16 de abril de 2008

Editora de Coimbra reaparece com nova colecção de clássicos







A editora de Coimbra Angelus Novus apresenta na próxima sexta-feira, dia 18 de Abril, duas obras clássicas de autores portugueses, anotadas e comentadas, que inauguram uma nova colecção e marcam o seu relançamento editorial, após três anos de interregno.
A colecção, intitulada Biblioteca Lusitana, dirigida pelo docente universitário António Apolinário Lourenço, abre com os títulos «Mensagem», de Fernando Pessoa, e «Menina e Moça», de Bernardim Ribeiro. A primeira tem comentários e notas do próprio Apolinário Lourenço e a segunda está a cargo de Juan M. Carrasco González, professor da Universidade de Extremadura (Cáceres, Espanha).
O terceiro livro da colecção será «O Soldado Prático», de Diogo do Couto, editado por Ana María García Martín, da Universidade de Salamanca, a que se seguirão «Rimas» e «Os Lusíadas», de Camões (respectivamente editados por Maria do Céu Fraga e José Augusto Cardoso Bernardes).


Uma antologia da poesia trovadoresca (editada por dois especialistas galegos, Carlos P. M. Pereiro e Manuel Ferreiro), «Clepsidra», de Camilo Pessanha, uma antologia de «Trabalho Poético», de Carlos de Oliveira (por Osvaldo Silvestre), e de alguns autos vicentinos (editados por Pedro Serra e Ana María García Martín), farão igualmente parte da colecção.
A Biblioteca Lusitana incluirá os principais autores portugueses, como Camões e Fernando Pessoa, Eça de Queirós e Gil Vicente, Cesário Verde e Diogo do Couto, Vieira e Almeida Garrett. Entre os especialistas convidados para editarem as obras que integram esta colecção contam-se Ofélia Paiva Monteiro, Paulo Franchetti, José Augusto Cardoso Bernardes e Abel Barros Baptista.
Com esta colecção, a Angelus Novus pretende recuperar uma tradição de publicação de obras didácticas, seguindo um critério uniforme para todas elas, a que os estudiosos se submetem na elaboração de comentários e notas que acompanham cada uma.
«Sem querer tirar importância à colecção »Obras Clássicas da Literatura Portuguesa«, promovida pelo Ministério da Cultura e que envolve várias editoras, a verdade é que não há uma estratégia única nessa colecção e alguns livros não são sequer anotados, limitando o trabalho do editor a um prefácio ou um posfácio», realçou à agência Lusa António Apolinário Lourenço, da Faculdade de Letras de Coimbra.
As obras que integram a Biblioteca Lusitana - acrescentou - «são trabalhadas de acordo com regras muito precisas», e, por isso, haverá em todos os livros uma introdução, uma bibliografia selectiva e uma cronologia, para além do texto literário anotado. Conterá notas filológicas e notas interpretativas, «em que a fixação do texto é uma das tarefas mais importantes», enquanto a ortografia aparecerá modernizada.
Segundo António Apolinário Lourenço, as obras desta colecção dirigem-se preferencialmente a estudantes dos anos terminais do ensino secundário e do ensino superior, bem como a professores de português.
Os dois primeiros volumes da Biblioteca Lusitana serão lançados sexta-feira no Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra, e a apresentação estará a cargo de José Carlos Seabra Pereira e José Augusto Cardoso Bernardes.
Diário Digital / Lusa

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay