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2 de março de 2016

Sara Tavares em dose dupla na Academia Almadense este sábado




Um dos destaques do programa de comemorações do Dia Internacional da Mulher são os dois concertos com Sara Tavares, no dia 5 de Março, sábado, às 16:00 e às 21:00, na Academia Almadense, com entrada livre para munícipes (sujeita a levantamento prévio de bilhete até dia 4 de Março).

Sara Tavares revisitará temas dos álbuns «Mi Ma Bo», «Balancê» e «Xinti».

Os concertos são uma iniciativa da União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas e da Câmara Municipal de Almada.

Ainda por ocasião do Dia Internacional da Mulher:

Exposição Ser Igual – 8 a 31 de Março
No dia 8 de Março, terça–feira, pelas 18:00, é inaugurada a exposição de rua Ser Igual, na Praça da Liberdade, que aborda a luta pelos direitos das mulheres e a igualdade de género, com dados históricos e estatísticos, para além de algumas reflexões sobre a diferença na gestão do tempo por parte de homens e mulheres.
Organização: Câmara Municipal de Almada

Concerto Orquestra de Câmara de Almada – 8 de Março
Na noite de dia 8 de março, pelas 21h30, realiza-se o concerto pela Orquestra de Câmara de Almada, no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, com entrada livre (sujeito a levantamento prévio de bilhete entre 4 e 8 de março no Teatro Municipal Joaquim Benite). Com direção do maestro Carlos Reinaldo Guerreiro e a solista Ana Catarina Costa, serão interpretadas peças de Mozart, Beethoven e Anne Victorino de Almeida.
Organização: Orquestra de Câmara de Almada e Câmara Municipal de Almada

Ciclo Cinema Mulher – 2 a 30 de Março
Todas as quartas-feiras do mês de março é exibido um filme no âmbito do Ciclo de Cinema Mulher, no Auditório Fernando Lopes- Graça, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, sempre às 21:30, com bilhete a 3 euros.
- Dia 2: Mamã, realização Xavier Dolan
- Dia 9: O Sonho de Wadja, realização Haifaa Al- Mansour
- Dia 16: Ida, realização Pawel Pawlikowski
- Dia 23: As Nuvens de Sils Maria, realização Olivier Assayas
- Dia 30 – Minha Mãe, realização Nanni Moretti
Organização: Câmara Municipal de Almada

Sessão A Questão das Mulheres Refugiadas – 12 de Março
No dia 12 de Março, pelas 21:00, realiza-se no Fórum Municipal Romeu Correia uma sessão sobre as mulheres refugiadas, com a presença de Maria Teresa Tito Morais, do Conselho Português para os Refugiados, Joana Villaverde, artista plástica com residências artísticas na Palestina, e Suelma Beiruk, vice-presidente do Parlamento Pan-Africano e membro da União Nacional das Mulheres Saharauis.
Organização: MDM - Movimento Democrático de Mulheres

As comemorações do Dia Internacional da Mulher em Almada em 2016 enquadram-se no âmbito do Plano Municipal para a Igualdade de Género em Almada, em desenvolvimento no concelho desde 2015.

Diário Digital

7 de novembro de 2015

Almada




A presença de Almada nos grandes momentos da História de Portugal é uma constante, donde se destacam os cidadãos, factos e instituições que contribuíram para o desenvolvimento deste concelho.


A proximidade do rio constituiu, desde sempre, um factor determinante para a fixação de pessoas, desde a pré-história até à actualidade.

A presença humana em Almada, topónimo de raiz árabe, remonta à pré-história. Por esta margem passaram os mais diversos povos que se sedentarizaram e aqui trocaram as suas experiências e mercadorias.

No final do século XIX Almada industrializa-se, com a actividade económica centrada no sector corticeiro e nas indústrias de moagem

A partir de 1940, a instalação de novas indústrias motiva a explosão demográfica. A década de 60 fica marcada pela inauguração da Ponte sobre o Rio Tejo e pela expansão doa estaleiros navais da Lisnave.
Almada cresce, ganha identidade própria, qualifica-se, trilha a sua própria História, da qual aqui apresentamos as principais etapas.

Almada Industrializada e Associativista -Século XIX a 1973

O concelho de Almada, desde a segunda metade da centúria de oitocentos, adquire nova fisionomia, por intermédio do forte movimento associativo e no processo da industrialização, em especial na fiação e tecelagem, nos estaleiros navais, na moagem, na cortiça.

A introdução da máquina a vapor e uma maior concentração operária proporcionavam um novo rumo evolutivo do concelho. Todo este processo de industrialização e a configuração geográfica do concelho criaram as condições necessárias para a fixação de populações provenientes de outras áreas do país.

É nesta época que surgem as Sociedades de Cultura e Recreio, com uma forte componente popular e claramente influenciadas pelas correntes liberais existentes à data, desenvolvendo activamente a vida sociocultural a partir da década de 1940.

Dentro deste movimento surgiram outras associações populares ligadas à cultura e ao recreio, ao mutualismo, ao cooperativismo e aos interesses dos trabalhadores.

Grandes momentos da história nacional foram vividos em Almada. Para além da vitória dos liberais na Batalha da Cova da Piedade/Cacilhas contra os Miguelistas (23 de Julho de 1833), é de assinalar a antecipada proclamação da República em Almada, a 4 de Outubro de 1910.

A 22 de Outubro de 1926, ocorreu, a desanexação de Almada e outros concelhos ribeirinhos da margem sul do Tejo do Distrito de Lisboa, para serem anexados ao novo Distrito de Setúbal.

Em 1920 são criadas duas novas freguesias: Cova da Piedade (desanexada à freguesia de Almada) e Trafaria (desanexada à freguesia do Monte de Caparica), sendo posteriormente criada a freguesia da Costa da Caparica (desanexada da freguesia do Monte de Caparica e, mais tarde, da Trafaria).

Desde o fim dos anos quarenta até ao início dos anos setenta, o concelho de Almada assistiu a um grande fluxo migratório largamente responsável pela explosão demográfica registada, à procura de habitação e emprego determinando a descaracterização e o crescimento da mancha urbana que se alastrou. Até 1973, acentuou-se, em parte, o sector terciário, facto que começou a afectar questões em áreas tão diversas como os transportes, o urbanismo ou a forma de convívio social.


Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay