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25 de agosto de 2008

«O Cavaleiro da Ilha do Corvo» adaptado ao cinema


O romance «O Cavaleiro da Ilha do Corvo. A conspiração dos Cristoforos», do historiador Joaquim Fernandes, já tem um projecto para cinema numa adaptação de Elsa Wellenkamp, ex-realizadora da RTP e actriz de «Amor de Perdição», de Manoel de Oliveira.
Fonte ligada à produção adiantou que a versão cinematográfica deverá ser co-realizada pelo cineasta e artista açoriano Zeca Medeiros, actualmente envolvido num documentário sobre Antero de Quental e convidado para este novo projecto por via da sua identificação com as ilhas açorianas onde decorre boa parte da acção.
A banda sonora da película deverá apresentar em estreia absoluta uma peça composta por Damião de Góis, ele próprio um melómano instruído na corte De D. Manuel I.
O argumento do romance parte de uma descrição daquele cronista régio que assinala a existência de uma enigmática estátua equestre descoberta na ilha do Corvo e o seu transporte para Lisboa, facto que pela primeira vez em 500 anos de História, abala a tese da prioridade portuguesa nas viagens de descobrimento no Atlântico. O cronista refere que a descoberta ocorreu no período a que classificou de «nossos dias», ou seja, no seu tempo de vida, provavelmente entre os finais do século XV e os inícios de XVI, no decurso do reinado de D. Manuel I e durante as primeiras tentativas de colonização da ilha do Corvo.
O monumento era «uma estátua de pedra posta sobre uma laje, que era um homem em cima de um cavalo em osso, e o homem vestido de uma capa de bedém, sem barrete, com uma mão na crina do cavalo, e o braço direito estendido, e os dedos da mão encolhidos, salvo o dedo segundo, a que os latinos chamam índex, com que apontava contra o poente.»
«Esta imagem, que toda saía maciça da mesma laje, mandou el-rei D. Manuel tirar pelo natural, por um seu criado debuxador, que se chamava Duarte D'armas; e depois que viu o debuxo, mandou um homem engenhoso, natural da cidade do Porto, que andara muito em França e Itália, que fosse a esta ilha, para, com aparelhos que levou, tirar aquela antigualha; o qual quando dela tornou, disse a el-rei que a achara desfeita de uma tormenta, que fizera o Inverno passado», refere o cronista.
«Mas a verdade foi que a quebraram por mau azo; e trouxeram pedaços dela, a saber: a cabeça do homem e o braço direito com a mão, e uma perna, e a cabeça do cavalo, e uma mão que estava dobrada, e levantada, e um pedaço de uma perna; o que tudo esteve na guarda-roupa de el-rei alguns dias, mas o que depois se fez destas coisas, ou onde puseram, eu não o pude saber», acrescenta.
A este estranho monumento juntou-se a descoberta, no século XVIII, de um não menos perturbador vaso de cerâmica, achado nas ruínas de uma casa, no litoral da mesma ilha, repleto de moedas de ouro e de prata fenícias, que, segundo numismatas da época e não só, datariam de, aproximadamente, entre os anos 340 e 320 antes de Cristo.
As descobertas fabulosas não se ficaram por aqui: viajantes estrangeiros, no decurso do século XVI, alegaram ter encontrado inscrições supostamente fenícias de Canaã (Palestina), numa gruta da ilha de S. Miguel. Por fim, em 1976, nesta mesma ilha, haveria de ser desenterrado um amuleto com inscrições de uma escrita fenícia tardia, entre os séculos VII e IX da era cristã.
Todas estas perplexidades levaram Joaquim Fernandes, autor de vários ensaios sobre as aparições de Fátima e o fenómeno OVNI, a enveredar pela via do romance e escrever «O Cavaleiro da Ilha do Corvo».
No romance, o autor refere um testemunho que reforça de modo evidente o relato de Damião de Góis: um mapa dos irmãos Pizzigani, de 1367, descoberto em Parma um desenho, uma forma de aviso, com uma legenda em latim onde se diz: «Estas eram as estátuas diante das colunas de Hércules...» Ora esse desenho está colocado à latitude dos Açores, no meio do Atlântico, sugerindo a tradição das Estátuas como marcos-limites do oceano navegável ou conhecido e serviriam para avisar os perigos que corriam os navegadores mais ousados.
Diário Digital / Lusa

7 de agosto de 2007

CANARIO E PASSARINHO O MENINO DA PORTEIRA


Canário& Passarinho


Ex-agricultores da cidade de Altinópolis, interior de São Paulo, Antonio e Pedro Bérgamo começaram a vida artística cantando em festas nas escolas da cidade. Após participarem de alguns concursos em rádios do interior paulista, mudaram-se para a capital e adotaram o nome de Canário e Passarinho. O primeiro disco saiu em 63, pela gravadora Continental. Consolidada como uma das principais duplas da música sertaneja raiz, Canário e Passarinho gravaram mais de 39 LPs, além de inúmeros compactos e discos de 78 rotações. Entre suas gravações destacam-se, "Folclore Brasileiro", "Herói Vencido" e "Vá Embora Tristeza".

29 de janeiro de 2007

Rio AVE



O rio Ave nasce na Serra da Cabreira, a cerca de 1.200 metros de altitude. Banhando os concelhos de Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Guimarães, V. N. de Famalicão, Santo Tirso e Trofa vai desaguar em Vila do Conde, depois de percorrer 94 Km.
No seu percurso em direcção ao mar, o rio Ave é engrossado por uma imensidão de afluentes – formando um desenho hidrográfico constituído por uma densa malha de linhas de água, com regime permanente –, e onde se destacam os seus afluentes mais importantes, os rios Vizela, Selho, Pele, Pelhe, Sanguinhedo e Este, que, para além de contribuírem para o aumento do seu caudal, fazem aumentar a sua carga poluente.

A bacia hidrográfica do rio Ave ocupa cerca de 1400 km2 confinando a norte com a bacia do Cávado, a oriente com a bacia do Douro e a sul com a bacia do rio Leça.

A elevada quantidade de resíduos urbanos e industriais não tratados que ainda chegam ao Ave tornam as águas impróprias para consumo e em vários troços do rio como inadequadas para recreio ou contacto e sem qualidade para a vida aquática. Na zona do estuário o interesse e riqueza biológicas são muito baixos, fruto das más condições físico-químicas e biológicas da água do rio durante anos.
http://www.tratave.pt/html/rio_ave.html

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay