui e ali novamente, até que chegou a um roseiral onde todas as rosas eram belas, mas brancas...perguntou onde poderia encontrar a mais bela, talvez esta lhe pudesse dizer onde encontrar uma rosa vermelha e bela como ela decerto que conhecia muitas rosas...foi alertado, de que a mais bela era também a mais vaidosa e má...este ignorando esta afirmação procurou-a e realmente era linda!!! a mais bela rosa que já tinha visto...confrontou-a com a situação, esta sorriu e aproveitando-se da situação, disse-lhe que sabia onde encontrar a rosa vermelha mais bela do mundo, mas até que ponto é que ele pretendia adquirir e o preço que lhe iria custar...o pássaro queria mesmo voltar com a rosa para voltar a ter o seu amigo de volta, era tão importante para ele...a rosa sorriu, sarcástica, e disse que só havia uma maneira...para ele derramar umas gotas de sangue sobre ela que iria ficar ainda mais bela, a mais bela do mundo e vermelha cor de sangue... só tinha de espetar o seu pequeno coração num dos picos para que isso acontecesse... o pássaro assustado não queria desiludir o amigo e concordou com as condições...tudo começou, a rosa vaidosa queria ficar cada vez mais vermelha, mais bela, então dizia para ele espetar bem fundo, mais fundo, que estava quase...o pobre pássaro ia ficando cada vez mais fraco, tinha ainda de voar para junto do amigo com a rosa tão esperada...mais fundo dizia ela, realmente tornou-se na rosa vermelha mais bela do mundo, o sacrifício do pássaro fora bem sucedido, fraco...sem a cor com que ali tinha chegado, colheu a mais bela flor e voou, voou, cambaleante e foi cair nas mãos do seu amigo, mas...sem vida... todo o seu sangue tornava aquela rosa especial, não desiludiu o seu grande amigo, feliz deixou-se desfalecer de vez...o menino viu a rosa e correu, contente com a ânsia de conseguir o que sempre tinha sonhado, triste por ter perdido o seu amigo, o seu melhor amigo, correu para chegar a tempo de ser o primeiro....
Para seu grande desgosto, não correu o suficiente...quando lá chegou a festa já tinha acabado...o rapaz rico convenceu toda a agente de que não valia a pena esperar mais pois ninguém iria levar mais uma rosa vermelha, aquela tinha sido criada em estufa especial e tinha vindo de um país distante...ali não haviam rosas vermelhas. Ao longe só pode vislumbrar a menina encantada com a mais bela rosa vermelha, a mais bela do mundo...com o seu noivo rico e os seus pais felizes...perdeu-a, ele perdeu-a para sempre não queria acreditar...podia ir lá, mas... não tinha coragem, já não valia a pena...ele até lhe podia ter dito, mas desistiu, nunca iria saber se ela tinha sentido o mesmo...

olhou para as suas mãos e então percebeu o erro que tinha cometido, a rosa vaidosa disse-lhe que tinha sabido bem ser a mais bela, pois tinha realizado o seu sonho nem que fosse só por momentos, mas que o seu amigo já não iria ali estar e que ele tinha perdido algo muito especial, uma amizade eterna... o pássaro tinha provado o amor incondicional que sentia por ele, mas ele cego desdenhou a coisa mais importante, eterna e valiosa, perdeu o que nunca mais iria recuperar..o seu melhor amigo e confidente pássaro...ele partiu pela felicidade do amigo, sabia que se conseguisse entregar a rosa o mesmo iria ser feliz para sempre com a mulher que amava, não iria ficar só!
a chorar... correu, correu, ainda o tentou reanimar...mas...em vão!! Tinha desaparecido para sempre...e agora estava só...tudo quis, tudo perdeu e acima de tudo a consciência nunca o deixou esquecer aquele pequeno pássaro ingénuo com o mais belo sentimento e coração do tamanho do mundo...o mais belo do mundo......restou apenas enterrar o seu amigo sem vida, por baixo daquela árvore especial onde brincavam, onde falavam sobre tantas coisas...nem sempre uma história tem um final feliz...

Caros Amigos esta história é uma ironia??....Podemos tirar vários ensinamentos....várias morais...Deixo ao vosso critério...Afinal...Cada um sente à sua maneira! Mas nunca se esqueçam de olhar à volta , a felicidade pode estar mais perto do que pensam e ser aquilo quem menos esperam...


8 de agosto de 2008

Exhibition fuses botany and ornithology with contemporary art


An exhibition that fuses ornithology, botany and contemporary art has commandeered one of the biggest galleries in the capital.
Fiona Hall's new exhibition is a retrospective that spans almost 40 years of work.
Her exhibition Tender is made from 3,000 shredded American one dollar notes and each hand-woven creation is an exact copy of various bird's nests.
"In a sense my work's got one foot in the science camp in that a botanist or an ornithologist could look at the work, and say it's a such and such," Fiona Hall says.
And if one foot is in the science camp, the other is firmly embedded in exploring environmental issues and the effects of consumerism.
"It's just amazing how seductive everyday materials which we then throw away are," Ms Hall says. "And of course now we're thinking, rethinking the packaging of all the commodities we use and that in itself is really interesting."
Ms Hall's multimedia exhibition Forcefield broke record attendance numbers when it showed in Sydney, so Wellington's City Gallery had no qualms giving her the entire gallery - an honour which has gone to only three other artists in the past eight years.
"Fiona Hall is only a mid-career artist," City Gallery director Paula Savage says. "But we feel that she can be taken in the same breath as the other greats of contemporary art."
The Australian artist has spent the last 40 years paying close attention to nature and is drawn to the fragility of New Zealand's flora and fauna - especially species which can no longer be heard.
"It just goes to show what a cacophony the New Zealand birds used to make and how minimal it is now," Ms Hall says.
Forcefield is on show in Wellington until October 19.
3 News

20 de abril de 2008

Para todos os criadores ! for all breeders!






después de vivir un sigloes como descifrar signossin ser sabio competentevolver a ser de repentetan frágil como un segundovolver a sentir profundocomo un niño frente a Dioseso es lo que siento yoen este instante fecundo.Se va enredando, enredandocomo en el muro la hiedray va brotando, brotandocomo el musguito en la piedracomo el musguito en la piedraAy, si, si, si.Mi paso ha retrocedidocuando el de ustedes avanzael arco de las alianzasha penetrado en mi nidocon todo su coloridose ha paseado por mis venasy hasta la dura cadenacon que nos ata el destinoes como un diamante finoque alumbra mi alma serena.Lo que puede el sentimientono lo ha podido el saberni el más claro procederni el más ancho pensamientotodo lo cambia el momentocuál mago condescendientenos aleja dulcementede rencores y violenciassolo el amor con su ciencianos vuelve tan inocentes.El amor es torbellinode pureza originalhasta el feroz animalsusurra su dulce trinodetiene a los peregrinoslibera a los prisionerosel amor con sus esmerosal viejo lo vuelve niñoy al malo sólo el cariñolo vuelve puro y sincero.De par en par la ventanase abrió como por encantoentró el amor con su mantocomo una tibia mañanaal son de su bella dianahizo brotar el jazmínvolando cual serafínal cielo le puso aretesy mis años en 17 los convirtió el querubín.










Violeta del Carmen Parra Sandoval (San Carlos, 14 de outubro de 1917 — Santiago do Chile, 5 de fevereiro de 1967) foi uma compositora, cantora, artista plástica e ceramista chilena, considerada a mais importante folclorista daquele país e fundadora da música popular chilena.
Nasceu em San Carlos, província de Ñuble. Realizou seus estudos escolares até o segundo ano do secundário, abandonando-os em 1934, para trabalhar e cantar com seus irmãos em bares e circos, desenvolvendo uma importante carreira musical, como autodidata, a partir dos 9 anos.
Em 1938, casou-se pela primeira vez e dessa união, teve dois filhos, Isabel e Ángel, que também viriam a se tornar compositores e intérpretes importantes.
Viveu em Valparaíso entre 1943 e 1945, e voltou a Santiago, para cantar junto com seus filhos Em 1949 voltou a se casar e teve duas filhas dessa nova união. Em 1952 começou a pesquisar as raízes folclóricas chilenas e compôs os primeiros temas musicais que a fariam famosa. Em 1954, quando já tinha o seu próprio programa de rádio, começou um rigoroso estudo das manifestações artísticas populares. Durante o ano de 1955 visitou a União Soviética, Londres e Paris, cidade onde residiu por dois anos. Realizou gravações para a BBC e os selos Odeón e "Chant du Monde". Em 1957 radicou-se em Concepción, voltando a Santiago no ano seguinte para começar sua produção plástica. Percorreu todo o país, recopilando e difundindo informações sobre o folclore. Em 1961 mudou-se para a Argentina, onde fez grande sucesso com suas apresentações. Voltou a Paris e ali permaneceu por três anos, percorrendo várias cidades da Europa, destacando-se suas visitas a Genebra. Em 1965 voltou ao Chile, viajou para a Bolívia e ao regressar a seu país, instalou uma grande tenda na comuna de La Reina, com o plano de convertê-la em um centro de referência para a cultura folclórica do Chile, juntamente com os filhos, Ángel e Isabel, e os folcloristas Patricio Manns, Rolando Alarcón e Víctor Jara, entre outros. No entanto, a iniciativa não obteve sucesso.
Emocionalmente abatida pelo fracasso do empreendimento e pelo dramático final de um relacionamento amoroso, Violeta Parra suicidou-se em 5 de fevereiro de 1967, na tenda de La Reina.

"Si calla el cantor" , Mercedes Sousa, Horacio Guarany


26 de fevereiro de 2008

Dulce Pontes actua em Moscovo a 1 de Março


Dulce Pontes actua em Moscovo pela primeira vez, na Casa Internacional da Música, no próximo dia 1 de Março, foi hoje anunciado.
«Será a primeira vez que cantarei em Moscovo. Este ano estive já na Bulgária, onde fui muito bem recebida. Na Rússia actuarei com a minha banda e irei apresentar essencialmente os temas do meu último álbum, O coração tem três portas», disse a artista à Lusa.
Agendados estão também espectáculos noutros países, nomeadamente, dia 19, no México, no Festival Cultural de Zacatecas e dia 29 no Victoria Hall em Genebra.
«Se pudesse tirava umas férias», desabafou a cantora, que tem tratado de «cada um dos licenciamentos para a edição e distribuição do álbum nos diferentes países».
«A minha empresa, a Ondeia, fez um acordo com espanhola Resistência, e a partir de Espanha estamos a fazer os diferentes contactos», precisou.
A intérprete de «Lusitânia paixão» indicou estar a «relançar» o álbum no mercado nacional depois do desaparecimento da editora Zona Musica, com a qual tinha feito o licenciamento inicial.«O coração tem três portas» foi editado em Novembro de 2006 e inclui dois CD e um DVD em que a cantora, pela primeira vez, «assume em pleno» a produção, propondo uma viagem pela música portuguesa.
«É um trabalho experimental que é um caminho na busca da música pura», qualificou à Lusa Dulce Pontes, afirmando querer «tomar em mãos toda gestão da carreira».
A banda que acompanha a cantora é constituída por Óscar Viana (oboé), Amadeu Magalhães (viola braguesa, guitarra acústica, gaita de foles mirandesa e flauta medieval), José Soares (guitarra acústica), Filipe Lucas (guitarra portuguesa), Paulo Feiteira (viola de fado), Beto Betuk (percussão) e David Zacarias (violoncelo e baixo acústico).
«As três portas são a música popular de Portugal, o fado e a música de Coimbra, onde pesquisei mais e fiz umas subtis ligações à música medieval», explicou a cantora.Entre os temas que interpreta nestes espectáculos conta-se «O meu menino é de oiro», que marca a presença coimbrã.
Nos arranjos, procurou «aproximar» a canção «da música medieval», que admira.
Uma outra área é «a música tradicional portuguesa, que é muito rica» e cujas «sonoridades» gosta de «explorar», tratando-as «com delicadeza nos arranjos».
Da música tradicional surgem neste trabalho temas como «Resineiro», que José Afonso popularizou, ou um remix em que interpreta «Cantiga da azeitona», «São João» e «Aboio».
Na área do fado, Dulce Pontes recupera «Ovelha negra», do repertório de Beatriz da Conceição, «Cigano», criado por Berta Cardoso, «Velha tendinha», de Hermínia Silva, e, do repertório de Amália Rodrigues, «Maldição», «Não é desgraça ser pobre», «Há festa na mouraria» e «É da torre mais alta».
Nestes espectáculos há fados tradicionais que a artista canta com novas letras de sua autoria, casos de «Palhaços encapuçados» e «Passa ou não passa».Para o Verão, tem agendado um conjunto de espectáculos em Espanha com Estrella Morente, o primeiro dos quais a 17 de Julho em Córdova.
Diário Digital / Lusa

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay