


Estreia em CD de «Scherzo fantastique» de Freitas Branco
O «Scherzo fantastique» composto em 1907 de Luís de Freitas Branco, é gravado pela primeira vez pela Naxos, que decidiu dedicar uma série de quatro CD à obra do compositor português, falecido em 1955.
Além do «Scherzo», este primeiro CD inclui a Sinfonia nº1 (1924) e a Suite Alentejana Nº 1 (1917), peças interpretadas pela RTÉ - National Symphony Orchestra, dirigida por Álvaro Cassuto.
«A escolha da orquestra irlandesa deveu-se ao facto de um CD gravado por esta orquestra, com uma sinfonia de Joly Braga Santos, ter ganho o Prémio MIDEM, há uns anos», disse à Lusa Álvaro Cassuto.
O álbum foi gravado no National Concert Hall em Dublin, em Setembro do ano passado.
«O projecto da Naxos é editar em CD cada uma das quatro sinfonias de Freitas Branco que foi um proeminente compositor», acrescentou o maestro.
Álvaro Cassuto salientou à Lusa «a importância destas gravações para um conhecimento internacional da música portuguesa, pois além do suporte em CD, estará disponível também na Internet para fazer «download»».
O próximo CD desta série será editado no Natal e os dois outros no próximo ano.
«A escolha da orquestra irlandesa deveu-se ao facto de um CD gravado por esta orquestra, com uma sinfonia de Joly Braga Santos, ter ganho o Prémio MIDEM, há uns anos», disse à Lusa Álvaro Cassuto.
O álbum foi gravado no National Concert Hall em Dublin, em Setembro do ano passado.
«O projecto da Naxos é editar em CD cada uma das quatro sinfonias de Freitas Branco que foi um proeminente compositor», acrescentou o maestro.
Álvaro Cassuto salientou à Lusa «a importância destas gravações para um conhecimento internacional da música portuguesa, pois além do suporte em CD, estará disponível também na Internet para fazer «download»».
O próximo CD desta série será editado no Natal e os dois outros no próximo ano.
Rob Barnett, editor de música clássica da Music Web Internacional, escreve que «Álvaro Cassuto assumiu como missão da sua vida trazer para o palco mundial a música de compositores orquestrais portugueses».
O jornalista afirma que Cassuto o tem feito «de forma extremamente notável», referindo-se à série de CD editada pela Marco Pólo com as seis sinfonias de Joly Braga Santos.
No que diz respeito à estreia discográfica de «Scherzo Fantastique», Barnett escreve: «foi composto quando o compositor tinha apenas 16 anos. É magicamente orquestrado à maneira da tradição do ballet parisiense da década de 1890. A obra demonstra uma mão leve com uma delicadeza aprendida através do melhor de Massenet e de Berlioz».
O investigador e músico Alexandre Delgado, afirmou à Lusa que Freitas Branco «é uma personalidade fascinante e um compositor multifacetado que protagonizou em muitos casos a vanguarda musical, até a nível internacional.
O jornalista afirma que Cassuto o tem feito «de forma extremamente notável», referindo-se à série de CD editada pela Marco Pólo com as seis sinfonias de Joly Braga Santos.
No que diz respeito à estreia discográfica de «Scherzo Fantastique», Barnett escreve: «foi composto quando o compositor tinha apenas 16 anos. É magicamente orquestrado à maneira da tradição do ballet parisiense da década de 1890. A obra demonstra uma mão leve com uma delicadeza aprendida através do melhor de Massenet e de Berlioz».
O investigador e músico Alexandre Delgado, afirmou à Lusa que Freitas Branco «é uma personalidade fascinante e um compositor multifacetado que protagonizou em muitos casos a vanguarda musical, até a nível internacional.
Alexandre Delgado, um dos autores da primeira biografia do compositor, afirmou que este foi o introdutor do modernismo na música portuguesa, sobretudo a partir do poema sinfónico «Paraísos Artificiais» (1910).
Freitas Branco «cultivou os mais diversos estilos, revelando diferentes personalidades, fenómeno de certo modo comparável aos heterónimos de Fernando Pessoa», acrescentou.
Entre as obras mais vanguardistas de Luís Freitas Branco, Delgado destacou os «Dois poemas de Mallarmé» para canto e piano (1913) e o poema sinfónico «Vathek» (1914).
Freitas Branco venceu em 1909 um Concurso de Composição promovido pela Sociedade de Música de Câmara. A sua primeira «Sonata para violino e piano» chamou à atenção do júri, que integrava o pianista Vianna da Motta e lhe atribuiu o 1.º prémio «com distinção».
Freitas Branco «cultivou os mais diversos estilos, revelando diferentes personalidades, fenómeno de certo modo comparável aos heterónimos de Fernando Pessoa», acrescentou.
Entre as obras mais vanguardistas de Luís Freitas Branco, Delgado destacou os «Dois poemas de Mallarmé» para canto e piano (1913) e o poema sinfónico «Vathek» (1914).
Freitas Branco venceu em 1909 um Concurso de Composição promovido pela Sociedade de Música de Câmara. A sua primeira «Sonata para violino e piano» chamou à atenção do júri, que integrava o pianista Vianna da Motta e lhe atribuiu o 1.º prémio «com distinção».