
O fenómeno da elevada mortalidade das abelhas é sobretudo visível nos países industrializados do hemisfério norte do planeta, refere o documento do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), citado pelas agências internacionais de notícias.
Entre os fatores que explicam a redução do número destes insetos estão o uso de pesticidas, a poluição atmosférica, a redução do número de plantas com flor e de apicultores na Europa.
O relatório da ONU lembra que o desaparecimento das abelhas pode ter graves consequências na produção alimentar, uma vez que a maioria das culturas agrícolas são polinizadas por abelhas. Aliás, só na Europa há cerca de quatro mil espécies de vegetais que existem porque são polinizadas.
"O facto é que em cem espécies vegetais que fornecem 90% dos alimentos do mundo, mais de 70% são polinizados por abelhas", declarou o direito-executivo do PNUA, Achim Steiner, numa conferência de imprensa de apresentação do relatório.
Contudo, os cientistas não chegaram a medir o impacto direto da mortalidade das abelhas nas culturas de frutas e de legumes.
Diário Digital / Lusa