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16 de outubro de 2008

Museu de Setúbal acolhe «Instrumentos Tradicionais»


«Instrumentos Musicais Tradicionais Portugueses. Colecção de Albano Almeida» será inaugurada no próximo dia 18 de Outubro, no Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal.
A exposição apresenta 35 instrumentos, entre aerofones (instrumentos de sopro) e cordofones (de corda), com particular destaque para a guitarra portuguesa.
A inauguração está marcada para as 16:30 e contará com a actuação da
Banda do Andarilho e do guitarrista Rui do Cabo.


Clube Ornitológico de Setúbal



18 de agosto de 2008

Rabeca








A palavra rabeca foi usada durante a idade média para designar um instrumento importado do Norte de África. Posteriormente, passou a designar qualquer instrumento folclórico parecido com o violino de fatura popular. De timbre mais baixo que o do violino, tem um som fanhoso e sentido como tristonho.


Suas quatro cordas de tripa são afinadas, por quintas, em mi-lá-ré-sol.
O tocador encosta a rabeca no braço e no peito, friccionando suas cordas com arco de crina, untado no breu. É, com a viola, instrumento tradicional dos cantadores nordestinos.
Em São Paulo, é usada em folganças ou fandango, na folia-do-divino, moçambique, congadas, dança-de-são-gonçalo e folia-de-reis. No nordeste foi popularizada por bandas locais, onde também é fabricada por gente simples do interior de Alagoas como Nelson da Rabeca. Na região Norte é usada nas festividades de São Benedito na cidade de Bragança onde destaca-se como o principal instrumento da festa, é tocada desde 1978 pelo mestre Zito no periodo de 18 a 31 de dezembro.

Músicas como retumbão, chorado, xote, mazurca e contra-dança fazem parte do repertorio da festa, mais conhecida com o nome de Marujada.


A música de Cabo Verde é sobretudo polifónica, ou seja, a melodia desenvolve-se sobre uma base formada por uma sucessão de acordes. Contrasta assim com a música da África Ocidental, que se caracteriza por uma sobreposição de contrapontos. São poucos os géneros que são monofónicos (batuque, tabanca, colá, e outras melopeias), mas mesmo assim, com o advento de instrumentos eléctricos, e o interesse de músicos novos em fazer ressurgir certos géneros musicais, esses géneros musicais têm sido reinterpretados numa forma polifónica.

As escalas musicais empregadas são escalas musicais europeias. A morna, a coladeira, a mazurca, o lundum, por exemplo, usam frequentemente escalas cromáticas. O funaná, em contrapartida, usa frequentemente escalas diatónicas. As linhas melódicas variam muito, e alguns autores dizem (de um modo bastante impressionístico) que «a melodia lembra as montanhas e as ondas do mar».
Se na melodia e na harmonia nota-se sobretudo a influência europeia, é no ritmo que se nota mais a influência africana. Os ritmos são sincopados, e o emprego simultâneo de vários instrumentos de percussão permite modelos rítmicos complexos. Os géneros musicais têm geralmente compassos pares (binários ou quaternários).

Só o colá, a mazurca e a valsa é que usam um compasso ternário.

O batuque é o único género que emprega a polirritmia, frequente na música da África ocidental.
Estruturalmente, os géneros musicais articulam-se em estrofes musicais, em que as estrofes principais alternam com o refrão. Só o batuque e a tabanca é que têm uma estrutura de canto e resposta.
Na instrumentação, predominam os cordofones: a guitarra (chamada violão em Cabo Verde), violas de 10 e 12 cordas (chamadas simplesmente violas), o cavaquinho, o violino (chamado rebeca).


Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay