18 de maio de 2007

1868 -2007-Primeiro de Janeiro- Zona Animal








ZONA ANIMAL
A linguagem dos animais (III)
Prossigo nesta edição com um assunto tão interessante como é o da linguagem dos animais. Em geral, devemos ter algum cuidado quando nos acercamos deles, sejam cães, gatos ou outra qualquer espécie, sobretudo daqueles que não nos conhecem; é importante que os donos nos autorizem uma aproximação. Sem fazer gestos bruscos ou exuberantes, devemos falar-lhes de maneira carinhosa e pausada mas firme e sem mariquices, como lemos no texto anterior sobre este tema.Essa aproximação pode ser feita também oferecendo-lhes a nossa mão, com a palma virada para cima, de modo a que nos possam farejar. Ao acariciar um animal, particularmente aos que vemos pela primeira vez, devemos evitar tocar-lhes na zona do pescoço, orelhas ou focinho, dado serem os pontos mais débeis do animal e aqueles que os seus inimigos atacam primeiro.Comunicação não verbalHá outras formas de comunicação não verbal muito elaboradas, como são os casos dos animais que transmitem informação através da mudança de cor do seu corpo, dos odores ou de pequenos sinais luminosos, estes mais comuns nos animais marinhos. É só preciso estarmos atentos, observá-los bem e interpretar o seu comportamento, ao mesmo tempo que tentamos dar-lhes informação que eles também possam decifrar, principalmente através de gestos, posturas corporais ou tons de voz. Ainda que passe despercebido aos humanos, os animais também são capazes de detectar alguns dados sobre as nossas intenções através do nosso odor corporal, por exemplo.


Em resumo dos três textos que apresentei nestas colunas sobre a linguagem dos animais, pode-se concluir que, para além da linguagem falada, há outras formas de comunicação; mas algumas, acredito, estarão ainda por descobrir no mundo dos animais não humanos.




Zona Animal - Jornal Primeiro de Janeiro

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay