
O Museu do Oriente, que será inaugurado a 8 de Maio, anunciou um programa de actividades para os primeiros meses que inclui cinema, música, dança, teatro, além de três exposições, duas permanentes e uma temporária.
Nos quatro dias a seguir à inauguração, o Museu do Oriente, um desígnio da Fundação Oriente, que funcionará não apenas como museu, mas como um centro cultural, vai apresentar uma peça musical desenvolvida pelo pianista Mário Laginha, que convidou alguns instrumentistas orientais (do Vietname, da Índia e do Japão) para o acompanharem.
Música e danças tradicionais de Goa, música chinesa em instrumentos ocidentais e um espectáculo de marionetas são outros espectáculos que o Museu do Oriente, instalado num edifício construído nos anos 40 na zona portuária de Lisboa, vai apresentar nos primeiros dias.
Uma parte do Monstra - Festival de Animação de Lisboa também vai decorrer nas instalações do museu, de 10 a 18 de Maio, integrando alguns filmes de três cineastas japoneses: Osamu Tezuka, Hayao Myazaki e Koji Yamamura.
Do programa deste festival consta ainda um ciclo dedicado ao Oriente por cineastas do Ocidente
Nos quatro dias a seguir à inauguração, o Museu do Oriente, um desígnio da Fundação Oriente, que funcionará não apenas como museu, mas como um centro cultural, vai apresentar uma peça musical desenvolvida pelo pianista Mário Laginha, que convidou alguns instrumentistas orientais (do Vietname, da Índia e do Japão) para o acompanharem.
Música e danças tradicionais de Goa, música chinesa em instrumentos ocidentais e um espectáculo de marionetas são outros espectáculos que o Museu do Oriente, instalado num edifício construído nos anos 40 na zona portuária de Lisboa, vai apresentar nos primeiros dias.
Uma parte do Monstra - Festival de Animação de Lisboa também vai decorrer nas instalações do museu, de 10 a 18 de Maio, integrando alguns filmes de três cineastas japoneses: Osamu Tezuka, Hayao Myazaki e Koji Yamamura.
Do programa deste festival consta ainda um ciclo dedicado ao Oriente por cineastas do Ocidente
No início de Junho, o Museu do Oriente vai apresentar um espectáculo de teatro e outro de dança integrados no Alkantara Festival.
O Museu do Oriente tentou criar parcerias com eventos que já têm uma tradição na cidade, como é o caso destes festivais, apresentando «a componente oriental» da programação destes, explicou João Calvão, da Fundação Oriente, antes de uma visita guiada dos jornalistas ao edifício.
O Museu do Oriente tentou criar parcerias com eventos que já têm uma tradição na cidade, como é o caso destes festivais, apresentando «a componente oriental» da programação destes, explicou João Calvão, da Fundação Oriente, antes de uma visita guiada dos jornalistas ao edifício.
Um outro ciclo de cinema intitulado «Máscaras», que reúne um conjunto de seis filmes, decorrerá entre os dias 25 de Maio e 1 de Junho.
A partir de 18 de Junho, o cinema volta ao Museu do Oriente, desta vez com um ciclo «Viagens no Oriente», que apresenta alguns aspectos da realidade e da cultura de países como a Índia, Malásia, Tailândia e China.
A programação do primeiro mês do museu inclui também um espectáculo com a fadista Ana Moura, no dia 17.Quanto às exposições, o museu vai apresentar duas de carácter mais longo (quatro, cinco anos) - uma com 1.400 peças alusivas à presença portuguesa no Oriente (adquiridas pela Fundação ao longo de 20 anos) e outra com o título «Deuses na Ásia», que reúne 650 peças da colecção Kwok On (instrumentos musicais, marionetas, pinturas, porcelanas e lanternas, por exemplo).
Esta colecção é constituída por mais de 13 mil peças de arte popular de toda a Ásia, que serão expostas em ciclos.
Na galeria de exposições temporárias ficará durante seis meses a mostra «Máscaras da Ásia», composta por mais de 200 máscaras da Índia, Sri Lanka, Tailândia, China, Coreia e Japão.
A partir de Setembro haverá uma outra exposição temporária com obras de 20 jovens pintores chineses. Estão previstos cursos de línguas orientais, workshops de yoga, de cozinha vietnamita ou de «chá com arte», a par de actividades destinadas a crianças e de ateliês de pintura e caligrafia promovidos pelo serviço educativo.
O edifício da zona portuária de Alcântara foi totalmente remodelado para acolher as várias componentes do museu, num projecto que ficou a cargo dos arquitectos Carrilho da Graça e Rui Francisco. Há ainda um pequeno jardim concebido por Gonçalo Ribeiro Telles.
A área total é de 15.500 metros quadros e inclui seis pisos à superfície e uma cave, onde ficam instalados o centro de documentação e uma cafetaria.
Os três primeiros pisos são destinados às exposições, no terceiro piso ficam as reservas e áreas técnicas afectas ao acervo museológico e acima ficam o centro de reuniões (com cinco salas), o auditório com 360 lugares e um restaurante com vista sobre o Tejo.
Durante a visita ao edifício, foi possível observar o trabalho de restauro de um pagode em marfim, uma peça que se pensa ser de finais do século XVIII e que estará em exposição.
«É sobretudo um trabalho de paciência», resumiu a técnica encarregue da tarefa.
Diário Digital / Lusa
«É sobretudo um trabalho de paciência», resumiu a técnica encarregue da tarefa.
Diário Digital / Lusa