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7 de junho de 2008

Toureiros contestam proibição de transmissão da RTP




Os toureiros contestaram hoje a decisão judicial que proíbe a transmissão em directo da corrida de touros da RTP, no domingo, em Santarém, alegando que «foi violentamente ignorada» a sua «acção de solidariedade e participação social».
O Tribunal de Lisboa proibiu a RTP de emitir antes das 22:30 a corrida de touros prevista para domingo às 17:00, por considerar que o programa é violento e susceptível de influenciar negativamente crianças e adolescentes.


A decisão foi tomada na sequência de uma providência cautelar interposta pela associação Animal que visava restringir a exibição televisiva de touradas pela RTP.
Em comunicado, o Sindicato Nacional dos Toureiros Portugueses, que é apoiado por estruturas de empresários, criadores e forcados, alega que a decisão judicial «poderá permitir que, em nome da boa formação das nossas crianças e jovens, argumentos ofensivos, sem fundamento e de má-fé venham substituir os exemplos de coragem, arte, destreza técnica e tradição, que são a base da tauromaquia».
«Com esta decisão foi violentamente ignorada a importante acção de solidariedade e participação social desempenhada, ao longo de muitos anos, pelos toureiros portugueses», adianta o sindicato.
O comunicado é subscrito pela Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide, Associação Nacional de Grupos de Forcados, Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos, Associação Puro-Sangue Lusitano, Associação de Médicos Veterinários de Actividades Taurinas e Tertúlias Tauromáquicas Portuguesas.
Considerando que a transmissão de touradas «é susceptível de influir negativamente na formação da personalidade de crianças e adolescente», como se lê na sentença judicial, o tribunal ordenou que a emissão só possa acontecer entre as 22:30 e as 06:00 e acompanhada de um identificativo visual permanente sob pena de a estação ter de pagar 15 mil euros e incorrer em pena de crime de desobediência qualificada.
A decisão foi qualificada pela associação Animal como «verdadeiramente notável» por confirmar as «alegações avassaladoras contra a exibição televisiva de touradas e contra os perigos que esta representa - justamente pela violência contra os animais que exibe».
Diário Digital / Lusa
05-06-2008 20:45:00

21 de abril de 2008

Existem soluções para as nascentes do concelho de Sintra que tem água imprópria para consumo ? Basta a placa.

Algumas juntas de freguesias do concelho de Sintra desconhecem o estudo que concluiu que a água das nascentes estão contaminadas, mas garantem que fontes e bicas com águas impróprias para consumo estão devidamente identificadas e sinalizadas.Um estudo, divulgado pelo Instituto Nacional Ricardo Jorge (INSA), mostra que 38 das 42 nascentes estudadas no concelho de Sintra contêm água classificada de «alto risco» para a saúde pública devido a contaminação fecal, tendo sido recomendada à Autoridade de Saúde a afixação de avisos à população e o encerramento de algumas bicas e fontanários.Carlos Parreira Fernandes, presidente da junta de freguesia de Pêro-Pinheiro, uma das abrangidas pelo estudo, adiantou «os fontanários abastecidos por águas de nascentes estão identificados com placas sinalizadoras de água imprópria para consumo», acrescentando que, «há dez anos atrás», a freguesia pediu aos Serviços de Água e Saneamento de Sintra (SMAS) para que fizesse «uma análise às águas das fontes que provêem das nascentes e concluíram que estavam impróprias para consumo».
O presidente da administração dos SMAS, vereador da câmara de Sintra, Baptista Alves, adiantou que estas análises têm sido recorrentemente efectuadas a pedido das juntas de freguesia e da Direcção Geral de Saúde. «Quando a água é imprópria, nós colocamos avisos à população e, muitas vezes, as placas colocadas junto dos fontanários são retiradas pelas pessoas, que têm por tradição beber estas águas naturais», referiu o responsável, adiantando que, «dada a nova legislação, os SMAS são obrigados a alertar as populações quando as águas são impróprias.«Estamos em contacto com as juntas de freguesia e com a câmara de Sintra, para identificarmos fontanários abastecidos por nascentes, para colocarmos placas de aviso à população ou para abastecer esses fontanários com água dos SMAS», continuou Baptista Alves.
O presidente da junta de freguesia de Colares é habitual consumidor de água do fontanário do Penedo e, quando questionado sobre os resultados deste estudo, disse desconhecer que algumas das águas oriundas de nascentes foram consideradas impróprias para consumo. «Falámos em reunião de executivo mandar fazer análises às águas de algumas fontes, não tendo sido ainda efectuadas, mas costumo ir buscar água ao Penedo», referiu o autarca.Manuel do Cabo, presidente da maior junta de freguesia em Portugal, Algueirão-Mem Martins, adiantou desconhecer os resultados que apontam as águas de algumas fontes e bicas como impróprias para consumo. «Temos algumas fontes na freguesia, mas são meramente ornamentais, todos sabemos que a água não é para consumo e não me parece que essa água seja usada pela população», referiu.A câmara de Sintra afirmou que não irá prestar declarações sobre esta matéria.
Diário Digital / Lusa04-04-2008 8:39:00



18 de abril de 2008

Associação de surdos quer Estado a comparticipar cães

O presidente da Associação de Surdos do Porto (ASP), Ângelo Costa, defende que o Estado deve comparticipar «na base das ajudas técnicas» os interessados em adquirir cães de assistência a surdos.
«A nossa associação vai fazer força para que de futuro estes processos possam ser comparticipados pelo Estado na base das ajudas técnicas», disse o responsável.

O primeiro cão para surdos - educado pela Ânimas (Associação Portuguesa para a Intervenção com Animais de Ajuda Social) - será entregue a um casal de surdos profundos bi-laterais. Armando e Glória Baltazar, residentes em Valongo, recebem no próximo domingo a cadela Lana, uma Pekinois, numa cerimónia a realizar na Quinta do Côvo em Oliveira de Azeméis, na qual está prevista a presença da secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz.

«É um passo importante para uma maior autonomia das pessoas surdas, em especial nos locais públicos onde a sinalização - sobretudo a de alarme - ainda é maioritariamente sonora», salientou o presidente da ASP, salientando que «a Lana vai ajudar a Glória e o Armando a viverem melhor».
Diário Digital / Lusa
18-04-2008 12:28:29

Jan Kubelik plays "Zephyr" by Hubay