Abriu no Bairro Alto a primeira loja de brinquedos tradicionais portugueses. Ana Garcia Martins fez uma viagem no tempo. A memória tem destas coisas. É traiçoeira, falha em momentos importantes, não perdoa a idade. Mas também guarda coisas num qualquer recanto obscuro. Na Antes e Depois, a primeira loja de brinquedos tradicionais portugueses, a memória trabalha a cem à hora, recupera lembranças que julgávamos irremediavelmente desaparecidas. E uma visita pode mesmo acabar em lágrimas.
Assim que se entra inicia-se a viagem de regresso ao passado e o processo de reconhecimento. E é fácil entrar em histeria perante brinquedos que nos entretiveram na infância, mais ou menos longínqua. Há réplicas e peças originais dos anos 50 até aos anos 90, por isso é normal que se corra para um brinquedo que foi o de eleição em tempos passados. Emoções ao rubro. “As pessoas associam-se sempre a um brinquedo. Há um lado emocional. Quase toda a gente entra e diz ‘adorava isto quando era pequeno, já nem me lembrava que existia’. Já tivemos pessoas que entraram aqui aos gritos”, diz Paulo Rebelo. Aliou a sua paixão por brinquedos à do sócio, Carlos Ferreira, e juntos lançaram-se nesta aventura. “Achámos que devia haver mais alguém a gostar disto, não havia nenhuma loja do género e queríamos divulgar o brinquedo português. Se o temos por aí perdido, porque não trazê-lo cá para fora?”.
Os brinquedos são comprados a lojas que fecharam portas, outros são réplicas perfeitas feitas pelos poucos que ainda se dedicam ao negócio. “Começámos a fazer pesquisa de fábricas portuguesas, de lojas que pudessem ter stock. E começa a ser cada vez mais difícil encontrar brinquedos portugueses”, lamenta Paulo Rebelo. A ver pela amostra, ninguém diria.
Pelo espaço da Antes e Depois distribuem-se cavalos de madeira, pandeiretas, telefones de plástico, ioiôs, carros e eléctricos de lata, barcos e aviões, tambores, pistolas de fulminantes, moinhos, camiões, guitarras, cordas de saltar, serviços de cozinha em plástico, marionetas, cornetas, sacos de berlindes.
“Há coisas que são um verdadeiro sucesso: o jogo Quatro em Linha, os peões de madeira, as ardósias ou as gaiolas para os grilos”, assegura António Ferreira, acrescentando que o negócio está a correr bem. Os preços ajudam. Os berlindes custam 2€, um serviço de cozinha 5,50€, um táxi lisboeta 12€. “A ideia não era vender a preços de antiquário ou de coleccionismo, porque isto não é uma casa de velharias. Compramos as coisas de modo a que sejam acessíveis.”
A complementar os produtos nacionais, algumas peças vindas lá de fora. Como os insectos feitos a partir de latas de insecticida, do Burkina Faso, ou os bonecos da Tailândia. Importante é que mexam com as pessoas. E há quem peça coisas que não estão na loja: carrinhos de rolamentos, varas para empurrar os aros, limões de plástico para pôr à volta do pé e saltar, um hit dos anos 80. “Está a haver uma espécie de retorno ao material. Isto não pode ser tirado da internet, é uma coisa única”, diz Paulo Rebelo. “Há muitos pais a comprar brinquedos para os filhos, mas é para reviverem a infância deles. E as pessoas gostam muito da loja, perceberam logo o conceito, acabam sempre por contar histórias. Para nós isto é mais do que um negócio, é uma paixão.”
In Time Out
Antes e Depois, Travessa da Espera, 47 (Bairro Alto). 93 430 5562, de seg. a sáb. das 14.00 às 20.00
terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
Este site dedica-se às aves e a relação com o Homem. O canto do Canário Timbrado, Canário Harz Roller, do canário Malinois e outros canários.. O objectivo de site é contar as aventuras e os arcos de descobertas relacionados com Homem e as aves. This site is dedicated to birds.singing canaries song,canaries,canaries de chant. carmelita=carmelo=jardim
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19 de janeiro de 2009
15 de janeiro de 2009
Vila do Conde: Feira das Colheres de Pau relembra tradição

O evento é promovido pela autarquia local, em colaboração com as escolas do concelho.
Esta mostra pretende recriar uma tradição com mais de 300 anos, que começou num alvará régio, promulgado por D. Pedro II, a 5 de Setembro de 1704, por solicitação das gentes de Vila do Conde, e onde se instituía a 'Feira Franca de Santo Amaro', a realizar ao dia 20 de cada mês.
A «Feira dos Vinte» foi-se mantendo mas com o passar dos anos sofreu algumas alterações que a tornariam na «Feira dos Namorados», onde os jovens das terras limítrofes se deslocavam nos seus trajes de festa, levando colheres de pau que serviam de «suporte» para escrever versos e rimas às suas amadas.
Na feira não faltava o som das gaitas tocadas por músicos galegos e barracas onde se vendiam vinho, pão e figos.
Durante séculos a «Feira dos Namorados» foi o local privilegiado para os jovens encontrarem o seu «par ideal», mas actualmente resume-se apenas a venda de colheres de pau.
Esta mostra pretende recriar uma tradição com mais de 300 anos, que começou num alvará régio, promulgado por D. Pedro II, a 5 de Setembro de 1704, por solicitação das gentes de Vila do Conde, e onde se instituía a 'Feira Franca de Santo Amaro', a realizar ao dia 20 de cada mês.
A «Feira dos Vinte» foi-se mantendo mas com o passar dos anos sofreu algumas alterações que a tornariam na «Feira dos Namorados», onde os jovens das terras limítrofes se deslocavam nos seus trajes de festa, levando colheres de pau que serviam de «suporte» para escrever versos e rimas às suas amadas.
Na feira não faltava o som das gaitas tocadas por músicos galegos e barracas onde se vendiam vinho, pão e figos.
Durante séculos a «Feira dos Namorados» foi o local privilegiado para os jovens encontrarem o seu «par ideal», mas actualmente resume-se apenas a venda de colheres de pau.
Segundo a tradição, os rapazes tinham que «roubar» a colher de pau que as raparigas traziam, oferecendo-a depois à jovem da sua escolha, que podia ser ou não a mesma que tinha sido «roubada».
Todos os anos, a autarquia compra centenas daquelas colheres que depois distribui pelas escolas para os alunos decorarem com pinturas e desenhos.
As colheres são depois expostas e vendidas ao público na feira de Vila do Conde, revertendo as receitas para uma instituição de solidariedade.
A Câmara Municipal fez questão de não deixar morrer esta tradição e, de há uns anos a esta parte, faz o convite aos alunos das escolas de ensino básico e secundárias para que decorem as colheres de pau que, amanhã, serão então vendidas com preços que vão dos 50 cêntimos até um euro e meio.
Os alunos apresentam-se vestidos à época setecentista e são acompanhados por música, de forma a ser recriado o ambiente original festivo.
Todos os anos, a autarquia compra centenas daquelas colheres que depois distribui pelas escolas para os alunos decorarem com pinturas e desenhos.
As colheres são depois expostas e vendidas ao público na feira de Vila do Conde, revertendo as receitas para uma instituição de solidariedade.
A Câmara Municipal fez questão de não deixar morrer esta tradição e, de há uns anos a esta parte, faz o convite aos alunos das escolas de ensino básico e secundárias para que decorem as colheres de pau que, amanhã, serão então vendidas com preços que vão dos 50 cêntimos até um euro e meio.
Os alunos apresentam-se vestidos à época setecentista e são acompanhados por música, de forma a ser recriado o ambiente original festivo.
Quem se deslocar à feira, amanhã, poderá ver as colheres de pau, pintadas e decoradas com lã, tecidos de cores variadas que, todos os anos, fazem um grande sucesso, não só junto dos mais velhos, que gostam de recordar outros os 'namoricos' de tempos, mas dos mais novos que, e durante um dia, têm a possibilidade de trocar as 'sms' que enviam às namoradas pelas colheres de pau.
Diário Digital / Lusa
Diário Digital / Lusa
19 de dezembro de 2008
Douro: Real Companhia Velha cria percursos pedestres

A Real Companhia Velha (RCV) está a organizar percursos pedestres que atravessam duas das principais quintas da maior e mais antiga proprietária do Douro, e levam os visitantes através de vinhas com 70 anos, muros de xisto antigos e encostas com 65 graus de declive.
Pedro Silva Reis, presidente da junta de administração da RCV, foi o guia de um dos primeiros grupos, composto por jornalistas, a percorrer as quintas das Carvalhas e do Ventozelo.
As duas quintas formam um contínuo junto ao rio Douro, onde impera a privacidade, já que não há estradas públicas, e a beleza do coração da paisagem classificada como Património Mundial da Humanidade.
«Temos várias possibilidades de percursos. O conjunto das duas quintas é muito vasto, atinge cerca de mil hectares com mais de 50 quilómetros de caminhos dentro da propriedade a propor», salientou.
A RCV tomou posse da Quinta do Ventozelo a 28 de Agosto, concretizando assim um sonho com 50 anos por parte dos seus proprietários. O programa proposto pela RCV custa 30 euros e inclui os passeios, almoço tradicional e provas de vinho.
Pedro Silva Reis, presidente da junta de administração da RCV, foi o guia de um dos primeiros grupos, composto por jornalistas, a percorrer as quintas das Carvalhas e do Ventozelo.
As duas quintas formam um contínuo junto ao rio Douro, onde impera a privacidade, já que não há estradas públicas, e a beleza do coração da paisagem classificada como Património Mundial da Humanidade.
«Temos várias possibilidades de percursos. O conjunto das duas quintas é muito vasto, atinge cerca de mil hectares com mais de 50 quilómetros de caminhos dentro da propriedade a propor», salientou.
A RCV tomou posse da Quinta do Ventozelo a 28 de Agosto, concretizando assim um sonho com 50 anos por parte dos seus proprietários. O programa proposto pela RCV custa 30 euros e inclui os passeios, almoço tradicional e provas de vinho.
Segundo Pedro Silva Reis, os percursos podem ser definidos em função de cada grupo, dependendo da idade, vontade de caminhar e até da sua coragem: é que algumas das vinhas estão plantadas em encostas com 65 graus de inclinação.
O responsável destaca dois pontos de «excelência» para a observação da propriedade, nomeadamente o monte das Carvalhas, que está a 600 metros de altitude e onde se desfruta de uma paisagem a 360 graus, e o monte de Ventozelo, onde se desfruta de uma paisagem a 180 graus.
A RCV está apostada em divulgar o Douro de Inverno e fugir à sazonalidade que caracteriza este território, que regista picos de visitantes na época das vindimas.
«Nós não temos uma vocação hoteleira, nem queremos ter, e por isso pensamos numa outra forma de abrir as portas aos turistas», explicou.
A solução encontrada pela empresa para dinamizar o Douro e criar actividades que entretenham os turistas é, segundo o responsável, «simples e ecológica».
O responsável destaca dois pontos de «excelência» para a observação da propriedade, nomeadamente o monte das Carvalhas, que está a 600 metros de altitude e onde se desfruta de uma paisagem a 360 graus, e o monte de Ventozelo, onde se desfruta de uma paisagem a 180 graus.
A RCV está apostada em divulgar o Douro de Inverno e fugir à sazonalidade que caracteriza este território, que regista picos de visitantes na época das vindimas.
«Nós não temos uma vocação hoteleira, nem queremos ter, e por isso pensamos numa outra forma de abrir as portas aos turistas», explicou.
A solução encontrada pela empresa para dinamizar o Douro e criar actividades que entretenham os turistas é, segundo o responsável, «simples e ecológica».
«As caminhadas são forma mais espectacular e mais actual de se desfrutar do campo e da montanha, da paisagem duriense e da gastronomia da região», salientou.
Pedro Silva Reis quer proporcionar aos visitantes a possibilidade de verem o Douro por dentro, todo o ambiente de quinta, com os trabalhos da vinha como a poda, a escava ou a apanha da azeitona ou a reconstrução dos tradicionais muros de xisto, e os melhores ângulos da paisagem duriense.
Pela Quinta das Carvalhas estão ainda espalhados espaços-jardins, que foram construídos com pedras de granito antigas e esteiros de xisto e onde foram plantadas várias plantas e ervas.
Pedro Silva Reis diz que a empresa inventou ainda um sistema de valetas à base de xisto, que contorna a estrada e foi pioneira em acabar com o pó na quinta, tendo para o efeito asfaltado oito quilómetros de caminhos nas Carvalhas.
Pedro Silva Reis quer proporcionar aos visitantes a possibilidade de verem o Douro por dentro, todo o ambiente de quinta, com os trabalhos da vinha como a poda, a escava ou a apanha da azeitona ou a reconstrução dos tradicionais muros de xisto, e os melhores ângulos da paisagem duriense.
Pela Quinta das Carvalhas estão ainda espalhados espaços-jardins, que foram construídos com pedras de granito antigas e esteiros de xisto e onde foram plantadas várias plantas e ervas.
Pedro Silva Reis diz que a empresa inventou ainda um sistema de valetas à base de xisto, que contorna a estrada e foi pioneira em acabar com o pó na quinta, tendo para o efeito asfaltado oito quilómetros de caminhos nas Carvalhas.
A caminhada nestas duas propriedades dá uma amostragem do Douro e do que ele tem de mais belo para mostrar. Dificilmente num outro ponto do Douro se consegue ver tanto em tão pouco tempo», frisou.
Por enquanto as caminhadas serão sempre acompanhadas com um guia, mas, segundo o responsável, depois de instalada a sinalética nas quintas, as visitas poderão ser feitas individualmente.
Apesar de já ter mais de 250 anos de existência, a RCV é uma empresa apostada na inovação e por isso mesmo criou a «Caipiroyal» um «conceito inovador e moderno» com objectivo de «aproximar» o vinho do Porto da juventude, que é feita com Royal Oporto Extra Dry White, com gelo picado, açúcar, limas e fruta à escolha (morango, ananás ou limão).
Por enquanto as caminhadas serão sempre acompanhadas com um guia, mas, segundo o responsável, depois de instalada a sinalética nas quintas, as visitas poderão ser feitas individualmente.
Apesar de já ter mais de 250 anos de existência, a RCV é uma empresa apostada na inovação e por isso mesmo criou a «Caipiroyal» um «conceito inovador e moderno» com objectivo de «aproximar» o vinho do Porto da juventude, que é feita com Royal Oporto Extra Dry White, com gelo picado, açúcar, limas e fruta à escolha (morango, ananás ou limão).
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