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20 de fevereiro de 2009

ONP homenageia Villa-Lobos no domingo de Carnaval





A Orquestra Nacional do Porto (ONP), que celebra domingo o Carnaval com música brasileira, no ano em que o país-tema da Casa da Música é o Brasil, aproveita a data para homenagear Heitor Villa-Lobos (1887/1959), no cinquentenário da sua morte.
O compositor mais conceituado do Brasil, nascido no Rio de Janeiro, tem nas Bachianas Brasileiras um dos maiores tributos alguma vez feitos à obra de Bach.
Sendo violoncelista, Villa-Lobos fez várias transcrições de obras de Bach para violoncelo ou ensemble de violoncelos.
As Bachianas Brasileiras n.º 5 foram escritas para soprano e oito violoncelos e o seu primeiro andamento é aqui escutado num arranjo para orquestra de cordas com o trompete adicionado.
Bachianas Brasileiras n.º 2 é uma suite em quatro andamentos para orquestra de câmara, que utiliza materiais oriundos da recolha feita pelo compositor durante as suas viagens pelo Brasil, sobre um pano de fundo do universo jazzístico dos anos 20.
Il Guarany é uma ópera de Carlos Gomes (1836/1896), estreada com êxito em Milão, no Teatro Alla Scala, em 1870.
O libreto, escrito originalmente em italiano, é da autoria de António Scalvini e baseia-se no romance O Guarani de José de Alencar.
António Carlos Gomes foi um compositor romântico, admirador de Verdi e Gounod que, contando com o apoio do imperador D. Pedro II, viajou para Milão, onde se tornou o primeiro compositor brasileiro reconhecido no estrangeiro.
O exotismo do tema de Il Guarany terá contribuído para o êxito da ópera, preenchendo todos os requisitos pitorescos do imaginário europeu sobre o Brasil.
Cláudio Santoro (1919/1989) foi um dos primeiros compositores de vanguarda no Brasil e o primeiro serialista, mas a sua ligação ao Partido Comunista Brasileiro impediu-o de concretizar a viagem para Nova Iorque, no âmbito de uma bolsa de estudo atribuída pela Fundação Guggenheim.
Em alternativa, foi estudar composição e direcção de orquestra para Paris. Foi professor universitário no Brasil e na Alemanha, países onde viveu como refugiado depois do golpe militar de 1964 no seu país. Regressou em 1978 e faleceu 11 anos mais tarde, durante um ensaio.
A obra Ponteio (alusão a uma técnica de tocar guitarra) é a mais célebre composição de Santoro.
Tem como base a música para guitarra clássica (violão), um dos instrumentos mais usados na música tradicional brasileira. Na direcção musical deste concerto estará Lavard Skou-Larsen, nascido em Porto Alegre e filho de músicos dinamarqueses.
Foi admitido, aos 14 anos, na Academia de Música e Artes do Espectáculo Mozarteum em Salzburgo, onde conquistou o diploma em performance com distinção.
Ganhou prémios como solista e como músico de câmara. Foi membro da Camerata Académica e, em 1991, fundou os Solistas de Câmara de Salzburgo e assumiu a direcção da Orquestra de Câmara da União Europeia entre 1996 e 2002.
É ainda maestro titular da Deutsche Kammerakademie Neuss am Rhein, desde 2004, e ensina violino na Mozart e um de Salzburgo.
Hakan Hardenberger é considerado como o maior solista da actualidade no trompete, não só pelo seu virtuosismo, mas também porque domina o repertório clássico e é, simultaneamente, o pioneiro mais notável de novas obras para trompete.
Nascido em Malmö, Suécia, onde iniciou os estudos que prosseguiu no Conservatório de Paris e em Los Angeles. É professor no Conservatório de Malmö e no Royal Northern College of Music de Manchester.
Para assistir a este programa de Carnaval na Casa da Música, que é apresentado às 12:00 e às 18:00, o público é convidado a mascarar-se, à semelhança do que habitualmente acontec
e com os músicos da ONP.

16 de dezembro de 2008

Descobertos manuscritos inéditos de Luís de Freitas Branco




O musicólogo Alexandre Delgado revelou hoje à Lusa ter descoberto dois manuscritos inéditos do compositor Luís de Freitas Branco (1890-1955) no Seminário Diocesano do Funchal.
«Sabíamos, pela correspondência, que ele tinha composto um Te Deum para o Bispo do Funchal, mas não tinha sido encontrado e, afinal, foram dois diferentes», afirmou.
Os dois Te Deum foram compostos em 1913 e 1915. O primeiro é para órgão e duas vozes, o outro para três vozes e órgão, «e é a mais ambiciosa obra de culto de Freitas Branco», explicou Alexandre Delgado.
Este Te Deum, dedicado ao Bispo do Funchal D. António Manuel Pereira Ribeiro, são 18 páginas, mas não temos a data de estreia ou até se foi estreado, acrescentou Alexandre Delgado.
O investigador disse à Lusa que chegou a estes dois manuscritos graças à ajuda do cónego Martins, da Sé do Funchal, e do padre José Fiel de Sousa, do Seminário.

Luís de Freitas Branco esteve na Madeira de Março de 1913 a Janeiro de 1915, sendo «um período da sua vida pouco conhecido».Alexandre Delgado afirmou que durante essa estada Luís de Freitas Branco «teve relações de amizade com o então cónego da Sé, Padre Manuel Joaquim de Paiva, a quem dedica o segundo Te Deum». Este, a duas vozes e órgão, foi estreado a 07 de Dezembro de 1913 na Sé do Funchal.
O investigador afirmou que espera agora «sensibilizar» a Direcção Regional de Cultura da Madeira com vista a editar um CD com toda a obra sacra de Freitas Branco, «que é maravilhosa», e a promover a audição moderna destes dois Te Deum.
Durante a sua estadia na Madeira, Luís de Freitas Branco compôs várias obras, entre elas a Sonata para violoncelo e piano, os Três Sonetos de Maurice Maeterlinck («Désir d´hiver», «Heures ternes«, «Feuillage du coeur»), para canto e piano, e os Dois Sonetos de Stéphane Mallarmé («Le pitre châtié», «Quand l´ombre menaça»), para canto e piano, e o poema sinfónico «Vathek», sobre o texto de William Beckford
Luís de Freitas Branco, um dos maiores compositores portugueses do século XX, nasceu em Lisboa a 12 de Outubro de 1890 e faleceu na mesma cidade a 27 de Novembro de 1955.

11 de novembro de 2008

CORO SINFÓNICO LISBOA CANTAT E SHUYUKAI CHOIR


Festival À Volta do Barroco arranca na Casa da Música a 14


Welcome to casa da musica

Festival À Volta do Barroco arranca na Casa da Música a 14.
O Festival à Volta do Barroco vai decorrer na Casa da Música entre 14 e 22 de Novembro, dando particular destaque ao período que antecedeu o Barroco e que vai do Renascimento até ao Maneirismo com a actuação de agrupamentos vocais de actualidade.
No dia 14 de Novembro, os Cantus Cöllin vão apresentar «Heinrich Schültz: Psalms of David» e «Heinrich Schültz: Symphoniae Sacrae III», às 21:00, na Sala Suggia. O custo é de 15€.
A Imagem da Melancolia vai trazer no dia 15, ao meio-dia, obras de Trabaci, Holborne, Frescobaldi, Hessen, Byrd, Palestrina e Bertali. O custo é de 5€.
Dia 16 de Novembro, pelas 12:00, os Tallis Scholars trarão «Asperges me», de Manuel Mendes; «Pater Peccavi, Audivi Vocem», de Duarte Lobo; «Adiuva nos», de Diogo Diaz Melgas; e «Requiem», de Frei Manuel Cardoso. O custo é de 15€.
Ana Mafalda Castro vai interpretar dia 20, pelas 19:30 obras de Manuel Rodrigues Carvalho, António Carreira, Pedro Araújo e Carlos Seixas. O custo é de 5€.
Na sexta-feira, 21 de Novembro, pelas 21:00 horas, os King´s College Choir vão trazer obras de J. S. Bach, William Byrd, John Downland e Orlando Gibbons. O custo é de 15€.
Dia 22 de Novembro, pelas 18:00 horas, a Orquestra Barroca da Casa da Música trará «Battaglia», de Heinrich von Biber; a «Sonata nº 5 em Sol maior», de Georg Muffat; «Suite nº 16 em Lá menor», de Johann Hermann Schein; «Paduana a 4» e «Galliarda a 5», de Samuel Scheidt; e o concerto para violino «BWV 1042», de J.S. Bach. O custo é de 10€.

Luca Antoniotti actuará dia 23, pelas 12:00, apresentando «Bello del Granduca», de Jan Sweelinck; «Ciacona em Mi menor», de D. Buxtehude; «Mein Junges Leben hat Ein End», de Jan Sweelinck; e termina com J.S. Bach: «Sonata em trio nº 3 em Ré menor, BWV 527; Canzona, BWV 588; Fantasia e Fuga em Sil menor, BWV 542. A entrada é livre.

6 de novembro de 2008

Violinista finlandês Pekka Kuusisto no sábado na CdM




O programa do concerto de sábado do violinista finlandês Pekka Kuusisto, na Casa da Música, no Porto, inclui obras de Jean Sibelius e Magnus Lindberg, disse hoje à Lusa fonte da CdM.
Será a primeira vez que a Casa da Música recebe Pekka Kuusisto, vencedor do prestigiado Concurso Internacional de Violino Jean Sibelius, em 1995, e considerado pela crítica como um dos mais singulares e versáteis violinistas da actualidade.
Para além do virtuosismo das suas interpretações na música erudita, o jovem músico finlandês distingue-se por uma «notável capacidade de improviso, a par de um inigualável domínio de dois mundos artísticos distintos, como são o da música erudita e o da «outra» música, onde cabe o jazz electrónico, o noise e os sons de raiz mais popular, dedicando a cada género a mesma intensidade».
Com a Orquestra Nacional do Porto, dirigida por Hannu Lintu, Pekka Kuusisto faz a estreia nacional do «Concerto para violino e orquestra» de Magnus Lindberg, cuja execução termina a residência artística na Casa da Música do compositor Magnus Lindberg.
O programa está inteiramente dedicado à Finlândia, completando-se, na segunda parte, com duas célebres sinfonias (Nº 6 e Nº 7) do mais representativo compositor daquele país nórdico, Jean Sibelius.
Os projectos de Pekka Kuusisto para esta temporada incluem a edição do primeiro CD de Kraft, o seu duo finlandês de violino e acordeão com Johanna Juhola, e o lançamento de Tanabata, um projecto com Eva Alkula no kantele e a artista vídeo Merja Nieminen, que junta um conto de fadas japonês a instrumentos tradicionais finlandeses e vídeo.
Colabora ainda com o jovem multipercussionista autríaco Martin Grubinger, com quem toca no Mozarteum de Salzburgo, Gewandhaus de Leipzig e Kampnagel de Hamburgo.
No Lincoln Center de Nova Iorque, apresenta uma performance que combina a Partita em Ré menor de Bach com improvisação electrónica sobre melodias de corais.
Cada vez mais, Pekka Kuusisto tem dirigido ensembles a partir do violino, papel em que se tem especializado com as orquestras de câmara de Londres, Escócia e Irlanda, a Britten Sinfonia e a Orquestra de Câmara da Europa.
Esta temporada Kuusisto actua com a Orquestra de Câmara Australiana e estreia-se com a Orquestra de Câmara de Zurique, após o regressa à Casa da Música, em Dezembro, para tocar no Clubbing.
Enquanto continua a trabalhar com as melhores orquestras mundiais, Pekka Kuusisto cria, todos os Verões, o seu próprio programa de eventos no Festival de Música de Câmara do Lago Tuusula, na Finlândia, do qual é director artístico.
Diário Digital / Lusa







29 de agosto de 2008

Prémio Jovens Músicos 2008 teve 152 intérpretes inscritos






Cento e cinquenta e dois músicos participaram na 22.ª edição do Prémio Jovens Músicos, PMJ, organizado pela RDP Antena 2 e cujas provas finais decorrerão entre 02 e 6 de Setembro no Teatro Nacional de São Carlos.
As provas eliminatórias do Prémio, a mais importante competição de música clássica em Portugal, realizaram-se entre 21 e 27 de Julho na Casa da Música, no Porto.
Os vencedores nas diversas modalidades do concurso - trombone, trompete, fagote, flauta, contrabaixo, violino, piano e música de câmara (níveis médio e superior)- participarão em 25 de Setembro, às 22:00, no Concerto dos Laureados, este ano a realizar pela primeira vez no Porto, mais precisamente na Sala Suggia, Casa da Música, e com transmissão em directo na Antena 2 e em diferido, em data a anunciar, na RT2.
Acompanhará os concertistas a Orquestra Gulbenkian, dirigida pelo maestro Cesário Costa.

Este ano sob a direcção do compositor Luís Tinoco, o PMJ tem no júri músicos como Teresa de Macedo, Osvaldo Ferreira, António Rosado, Miguel Borges Coelho, Roberto Erculiani, David Harrison Hugo Assunção, Severo Martinez, António Augusto Aguiar, Pedro Wallenstein, Alexandra Mendes, Xuan Du, Nuno Inácio, Katherine Rawdown, António Quítalo, Steve Mason, Ana Telles, Alberto Roque e Christopher Bochmann.
Importante plataforma de lançamento no mundo musical para muitos dos laureados, o PMJ revelou, desde a sua criação em 1987, músicos de craveira internacional como Pedro Carneiro (percussão), Alexandre Delgado (viola), Gerardo Ribeiro (violino) e Paulo Gaio Lima (violoncelo).
Em cada uma das modalidades, os vencedores ganham prémios pecuniários (o mais elevado no valor de 2000 euros) e uma bolsa de estudo da Gulbenkian.

Será ainda gravado um CD com andamentos de concerto (ou outras peças de repertório) interpretados pelos vencedores da edição de 2007 e da edição em curso.
No Concerto dos Laureados, o júri atribui ao melhor solista da noite o Prémio Especial Maestro Silva Pereira, no valor de 2500 euros, destinados ao financiamento duma masterclass de nível internacional.
Diário Digital / Lusa

3 de agosto de 2008

Jascha Heifetz

Jascha Heifetz foi um dos maiores virtuosos da história do violino, famoso por suas interpretações de melodias famosas de Paganini, Bach e Saint-Saëns. Considerado por muitos o melhor violinista do século 20.
Heifetz playing the Beethoven Violin Concerto under the baton of Zubin Mehta with the Los Angeles Philharmonic at the opening of the Dorothy Chandler Pavilion of the Music Center, December 6, 1964.

1 de julho de 2008

Pianista Sa Chen abre 34º Festival Internacional de Espinho

A Orquestra Gulbenkian, dirigida pela maestrina Joana Carneiro e com a multipremiada pianista chinesa Sa Chen como solista, abre quarta-feira o 34º Festival Internacional de Música de Espinho (FIME).








O programa do concerto de abertura do mais antigo festival de música de Portugal, que se realiza no Auditório de Espinho, inclui obras de Kodály e Chopin.


Quinze concertos de música clássica e jazz, dos quais quatro destinados às crianças, compõem o programa do FIME que se prolonga até 30 de Julho.
As actuações do pianista Stephen Kovacevich (dia 11), do decateto de metais German Brass (no dia seguinte) e do violoncelista Steven Isserlis (a 18), são outros dos pontos altos do festival no sector da música erudita.



O virtuoso violinista Gilles Apap (sexta-feira), conhecido pelas suas sempre surpreendentes e irreverentes actuações, é outra figura de destaque no programa do FIME 2008.
A violinista Alina Pogostkina apresenta-se dia 16, acompanhada pela Orquestra Clássica de Espinho sob a direcção de Pedro Neves, num programa preenchido com obras de Brahms e Schumann.



O Delian Quartett, com François Salque no violoncelo, estará no Auditório de Espinho dia 21, para tocar as fantasias de Purcell, o quinteto para dois violoncelos de Schubert e o Quarteto em Sol Maior de Mozart.



Na área do jazz, o destaque vai para o trio do pianista norte-americano Brad Meldhau (dia 22), um dos mais importantes nomes do jazz norte-americano, e para o grupo vocal Swingle Singers (dia 26), uma instituição da história do jazz, em actividade desde 1962.
Nesta área, é aguardada com curiosidade a actuação do Turtle Island Quartet (domingo), um quarteto de cordas norte-americano que tem no jazz a sua forma de expressão musical.



O FIME 2008 termina dia 30 de Julho com um concerto em que o guitarrista de flamenco Juan Carmona, com o seu septeto, será acompanhado pela Orquestra Clássica de Espinho, dirigida por Dominique Debart, para tocar a Sinfonia Flamenca.




14 de junho de 2008

Les Dialogues des Carmélites




Opéra de Francis Poulenc d'après Bernanos-Strasbourg 1999-Anne-Sophie Schmidt: Blanche Patricia Petibon:




Dialogues of the Carmelites (in French, Dialogues des Carmélites), is an opera in three acts by Francis Poulenc. In 1953, M. Valcarenghi approached Poulenc to commission a ballet for La Scala in Milan; when Poulenc found the proposed subject uninspiring, Valcarenghi suggested instead the screenplay by Georges Bernanos, based on the novella Die Letzte am Schafott (The Last on the Scaffold), by Gertrud von le Fort. Von le Fort's story was based in turn on historical events which took place at a Carmelite convent in Compiègne during the French Revolution (see Martyrs of Compiegne). Some sources credit Emmet Lavery as librettist or co-librettist, but others only say "With the permission of Emmet Lavery." According to the article by Ivry, Lavery owned the theatrical rights to the story, and following a legal judgement over the copyright, his name must be given in connection with all staged performances.

The opera was first performed in an Italian version at La Scala on 26 January 1957; the original French version premiered on 21 June 1957 by the Paris Théâtre National de l'Opéra (the current Opéra National de Paris).

The Dialogues contributes to Poulenc's reputation as a composer especially of fine vocal music. The dialogues are largely set in recitative, with a melodic line that closely follows the text.
The harmonies are lush, with the occasional wrenching twists that are characteristic of Poulenc's style. Poulenc's deep religious feelings are particularly evident in the gorgeous a cappella setting of Ave Maria in Act II, Scene II, and the Ave verum corpus in Act II, Scene IV.
The libretto is unusually deep in its psychological study of the contrasting characters of Mère Marie de l'Incarnation and Blanche de la Force.


7 de março de 2008

Josef Schmidt



Josef Schmidt (March 4, 1904 – November 16, 1942) was a tenor and actor. He was born in Davidende (Ukrainian: Davideny), a small town in the Bukovina province of Austria-Hungary, later Romania and now part of Ukraine.
As a child of musical parents, young Josef was influenced by many cultures. In addition to his native Yiddish, he learned Hebrew and became fluent in Romanian, German, French and English. His first vocal training was as an alto boy in the synagogue of nearby Czernowitz. His talents were quickly recognised and by 1924 he was featured in his first solo recital in Czernowitz singing traditional Jewish songs and arias by Verdi, Puccini, Rossini and Bizet. Soon he moved to Berlin and took piano and singing lessons from Professor Hermann Weissenborn. He returned to Romania for his military service and became cantor of the Czernowitz synagogue.
In 1929 he went back to Berlin, where Cornelis Bronsgeest, a famous Dutch baritone, engaged him for a radio broadcast as Vasco da Gama in Meyerbeer's L'Africaine. This was the beginning of a successful international career. Due to his diminutive stature (he was just over 1.5 m) a stage career was impossible, however his voice was extremely well suited for radio. He made many records, first for Ultraphone, then for Odeon/Parlophone, was featured in many radio broadcasts and acted in several movies in both German and English.
Ironically, Josef Schmidt enjoyed his greatest successes during the rise of the German Nazis, who subsequently prohibited Jewish artists and writers to work. In 1937, he toured the United States and performed in the Carnegie Hall together with other prominent singers such as Grace Moore. The Nazis banned him from performing in Germany and Austria, but he was still very much welcome in The Netherlands and Belgium, where he was immensely popular.
In 1939, he visited his mother in Czernowitz for the last time. When the war broke out that year he was caught in France by the German invasion. He attempted to escape to the United States but, unfortunately, this failed. Making a dash for the Swiss border, he was interned in a Swiss refugee camp in Gyrenbad near Zurich in October 1942. He had been already in frail health. Harsh camp life and lack of medical care brought about a fatal heart attack on November 16, 1942.
He was only 38 years old. He had a sweet lyric tenor voice with an easy high register, sailing up even to a high D. His warm timbre was perfectly suited for the melodies of Schubert and Lehár. His popular song recordings were the best-sellers of that age.

4 de março de 2008

Fernando Valero



Spanish tenor Fernando Valero was born in Écija in the province of Sevilla, on 6 December 1854. He first studied law, but then took to singing under Martin Salazar and the legendary tenor Enrico Tamberlick. He made his debut as Lorenzo at the Teatro Real in Madrid in 1878, in Auber's opera "Fra Diavolo." From 1880 he sang in Italy, making his first appearance at the Teatro Brunetti in Bolgona in Ponchielli's opera "I Promessi Sposi," followed by performances in several provincial theatres throughout Italy, in operas such as "La Favorita," "Faust," "Puritani" and "La Sonnambula." Valero enjoyed engagements at several important international opera stages: Berlin, Lisboa, Chicago; at London's Covent Garden (1899, 1901), where he made his debut in a role that soon were to become his, Don José in Carmen, but his single most important performance here was perhaps his Duke in Rigoletto in 1901, opposite Nellie Melba's Gilda and Jean Lasalle's Rigoletto. The Met saw him during the 1901-02 season, during which he performed in Cavalleria Rusticana (Turiddu was his debut role with the opera in New York), Rigoletto, Martha and Carmen. He was yet again considered a stunning Don José, now his official gloss role.

13 de fevereiro de 2008

GUILHERMINA SUGGIA




Guilhermina Suggia (1885-1950) was one of the first women to make a professional career of playing the cello. A child prodigy, Suggia began to study the cello in her native Portugal at age 5, graduated from Leipzig Conservatory at age 18, and went on to become one of the most celebrated musicians of her era. Her artistry was ranked alongside that of Pablo Casals, who was her teacher, musical partner, and lover. England's prestigious Suggia Prize is one of her many legacies to the cello-playing world.
Suggia's story is not widely known, and much of what was written on her prior to the last decade is not fully credible. Suggia herself contributed to the mystery and misconceptions by deliberating obscuring parts of her history and destroying personal papers before her death. Most of the documents she left behind are stored in a municipal archive in Matosinhos, Portugal. Some papers are in private hands and in the Fundació Pau Casals in Barcelona. Two books on Suggia by Portugese author Fátima Pombo, one of which is published in a bilingual edition, are valuable sources based on the available documentation. Robert Baldock discusses the relationship between Suggia and Casals in his 1992 biography of the Spanish cellist. In Portugese there also exists a fictional biography by Mário Cláudio. From these sources it is possible to assemble a portrait of a singular virtuosa at work during a period of rapid transformation in women's musical history

Coro Gulbenkian





Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay