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15 de janeiro de 2009

Museu do Oriente promove visita guiada a «A Preto e Branco»


O Museu do Oriente vai promover, no dia 17 de Janeiro, pelas 16:30, uma visita guiada pelo arquitecto João de Almeida à exposição «A Preto e Branco».
No fim da visita à mais recente exposição temporária do museu, os participantes terão ocasião de assistir a uma performance do mestre de caligrafia chinês Wang Dong Ling, co-autor da mostra.
«(A exposição) reflecte um encontro de culturas entre a Europa e a China, nas quais é possível detectar interessantes afinidades», informou o museu em comunicado.
João de Almeida tem vindo, nos últimos anos, a dedicar-se ao desenho e à pintura a pastel seco sobre papel. Os seus trabalhos, que têm inspiração na Natureza (particularmente no mar), têm por temática paisagens da orla costeira portuguesa.
Diário digital

23 de outubro de 2008

Vinho: Museu do Douro fomenta rede internacional de museus




Museu do Douro (MD) iniciou hoje, no Peso da Régua, a constituição de uma rede museológica internacional ligada ao vinho, que pretende fomentar o intercâmbio e a divulgação destas estruturas.
O director do MD, Fernando Maia Pinto, referiu que o I Encontro de Museus da Vinha e do Vinho, que começou hoje, pretende ser o primeiro passo para a criação desta rede ligada à vinicultura.
«O MD tem vindo a criar elos de ligação com outros museus que têm como missão o património vitivinícola, quer sejam da região, do resto do país e até do estrangeiro», afirmou.
A rede, explicou, pode funcionar através da permuta de experiências, de atitudes, da co-produção de exposições ou trabalhos e de informações, com divulgação conjunta através da Internet.
A internacionalização deste projecto pode acontecer já com a adesão do Museu do Vinho de Paris (França).
Monique Josse, responsável por esta unidade museológica, mostrou-se interessada na ideia, salientando que o «vinho é internacional».
Monique e o marido, Claude Josse, também da direcção do Museu do Vinho de Paris, participaram no encontro de hoje precisamente para dar a conhecer aquele museu, criado em 1984 e que recebe uma média anual de 50 mil visitantes, 50 por cento dos quais são estrangeiros.
«Menos de um por cento dos nossos visitantes estrangeiros são portugueses», indicou à Lusa a responsável.
Monique Josse falou ainda das dificuldades de criar esta unidade museológica, principalmente porque as «pessoas não associam o vinho a Paris».
Para atrair os visitantes, o museu tem em exposição diferentes objectos e personagens de cera que ilustram o universo do vinho e promove cursos de vinho com degustação, associando esta bebida aos queijos franceses ou ao chocolate.
Além do museu francês, participaram no encontro de hoje representantes de oito museus nacionais ligados à temática da vinicultura.
Hoje, na Régua, juntaram-se as duas regiões vinícolas portuguesas classificadas como Património Mundial pela UNESCO, o Douro e o Pico (Açores).
Manuel da Costa Júnior, que representa no encontro o Museu do Vinho do Pico, informou que esta instituição está em fase de implementação e pretende ser um lugar de memória da história do verdelho, o vinho característico desta ilha e que «quase desapareceu».
O Museu Rural e do Vinho do Cartaxo está em processo de requalificação e ampliação, num projecto de cerca de cinco milhões de euros assinado por Álvaro Siza Vieira, filho do famoso arquitecto português.
António Nabais, responsavel daquele Museu, assinalou que a reestruturação deste ocorre no âmbito do projecto Capital do Vinho.
Por sua vez, Luísa Romão, investigadora nas áreas da história e da museologia da vinha e do vinho, chamou a atenção para o Museu do Vinho de Alcobaça, que considerou ter o «maior espólio» do país mas que está fechado desde 2007.
Segundo referiu, aquela unidade museológica possui cerca de 6000 metros quadrados de área e 10.500 peças, das quais 5000 são rótulos e 3000 garrafas.
O Ministério da Agricultura resolveu passar a gestão deste museu para a autarquia de Alcobaça, um processo que terá de estar concluído até ao final do ano.
Luísa Romão disse esperar que o processo sirva para dar uma nova dinâmica ao museu, mas alertou para a necessidade de «não se espalhar o espólio» do mesmo.
O seminário de hoje deu ainda a conhecer a primeira enoteca interactiva do país, que está instalada na Quinta da Avessada, em Alijó, a rota dos vinhos da Península de Setúbal - um projecto do Museu Municipal de Palmela -, o Museu do Vinho do Porto, o Museu Regional do Vinho do Redondo e ainda o Museu da Vinha, do Vinho e da Cultura da Região de Colares.
O segundo dia deste encontro, sexta-feira, tem como palco São João da Pesqueira, onde será debatido o futuro núcleo museológico desta vila, que está inserido na rede de pólos museológicos do MD, e tem como tema central o vinho do Douro, elemento basilar da economia regional.
A vice-presidente da autarquia, Maria do Céu Vilela, referiu que o encontro tem com objectivo «colher opiniões e contributos da sociedade civil» para a criação desta unidade museológica, que será alvo de uma candidatura conjunta entre o MD e a câmara.
Também em São João da Pesqueira, o MD vai inaugurar uma exposição sobre diferentes projectos e colecções associadas a diversas regiões vitícolas nacionais.
Diário Digital / Lusa

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay