Mostrar mensagens com a etiqueta Moçambique. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Moçambique. Mostrar todas as mensagens

19 de março de 2009

Moçambique: Começam filmagens de «O Último Voo do Flamingo»

Marracuene, uma pequena vila a poucos quilómetros de Maputo, vive desde hoje dias diferentes. Palavras como «acção», «silêncio» ou «corta» vão ser das mais ouvidas durante seis semanas, nas filmagens de «O Último Voo do Flamingo».

A agitação começou às sete horas de quarta-feira, quando a equipa de filmagens, dirigida pelo realizador moçambicano João Ribeiro, cortou uma rua com fitas brancas e vermelhas e começou a filmar a história de misteriosas mortes de soldados das Nações Unidas, que o escritor também moçambicano Mia Couto conta no livro «O último voo do flamingo».
A história de Mia Couto passa-se em Tizangara, uma pequena vila, como Marracuene, do interior de Moçambique, poucos meses depois do fim da guerra civil, onde cinco misteriosas explosões matam outros tantos soldados da missão de paz da ONU, restando deles apenas o pénis e os capacetes azuis É daí que parte Mia Couto para contar depois a história do oficial de investigação, o italiano Massimo Risi, de Joaquim, o tradutor que na verdade não sabe línguas, de Temporina, uma mulher velha de corpo jovem, ou de Ana Deus queira, a prostituta da vila. Mas também a história de lutas entre o poder local e tradicional, entre a sociedade ocidental e africana, de mistérios e crenças.
Em Marracuene, hoje, uma pequena multidão assistia atentamente aos primeiros momentos dessa história, a maior parte jovens, sorrisos envergonhados, contentes com a novidade na terra e alguns ainda sem saber o que viam. «Pensei que estavam a gravar algum anúncio para a televisão».
E João Ribeiro mais atento ainda, boné e auscultadores, gritando ordens, mandando repetir cenas, dirigindo uma equipa que ao todo é composta por meia centena de pessoas, sem contar com os figurantes É sempre difícil adaptar uma obra literária ao cinema», conta à Lusa num intervalo, enquanto se mudam carris (onde corre a câmara de filmar) e se colocam os actores nos lugares certos.
E justifica: vem de um género para outro e essa mudança de género tem as suas consequências.

«Gosto das imagens que Mia Couto deixa passar através do texto. Este é o meu quarto filme com base em textos dele.
O texto do Mia é muito descritivo, uma pessoa lê e vê as imagens. Mas há factores como o som, a linguagem, as dimensões... temos de fazer opções e eu não posso e não tenho tempo nem meios para fazer tudo o que está no livro.
Por isso fiz as minhas opções, o público dirá se são boas», conta.
João Ribeiro fez até agora curtas-metragens e «O último voo do flamingo» é o primeiro grande filme, que quer ver nas salas de cinema antes do próximo Natal.
Mas há nove anos, diz, que tem o filme na cabeça, acrescentando depois que em Moçambique não é fácil fazer cinema, porque não se conseguem fundos, além de que «não há regra, nem lei, que facilite a vida» aos cineastas, «antes pelo contrário».
Com apoios essencialmente portugueses, argumento e produção de João Ribeiro e Gonçalo Galvão Teles (Fado Filmes), o filme tem como actores principais Carlo D´Ursi (italiano), Eliot Alex, Gilberto Mendes e Cândida Bila (moçambicanos), Cláudia Semedo (Portugal) e Adriana Alves (Brasil).
Hoje nem todos andavam por Marracuene, onde o dia começou com chuva e o sol nem apareceu. João terminou as filmagens ao início da tarde, embora, avisa, vá haver dias em que se trabalhará noite dentro.
Mas a festa em Marracuene, «uma vila parada no tempo, com todas as matizes de Tizangara», começou sem eles. Porque não é todos os dias que se assiste em directo à realização de um filme de um milhão de euros.

26 de fevereiro de 2008

Moçambique



Mozambique, officially the Republic of Mozambique is a country in southeastern Africa bordered by the Indian Ocean to the east, Tanzania to the north, Malawi and Zambia to the northwest, Zimbabwe to the west and Swaziland and South Africa to the southwest. It was explored by Vasco da Gama in 1498 and colonized by Portugal in 1505.
By 1510, the Portuguese had control of all of the former Arab sultanates on the east African coast. From about 1500, Portuguese trading posts and forts became regular ports of call on the new route to the east.
It is a member of the Community of Portuguese Language Countries and the Commonwealth of Nations. Mozambique (Moçambique) was named after Muça Alebique, a sultan.
Between the first and fourth centuries CE, waves of Bantu-speaking people migrated from the west and north through the Zambezi River valley and then gradually into the plateau and coastal areas. The Bantu were farmers and ironworkers.
When Portuguese explorers reached Mozambique in 1498, Arab commercial and slave trading settlements had existed along the coast and outlying islands for several centuries. From about 1500, Portuguese trading posts and forts became regular ports of call on the new route to the east. Later, traders and prospectors penetrated the interior regions seeking gold and slaves. Although Portuguese influence gradually expanded, its power was limited and exercised through individual settlers and officials who were granted extensive autonomy. As a result, investment lagged while Lisbon devoted itself to the more lucrative trade with India and the Far East and to the colonisation of Brazil.
By the early 20th century the Portuguese had shifted the administration of much of Mozambique to large private companies, like the Mozambique Company, the Zambezi Company and the Niassa Company, controlled and financed mostly by the British, which established railroad lines to neighbouring countries and supplied cheap – often forced – African labor to the mines and plantations of the nearby British colonies and South Africa. Because policies were designed to benefit Portuguese immigrants and the Portuguese homeland, little attention was paid to Mozambique's national integration, its economic infrastructure, or the skills of its population.
Cabo Delgado
Gaza
Inhambane
Manica
Maputo (city)
Maputo
Nampula
Niassa
Sofala
Tete
Zambezia

Também conhecido como bigodinho, trata-se, como o próprio nome indica, de um parente próximo do canário. Apesar do nome, esta ave não se limita em estado selvagem, à zona de Moçambique, ela ocorre por quase toda a África Central até ao Senegal. A diferenciação dos sexos é feita pela existência de um pequeno colar cinzento sobre o peito amarelo das fêmeas e pela coloração mais intensa e viva do macho. Os machos são regra geral mais ariscos e agressivos (para com os da sua espécie) e possuem um canto forte e melodioso. De porte relativamente pequeno, 11 cm, é uma ave que continua a ser importada de África, no entanto, após o período de aclimatação torna-se bastante resistente. Uma boa norma a ser seguida é a de se certificar de que as aves fazem exercício físico suficiente, de modo a evitar que fiquem demasiado pesadas. Para tal basta que colocar dois poleiros suficientemente afastados entre si por forma a que as aves tenha obrigatoriamente que voar para passar de um poleiro para o outro.
A alimentação desta ave consiste numa mistura para aves exóticas e não mistura para canários, deverá também ser disponibilizada verdura, pequenos pedaços de frutos (cuidado com os excessos), papa insectívora e/ou de ovo e grit. São também grandes apreciadores de espigas de painço.
A sua reprodução em cativeiro ocorre com muita frequência e com mais facilidade do que muitos esperariam. A incubação dos ovos é uma tarefa geralmente a cargo da fêmea e revelam-se muito zelosos com a prole. Para conseguir criar estas aves não é necessário um grande espaço, basta um normal viveiro de criação de canários com um ninho em forma de cesto colocado num local alto e protegido da gaiola, no qual a fêmea depositará entre dois a quatro ovos. É aconselhável retirar as crias quando estas já forem totalmente independentes, já que, na maior parte das vezes, deixam de ser toleradas pelo macho. Um casal em boas condições é capaz de criar várias ninhadas por ano.

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay