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17 de junho de 2009

Filomena Moretti recital part 1 Performing: Grand Sonata 1st Movement by N. Paganini


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Niccolò Paganini
Gênova, foi um compositor e violinísta italiano que revolucionou a arte de tocar violino, e deixou a sua marca como um dos pilares da moderna técnica de violino. O seu caprice em Lá menor, Op. 1 No. 24 está entre suas composições mais conhecidas, e serve de inspiração para outros proeminentes artistas como Johannes Brahms e Sergei Rachmaninoff.

Vida

Quando criança era constantemente obrigado pelo próprio pai a estudar violino muitas horas por dia, sob ameaça de castigos severos. Quando tinha nove anos de idade foi para Parma a fim de estudar com o famoso violinista Alessandro Rolla.

Após ter executado o mais recente concerto de Rolla na primeira leitura, entretanto, o velho mestre aconselhou- o a continuar os seus estudos em composição:"Nada tenho a lhe ensinar, meu menino, vá e procure Ferdinando Paër".Em seus primeiros concertos públicos foi considerado uma criança prodígio.Após libertar-se da custodia do pai-déspota, começou carreira como virtuoso do violino, em toda a Itália.Ficou famoso também pelo seu estilo da vida rebelde, frequentemente gastando todo seu o dinheiro em jogos e diversões noturnas. Durante os anos 1800-1805 desapareceu completamente da vida pública. Diz a lenda que passou estes anos na prisão. Embora, no início de sua vida profissional desse os seus concertos apenas na Itália, sua fama como violinista-virtuoso logo espalhou-se por toda Europa. Só em 1828 saiu da Itália para uma viagem de concertos no estrangeiro. Tocou na Áustria, Alemanha e França entre outros países, sempre com grande sucesso.

20 de fevereiro de 2009

ONP homenageia Villa-Lobos no domingo de Carnaval





A Orquestra Nacional do Porto (ONP), que celebra domingo o Carnaval com música brasileira, no ano em que o país-tema da Casa da Música é o Brasil, aproveita a data para homenagear Heitor Villa-Lobos (1887/1959), no cinquentenário da sua morte.
O compositor mais conceituado do Brasil, nascido no Rio de Janeiro, tem nas Bachianas Brasileiras um dos maiores tributos alguma vez feitos à obra de Bach.
Sendo violoncelista, Villa-Lobos fez várias transcrições de obras de Bach para violoncelo ou ensemble de violoncelos.
As Bachianas Brasileiras n.º 5 foram escritas para soprano e oito violoncelos e o seu primeiro andamento é aqui escutado num arranjo para orquestra de cordas com o trompete adicionado.
Bachianas Brasileiras n.º 2 é uma suite em quatro andamentos para orquestra de câmara, que utiliza materiais oriundos da recolha feita pelo compositor durante as suas viagens pelo Brasil, sobre um pano de fundo do universo jazzístico dos anos 20.
Il Guarany é uma ópera de Carlos Gomes (1836/1896), estreada com êxito em Milão, no Teatro Alla Scala, em 1870.
O libreto, escrito originalmente em italiano, é da autoria de António Scalvini e baseia-se no romance O Guarani de José de Alencar.
António Carlos Gomes foi um compositor romântico, admirador de Verdi e Gounod que, contando com o apoio do imperador D. Pedro II, viajou para Milão, onde se tornou o primeiro compositor brasileiro reconhecido no estrangeiro.
O exotismo do tema de Il Guarany terá contribuído para o êxito da ópera, preenchendo todos os requisitos pitorescos do imaginário europeu sobre o Brasil.
Cláudio Santoro (1919/1989) foi um dos primeiros compositores de vanguarda no Brasil e o primeiro serialista, mas a sua ligação ao Partido Comunista Brasileiro impediu-o de concretizar a viagem para Nova Iorque, no âmbito de uma bolsa de estudo atribuída pela Fundação Guggenheim.
Em alternativa, foi estudar composição e direcção de orquestra para Paris. Foi professor universitário no Brasil e na Alemanha, países onde viveu como refugiado depois do golpe militar de 1964 no seu país. Regressou em 1978 e faleceu 11 anos mais tarde, durante um ensaio.
A obra Ponteio (alusão a uma técnica de tocar guitarra) é a mais célebre composição de Santoro.
Tem como base a música para guitarra clássica (violão), um dos instrumentos mais usados na música tradicional brasileira. Na direcção musical deste concerto estará Lavard Skou-Larsen, nascido em Porto Alegre e filho de músicos dinamarqueses.
Foi admitido, aos 14 anos, na Academia de Música e Artes do Espectáculo Mozarteum em Salzburgo, onde conquistou o diploma em performance com distinção.
Ganhou prémios como solista e como músico de câmara. Foi membro da Camerata Académica e, em 1991, fundou os Solistas de Câmara de Salzburgo e assumiu a direcção da Orquestra de Câmara da União Europeia entre 1996 e 2002.
É ainda maestro titular da Deutsche Kammerakademie Neuss am Rhein, desde 2004, e ensina violino na Mozart e um de Salzburgo.
Hakan Hardenberger é considerado como o maior solista da actualidade no trompete, não só pelo seu virtuosismo, mas também porque domina o repertório clássico e é, simultaneamente, o pioneiro mais notável de novas obras para trompete.
Nascido em Malmö, Suécia, onde iniciou os estudos que prosseguiu no Conservatório de Paris e em Los Angeles. É professor no Conservatório de Malmö e no Royal Northern College of Music de Manchester.
Para assistir a este programa de Carnaval na Casa da Música, que é apresentado às 12:00 e às 18:00, o público é convidado a mascarar-se, à semelhança do que habitualmente acontec
e com os músicos da ONP.

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay