28 de agosto de 2016

QUALIDADE DO AR – ZERO ALERTA PARA FALHAS GRAVES NA INFORMAÇÃO AO PÚBLICO - 8 AGOSTO, 2016


Elevadas concentrações de partículas, efeitos dos incêndios e do intenso calor, ultrapassagem do limiar de informação de ozono, partículas do Saara a afetarem os Açores.
A associação ambientalista ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável alerta para o facto de não estar a ser sistematicamente disponibilizada ao público informação sobre os elevados níveis de poluição do ar que se estão a verificar, hoje, segunda-feira, e nos últimos dias.
Consultando o site nacional oficial da Agência Portuguesa do Ambiente (qualar.apambiente.pt), que disponibiliza informação sobre a qualidade do ar, verifica-se que:
  • a região Centro não tem disponível qualquer informação dos níveis de poluentes observados;
  • a estação de monitorização em Leça do Balio em Matosinhos registou, há poucas horas atrás (das 12h às 13h), uma ultrapassagem ao denominado limiar de informação de ozono sem que se tenha verificado qualquer aviso à população;
  • talvez por influência dos incêndios em regiões próximas, um conjunto de estações de monitorização nos concelhos de Matosinhos e Valongo estão a registar valores elevados de partículas algumas delas com picos horários muito significativos;
  • a cidade de Gaia apresenta informação disponível e a cidade do Porto tem informação muito limitada, nomeadamente sem indicação dos níveis de partículas inaláveis;
  • várias zonas do Norte têm grandes falhas na informação providenciada;
  • a zona a Sul de Lisboa está com qualidade do ar fraca, com elevados níveis de partículas;
  • os Açores estão de acordo com o IPMA sob influência de uma massa de ar com elevadas concentrações de partículas, mas a única estação no arquipélago não tem qualquer informação de medições disponível.
A ZERO apela à Agência Portuguesa do Ambiente e às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (responsáveis pela gestão das redes de monitorização de qualidade do ar) para que, em particular neste período crítico de verão, não descurem informação que tem de ser, de acordo com a legislação nacional e europeia, obrigatória e atempadamente disponibilizada à população a bem da salvaguarda da saúde pública.