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Apresentação oficial 30 de Maio 22:00 h Espaço Celeiros, ÉvoraMúsica ao vivo com a Roda de Choro de Lisboa
Apresentação oficial 30 de Maio 22:00 h Espaço Celeiros, ÉvoraMúsica ao vivo com a Roda de Choro de Lisboa
No dia 30 de Maio, no Espaço Celeiros, é apresentado o Tocar de Ouvido - Festival Internacional de Música de Évora.
A partir das 22:00h, apresenta-se o festival e os seus objectivos: trazer a Portugal e à cidade de Évora, durante a Feira de São João, grandes nomes das músicas do mundo em concertos nocturnos e realizar oficinas de aprendizagem de instrumentos, durante o dia.Na apresentação poder-se-ão ver vídeos e conhecer melhor os grupos convidados: Dazkarieh, Sara Tavares, A Barca, Rabih Abou-Khalil, Leilía e Kepa Junkera.Para além disso, poderemos conhecer um pouco dos instrumentos que vão ser ensinados por alguns destes músicos, bem como pelos mais representativos músicos de tradição oral: Concertina do país Basco (Kepa Junkera e Artur Fernandes), Gaita-de-foles de Portugal (Joaquim Roque), Pandeiro do Brasil (Ari Colares; A Barca) e pandeireta da Galiza (Leilía), percussão corporal (Marcelo Pretto; A Barca) ou Rabeca (Thomas Rohrer; A Barca).Logo a seguir, actua a Roda de Choro de Lisboa - uma singular formação de músicos brasileiros e portugueses, que junta as influências de 500 anos de mistura de tradições musicais de europeus, africanos e americanos - no fundo, o que somos hoje no Tocar de Ouvido.
Roda de Choro de Lisboa
Roda de Choro de Lisboa

O "Choro" ou "Chorinho" surgiu no Rio de Janeiro em meados do séc. XVIII. A chegada da côrte portuguesa a esta cidade em 1808 foi a matriz deste género musical, que juntou as danças de salão europeias em voga (polcas, mazurcas, valsas, scottish) com o lundum e a modinha.Pode-se afirmar que o Choro é pois, primo direito do fado, morna e também do tango, pois partilha com estes várias influências de raíz.
A Roda de Choro de Lisboa é um projecto de músicos portugueses e brasileiros que se desenvolve dentro do chamado repertório clássico, respeitando a linguagem singular do mesmo, mas com algumas surpresas.
Ritmos bem portugueses como o corridinho ou o fado são também trabalhados de forma a evidenciar esta proximidade das linguagens lusófonas.
Nas suas apresentações a Roda procura recriar o espírito do Rio dos nossos avós. Os chorões vestem-se a rigor e interpretam a música de Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldyr Azevedo e muitos outros que ajudaram a construir a linguagem.
No decorrer do concerto são também explicadas algumas curiosidades sobre o choro.