Canários vão cantar e encantar em Vila Real
Está confirmado. Vila Real vai receber em Novembro o Campeonato Internacional de Canários de Canto. Inseridos no 1º Festival Ornitológico Transmontano, vão realizar-se ainda outros campeonatos, workshops e uma mostra com centenas de aves ‘de todas as cores e feitios”
Realizado pela primeira vez fora dos grandes centros, o Campeonato Internacional de Canários de Canto vai trazer até Vila Real, em Novembro, entre 200 e 300 pássaros que vão competir pelo título de melhor ‘cantor’.
Horácio Matos, presidente da direção da Associação Ornitológica de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTMAD), adiantou à VTM que deverão entrar na competição criadores de todo o país e espanhóis.
“O canário do canto (existe três espécies, Harzer, Malinois e o Timbrado Espanhol) é uma especialidade que exige algum conhecimento e muito ouvido. Os juízes têm as notas de cor na cabeça e os tempos corretos”, explicou o criador, referindo que os passarinhos participam na competição em grupos de quatro, em duetos ou individualmente.
Entre as curiosidades destas espécies ‘cantoras’, está ainda o facto do canário não poder ser ensinado, ou seja, ou tem o talento nos genes, ou não, o que leva a que os grandes criadores apostem em criações de mais de 500 animais para poderem escolher os machos mais habilidosos, uma vez que as fêmeas não cantam.
Para Horácio Matos, a criação de canários de canto exige algum trabalho, mas sobretudo muito gosto, já que, além dos cuidados habituais com a limpeza, a alimentação e na altura da criação, as pequenas aves têm que se “treinadas para cantar na altura certa”, ou seja, quando são colocadas perante o juiz e têm apenas 20 minutos para mostrar ‘o que valem’.
Se para alguns a criação de canários de canto não passa de um hobbie, em alguns países trata-se de uma verdadeira indústria. “Todos os pássaros aparecem nos catálogos das respetivas exposições e os premiados acabam por ter uma grande procura. As encomendas para as crias de um vencedor vêm do mundo inteiro”, frisou o dirigente associativo, revelando que na última competição mundial, realizada em Matosinhos, houve um português vencedor.
No distrito, explicou Horácio Matos, ainda é reduzido o número de criadores conhecidos, no entanto, para a competição de novembro já deverão participar alguns novatos na área. “Este ano ofereci alguns casais, um em Chaves, dois em Vila Pouca de Aguiar, um Alijó, dois em Vila Real.
Espero ter concorrência. Os novos criadores já podem participar porque os passarinhos já vão nascer na casa deles e já foram encomendadas as anilhas”, adiantou.
Quem quiser assistir à competição poderá fazê-lo, sendo no entanto necessário ter alguns cuidados no momento da avaliação, como explicou o presidente da AOTMAD:
“Na fase do concurso, a avaliação é feita numa sala recolhida, onde os juízes são instalados numa cabine própria.
Haverá algumas cadeiras para a assistência e a única coisa que se pede às pessoas é que entrem quando os pássaros estão a ser colocados perante os juízes, mas que a partir do momento em que o cronómetro começa a contar deverão estar sentadas e em silêncio até ao final da avaliação, que demora 20 minutos”.
A competição insere-se no 1º Festival Ornitológico Transmontano, que vai ainda ser palco do Campeonato Ornitológico, do Prémio para o Melhor Arlequim Português e de uma mostra que vai contar com mais 500 aves das mais variadas espécies, desde periquitos a patos e galinhas de fantasia, passando pelas caturras, papagaios ou roselas, entre muitos outros.
O evento, que vai decorrer entre os dias 25 e 27 de Novembro e vai contar ainda com várias palestras, espaço para venda de aves e uma quinta pedagógica, é organizado pela AOTMAD em parceria com Clube Arlequim Português, Clube Ornitológico de Santo Tirso e do Clube Português de Canários de Canto, e com apoio do Município de Vila Real e da Federação Ornitológica Nacional Portuguesa.
Maria Meireles
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3 de julho de 2016
16 de setembro de 2013
Jazz anima o Douro em época de vindimas
O Festival Internacional Douro Jazz prossegue este ano «sobre rodas», fazendo circular a música pela região duriense numa edição que arranca no sábado e tem como cabeça de cartaz o americano Seamus Blake, anunciou hoje a organização.
Este festival, que é co-organizado pelos teatros de Vila Real, Bragança e Lamego, apresenta 14 concertos de palco e mais 15 actuações nas ruas e nas escolas.Será a formação "Douro Jazz Marchinh Band" que fará circular o "dixieland" em arruadas e na versão "Sobre Rodas".
A ideia é fazer circular a música jazz pela região demarcada mais antiga do mundo, que se encontra em plena vindima. Os músicos actuam em cima de uma carrinha que percorre algumas localidades da região.
Depois, há ainda sessões para o público infanto-juvenil na rubrica "O Douro Jazz Nas Escolas".
Segundo anunciou hoje a organização, Seamus Blake, que considera ser dos "mais influentes músicos de jazz americanos da última década", é o cabeça de cartaz desta 10.ª edição do festival.
Este saxofonista norte-americano será o convidado do quarteto de Filipe Melo e Bruno Santos, formação que, em associação com o Douro Jazz, foi criada há alguns anos com o intuito de acompanhar lendas do jazz que se deslocam a Portugal e, em particular, a este festival.
Pelos palcos do evento, passarão ainda o grego Spyros Manesis, que junta um baterista lituano e um contrabaixista português, e, em Hurricane, o saxofonista Rodrigo Amado junta-se ao jovem baterista Gabriel Ferrandini e ao DJ Ride.
O sexteto L.A. New Mainstream reúne o compositor e trombonista de origem alemã Lars Arens a cinco músicos de jazz portugueses e o quarteto de Isabel Ventura traz um trompetista convidado para apresentar o primeiro disco a solo da cantora.
O programa incluiu ainda actuações do britânico Mike Dawes e dos , uma formação de Vila Real que interpreta músicas do cancioneiro americano com espaço para a improvisação.
Paralelamente aos concertos, o quarteto de Filipe Melo ministrará ainda uma masterclasse para os músicos da região.
O festival termina no dia 12 de Outubro.
Diário Digital/Lusa
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28 de junho de 2013
Percurso pedestre fotográfico de birdwatching em Vila Real
De forma a observar as aves no seu habitat natural, a Câmara Municipal de Vila Real organiza o percurso pedestre fotográfico do Carvalhal.
Inserido no Programa de Preservação da Biodiversidade, o evento reúne amantes da fotografia de natureza e especialistas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
No próximo dia 22 de junho, o município de Vila Real realiza o passeio pedestre fotográfico de birdwatching, aberto ao público e gratuito. Este passeio decorrerá no percurso do Carvalhal (Gontães), que o município vai integrar na rede de percursos dedicados à biodiversidade. A região do Douro é um dos lugares com melhores condições para a prática de birdwatching em Portugal, graças à sua orografia montanhosa e à natureza mediterrânica do clima que favorece a diversidade biológica.
O objetivo do próximo passeio é observar a natureza, em particular, aves como pica-paus, trepadeiras, papa-figos, estrelinha-de-cabeça-listada, pintarroxo, águia-de-asa-redonda, gralha-preta, entre muitas outras espécies.
A observação de aves no seu habitat natural é uma das mais exaltantes atividades de ar livre, com adeptos crescentes em todo o mundo. Vila Real é um município que devido à sua localização e condições naturais, acolhe uma invulgar variedade de espécies e habitats com interesse reconhecido e tem vindo a apostar na sua afirmação como Destino da Biodiversidade em Portugal.
O percurso de birdwatching terá o apoio de André Brito, um jovem fotógrafo considerado uma revelação na edição de 2012 do Concurso de Fotografia da Biodiversidade de Vila Real. Com mestrado em engenharia zootécnica, André Brito vai explicar técnicas de fotografia durante a atividade. João Cabral, professor do Laboratório de Ecologia Aplicada da UTAD, doutorado em biologia, e Mário Santos, professor auxiliar da UTAD, engenheiro agrícola e doutorado em ciências do ambiente, vão por seu lado, explicar e partilhar conhecimentos científicos sobre a temática das aves.
“A riqueza do património biológico que temos em Vila Real tem que ser dada a conhecer e este tipo de ações são assim importantes para provarem que a nossa cidade e região são um spot privilegiado para a observação e captação de registos fotográficos da natureza”, sublinha Miguel Esteves, vereador com o pelouro do Ambiente da Câmara Municipal de Vila Real.
O percurso pedestre fotográfico de birdwatching realiza-se das 08h30 às 13h00 e está previsto terminar às 19h30, com ponto de partida na Praça do Município de Vila Real e transporte gratuito para os participantes, que devem levar calçado confortável, água e uma merenda. Esta é mais uma ação desenvolvida no âmbito do Programa de Preservação da Biodiversidade de Vila Real, cofinanciada pelo Programa Operacional Regional do Norte (ON2).
As inscrições para esta iniciativa devem ser remetidas para o correio eletrónico do Programa de Preservação da Biodiversidade (biodiversidade@cm-vilareal.pt), estando, contudo, sujeitas a confirmação e a um limite de 20 participantes.
A ficha de inscrição está disponível no site do Programa (www.cm-vilareal.pt/biodiversidade), bem como o programa completo desta iniciativa.
in Notícias de Vila Real
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