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15 de abril de 2009

Tapeçarias: arte com luxo e tradição



No Alentejo a arte faz-se ponto a ponto. Miguel Matos visitou em Lisboa a Galeria de Tapeçarias de Portalegre.
São feitas em lã e penduram-se na parede. Representam milhares de horas e centenas de dias de trabalho. São obras de arte por direito próprio e vêm todas do Alentejo. Criadas por artistas de renome como Almada Negreiros ou Graça Morais, as Tapeçarias de Portalegre combinam a arte e o luxo em fios de um ofício único. Uma arte rara que exige muito conhecimento e perseverança. Existem poucas manufacturas deste tipo na Europa e em Portugal, com edições artísticas, é esta a única em funcionamento.
A Rua da Academia de Ciências é um local que mistura a arte contemporânea e as técnicas ancestrais.
Mesmo ao lado da Galeria Ratton Cerâmicas está a Galeria das Tapeçarias de Portalegre, o que prova que a tradição e a vanguarda podem mesmo dar as mãos. E não se pense que se trata de uma mera técnica de reprodução de obras de arte. Muitos artistas trabalham em específico para tapeçaria: Menez criou a pensar nisso. Júlio Pomar, Eduardo Nery e Lourdes Castro também, para além de muitos outros. “As tapeçarias são normalmente produzidas em edições limitadas de quatro exemplares, mas também existem peças únicas, feitas por encomenda. Não há reedições e as obras são todas assinadas pelo artista e com certificado de autenticidade”, diz Maria João de Melo, responsável pela galeria.
Quanto aos preços destas obras, não são propriamente simpáticos. Podem ir dos 8000 aos 90 mil euros, dependendo da complexidade e tamanho.
Agora um pouco de história: a tradição de tapeçarias em Portugal começa no século XVIII com manufacturas instauradas pelo Marquês do Pombal, que pouco tempo duraram. Foi apenas em 1946 que foi fundada a Manufactura de Portalegre e dois anos depois surge a primeira tapeçaria mural, por João Tavares. Ninguém dava grande coisa por este projecto até que em 1952 os tapeceiros franceses reconheceram a sua qualidade. Como é hábito, só depois de os estrangeiros gostarem é que os portugueses começaram a apreciar. Guy Fino, um dos fundadores, consegue então convencer Jean Lurçat, o renovador da tapeçaria francesa, a visitar Portalegre.
Aí confrontou-o com duas peças. Uma tecida em França e que o próprio Lurçat oferecera à esposa de Fino, e a sua réplica tecida em terras alentejanas. Convidado a identificar a tapeçaria francesa, Lurçat escolheu a de Portalegre.
A partir de então considerou as nossas tecedeiras como as melhores do mundo.
A tapeçaria de Portalegre parte sempre de um original de um pintor. É a transposição para um outro suporte e a uma outra escala desta obra.
Maria João de Melo explica sucintamente como se dá este processo: “o original é apresentado e a partir dele são feitos diapositivos que são depois projectados em papel de quadrícula milimétrica. A cada quadrícula corresponde um ponto. A desenhadora vai desenhando em tamanho real sobre este papel. Após isto, faz-se a escolha das cores. Uma tapeçaria tem uma média de 800 cores que são todas escolhidas individualmente sobre o desenho original. A Manufactura trabalha com cerca de sete mil cores mas se não existir um tom específico para um determinado pormenor, manda-se tingir.
Cada tapeçaria tem cerca de 2500 pontos por decímetro quadrado, podendo atingir os dez mil em zonas mais exigentes.
Uma tecedeira faz mais ou menos 5 cm de altura por 60 cm de comprimento por dia.
O tempo total de execução depende da dificuldade do desenho, mas uma tapeçaria pode demorar um ano inteiro a produzir desde o início ao fim”.
Poder-se-ia dizer que é arte em paciência de chinês não fosse ela estar profundamente enraizada nas nossas tradições têxteis.
A Galeria de Tapeçarias de Portalegre fica na Rua da Academia das Ciências, 2-J e está aberta de segunda a sexta das 13.00 às 19.30 horas. A entrada é gratuita.

terça-feira, 14 de Abril de 2009



1 de abril de 2009

Festa do Cinema Italiano começa quinta-feira em Lisboa



A segunda edição da Festa do Cinema Italiano começa quinta-feira, em Lisboa, promete mais de vinte filmes, grande parte em estreia nacional, e conta com a presença dos realizadores.
O festival decorrerá até ao dia 09 de Abril no cinema King, mas com eventos paralelos na Cinemateca Portuguesa, cabaret Maxime, Fábrica do Braço de Prata e lojas FNAC.
À segunda edição, a Festa alarga-se ao Porto com sessões no sábado e domingo, no Teatro do Campo Alegre.
Tal como na edição de estreia, o evento pretende colmatar uma lacuna no que toca à exibição da recente produção cinematográfica italiana, mas desta dez a oferta é mais variada, porque incluirá documentário, ficção, curtas e longas-metragens.
A Festa abrirá na quinta-feira com um concerto dos Chibanga Groove Quartet no Intermezzo Cocktail Bar, em Lisboa, mas as exibições de cinema arrancam apenas na sexta-feira.
A abrir passará «O passado é uma terra desconhecida», de Daniele Vicari e protagonizado por Elio Germano, um dos actores mais requisitados actualmente no cinema italiano que marcará presença em Lisboa.
No dia seguinte, Elio Germano apresentará a comédia «Tutta la vita davanti», de Paolo Virzì, também no cinema King.
Da programação destaque ainda para a presença em Portugal da documentarista Alina Marazzi, que estará no dia 08 no Instituto Italiano de Cultura de Lisboa para mostrar dois documentários.
O encenador Jorge Silva Melo apresentará no dia 09 o filme «Beket», uma adaptação experimental de «À espera de Godot», de Samuel Beckett, pelo realizador Davide Manuli, que estará presente na sessão.
Serão ainda exibidas dez curtas-metragens seleccionados do festival italiano Maremetraggio e a Cinemateca Portuguesa dedicará um ciclo ao cinema da Sardenha.
A festa encerrará com a antestreia nacional de «Almoço de 15 de Agosto», filme que o realizador Gianni di Gregorio apresentará a 09 de Abril no cinema King.
Premiado em 2008 no festival de Veneza e produzido por Mateo Garrone («Gomorra»), o filme estreará nos cinemas portugueses a 16 de Abril.
Além do cinema, a Festa do Cinema Italiano incluirá uma actuação da cantora siciliana Patrizia Laquidara, no dia 06 no Cabaret Maxime.
Diário Digital / Lusa

Concentração de Motards de Faro

31 de março de 2009

Lisboa: Dono de casa de pasto conquista distinção municipal



Ao longo do tempo, a «Adega da Tia Matilde» foi crescendo para espaços contíguos, chegando aos 150 lugares de capacidade. Ali trabalham 26 funcionários, alguns há quatro décadas.
Em mais de 70 anos, Emílio Andrade viu acontecer um pouco de tudo, mas garante que nunca viu uma crise como a que o país atravessa actualmente.
Não esquece momentos como aqueles em que percorria Lisboa de bicicleta para ir buscar alimentos aos armazéns da Baixa durante o racionamento na Segunda Guerra Mundial, ou de levar «o comer» aos presos políticos que eram levados para a esquadra do Rêgo, próxima do restaurante, e aos trabalhadores nas
obras da zona.
Tem um «filho adoptivo», Eusébio da Silva Ferreira, que almoça no restaurante quase todos os dias e admite ter uma «doença» pelo Benfica, de que é o sócio número 68, desde Janeiro de 1934.

As paredes do restaurante exibem caricaturas de frequentadores, muitos do mundo do desporto, mas também políticos e jornalistas, que ali encontram pratos típicos portugueses como mãozinhas de vitela com grão, bacalhau à Gomes de Sá, feijoada à Transmontana, cozido à portuguesa, arroz de cabidela, açorda de sável, cabrito assado, arroz de lampreia ou de sarrabulho.
«São sabores que puxam o cliente para cá», acredita o «senhor Emílio», como é conhecido. Uns, mais do que clientes, são também amigos, compadres, afilhados. Na próxima quinta-feira, terá um dia diferente. Além de soprar 88 velas no bolo de aniversário, vai receber das mãos do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, a Medalha Municipal de Mérito, Grau Ouro, atribuída por unanimidade pelo executivo camarário.
Para a autarquia da capital, o «senhor Emílio» é «um exemplo de dedicação e disponibilidade para todos os que tentam promover Lisboa, através da gastronomia tradicional, aquela que deve ser uma imagem de marca da cidade».
A «Adega da Tia Matilde» é «uma referência incontornável da gastronomia portuguesa» em Lisboa, «alvo de vastos elogios por gerações de clientes e merecendo a unanimidade da crítica gastronómica nacional».
A distinção, considera, não é para si. Trata-se da «consagração a uma causa».
Apesar da idade, o «senhor Emílio» acredita que ainda não chegou a altura de se reformar. «Ainda não me sinto assim muito cansado nem com vontade de virar as costas».
Diário Digital / Lusa

17 de março de 2009

Rui Namora



21 de Março, pelas 21h30, no Pavilhão do Centro de Portugal.
O programa que Rui Namora apresenta é o seguinte:

J. S. Bach (1685-1750)
  • Prelúdio, Fuga e Allegro BWV 998
Joaquín Rodrigo (1901-1999)
  • En los Trigales Fandango
Manuel Ponce (1882-1948)
  • Tema variado e Finale
Agustin Barrios (1885-1944)
  • Valsa op. 8 nº4
  • Valsa op.8 nº3

Antonio José(1902-1936)
  • Sonata para Guitarra (1933)
  • Allegro moderato
  • Minuetto
  • Pavana Triste: Lento
  • Final: Allegro con brio

"fiu"

Canário Timbrado Espanhol

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay