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29 de outubro de 2018

Ar que respiramos está a matar-nos. Poluição já causou mais de 400 mil mortes prematuras

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Ar das cidades europeias está cada vez mais poluído com substâncias particularmente perigosas.
As consequências do ar poluído que se respira já começam a ser visíveis. As substâncias perigosas que pairam no ar das cidades europeias já terão provocado centenas de milhares de mortes prematuras durante 2016.
O alerta é do relatório da Agência Europeia do Ambiente que será divulgado hoje em Copenhaga, na Dinamarca.
De acordo com o relatório, tem havido algumas “melhorias lentas”, mas "a poluição do ar continua a ultrapassar os limites e diretivas da União Europeia e da Organização Mundial de Saúde". O documento baseia-se em dados recolhidos em 2.500 postos de recolha de dados durante o ano de 2016
Segundo indica a Agência Europeia do Ambiente, os transportes rodoviários são umas das principais causas para esta poluição, uma vez que emite partículas nocivas e gases perigosos como é o caso do azoto e do ozono, que são "um perigo para a saúde humana e para o ambiente". A exposição ao ozono terá contribuído para a morte prematura de cerca de 17.700 pessoas em 41 países europeus.

7 de janeiro de 2015

Street Art -Graffiti português eleito um dos melhores do mundo


Graffiti português eleito um dos melhores do mundo


O “Rapaz dos Pássaros”, um graffiti pintado pelo português Sérgio Odeith, foi eleito um dos 24 melhores murais do mundo em 2014.
O trabalho artístico encontra-se numa das empenas do Auditório José Afonso, em Setúbal.
A distinção veio por parte do movimento “I Support Street Art”, que divulga os melhores murais executados no ano que passou, com trabalhos em países como Porto Rico, Estados Unidos da América, Canadá, Polónia, Reino Unido, Grécia, Marrocos, África do Sul, entre outros.
O mural, com 20 metros de altura, é uma reprodução de uma fotografia de Américo Ribeiro, com cerca de 80 anos e que retrata um menino a vender pássaros na rua.
Pintado em Março de 2014, O “Rapaz dos Pássaros” pode ser visto a várias centenas de metros de distância. Elaborado numa técnica mista de pintura de rolo e de graffiti, demorou nove dias a ser executado.
O trabalho de Odeith, um conhecido street artist português, foi criado no âmbito do projecto “Arte em Toda a Parte”, no âmbito da construção do centro comercial Alegro Setúbal.

29 de setembro de 2014

Bacia oriental do Mar de Aral, na Ásia Central, evaporou por completo.




Pela primeira vez na história, a bacia oriental do Mar de Aral, na Ásia Central, evaporou por completo. É o culminar de uma catástrofe ambiental sem precedentes que a NASA fotografou a partir do espaço.
As imagens da agência espacial norte-americana mostram o desaparecimento inédito da maior parcela daquele mar que um dia banhou duas repúblicas soviéticas – o Cazaquistão e o Usbequistão.
O desastre em câmara lenta decorre desde os anos 60. Na altura, responsáveis soviéticos decretaram o desvio das águas dos dois maiores rios afluentes, o Syr Darya e o Amu Darya, para transformar os desertos da região em vastos campos de produção de algodão. A operação resultou no definhamento do Mar de Aral.
Vários planos foram desenhados para travar e reverter os estragos, mas a maioria não saiu do papel e nenhuma iniciativa obteve resultados eficazes. Em 1987, o mar que um dia teve 68.000 quilómetros quadrados de área ficou partido em dois – o Mar de Aral do Norte, de reduzida dimensão, e o Mar de Aral do Sul.
Nos anos 90, as águas do corpo principal começaram a descer mais de meio metro por ano. Em 2003, o Mar de Aral do Sul dividiu-se em duas bacias. A principal, a oriental, é a que continuou a desaparecer a maior velocidade. Evaporou totalmente há cerca de um mês. Tudo o que resta agora do antigo Mar de Aral é um estreito corpo de água a oeste e um pequeno lago a norte, que o Cazquistão tenta preservar com a construção de uma barragem.
Com este mar desaparecem também 24 espécies endémicas de peixe e todo um modo de vida para os povos que, durante séculos, habitaram no litoral. Onde a marinha imperial russa um dia navegou e as frotas cazaques e usbeques pescaram está agora um deserto de barcos em terra. As populações da região sofrem ainda com tempestades de areia cada vez mais frequentes que espalham os resíduos químicos depositados ao longo de décadas no fundo do antigo mar sobre as aldeias e os campos agrícolas.

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay