
A cantora cabo-verdiana Maria Alice apresenta quinta-feira no Teatro da Trindade, em Lisboa, o seu novo álbum, «Tocatina», que representa o seu regresso aos palcos depois de oito anos parada.
«Há muito queria gravar um álbum só de mornas e até dizia a brincar ao meu produtor, Humberto Ramos, que quando fosse rica o queria fazer, e ele disse para irmos em frente e surgiu este 'Tocatina', que marca o meu regresso depois de oito anos parada», disse a cantora à Lusa.
«Há muito queria gravar um álbum só de mornas e até dizia a brincar ao meu produtor, Humberto Ramos, que quando fosse rica o queria fazer, e ele disse para irmos em frente e surgiu este 'Tocatina', que marca o meu regresso depois de oito anos parada», disse a cantora à Lusa.
Em declarações à Lusa Maria Alice afirmou que «actualmente a música cabo-verdiana se mundializa», salientando o papel de Cesária Évora.
«A Cesária tem levado a música de Cabo Verde a todo mundo, e tem mostrado os mais novos também. Em 2001 ela fez uma digressão tendo-me convidado a mim, e à também Lura e o Ildo Lobo, abriu-nos uma janela», disse a cantora.
«A Cesária tem levado a música de Cabo Verde a todo mundo, e tem mostrado os mais novos também. Em 2001 ela fez uma digressão tendo-me convidado a mim, e à também Lura e o Ildo Lobo, abriu-nos uma janela», disse a cantora.
Por outro lado, a cantora reconhece que «hoje Cabo Verde é diferente, e chegam às ilhas outras músicas, e há contaminações, nós hoje já temos MTV, mas haverá sempre quem canta mesmo a morna, a tradicional».
Segundo a cantora a «morna está viva, e prova disso mesmo são os jovens que estão a compor mornas novas como Jon Luz».
Segundo a cantora a «morna está viva, e prova disso mesmo são os jovens que estão a compor mornas novas como Jon Luz».
Jon Luz é um dos músicos que estará quinta-feira no palco do Trindade ao lado de Maria Alice, constituindo uma banda que inclui Humberto Ramos, Adérito Pontes, Tó Barbosa e Chico Fernandes.
A cantora optou pela formação tradicional, uma orquestra de cordas constituída por cavaquinho, violino e viola de 10 cordas.
«Tocatina» surge depois oito anos de ausência dos estúdios e palcos, e sucede aos álbuns «Ilha d´Sal», «D´Zemcontre» e «Lágrima e Súplica», que a cantora revisitará nesta espectáculo.
Natural da Ilha do Sal, Maria Alice instalou-se em 1981 em Lisboa, começando uma intensa colaboração com músicos cabo-verdianos, apesar de cantar desde os 14 anos em serões familiares.
Nesse mesmo ano a sua actuação no festival Internacional de Música Africana, no Algarve, chama a atenção da imprensa e edita o seu primeiro álbum, «Ilha d´Sal».
Na década seguinte realizou várias digressões internacionais.
A cantora optou pela formação tradicional, uma orquestra de cordas constituída por cavaquinho, violino e viola de 10 cordas.
«Tocatina» surge depois oito anos de ausência dos estúdios e palcos, e sucede aos álbuns «Ilha d´Sal», «D´Zemcontre» e «Lágrima e Súplica», que a cantora revisitará nesta espectáculo.
Natural da Ilha do Sal, Maria Alice instalou-se em 1981 em Lisboa, começando uma intensa colaboração com músicos cabo-verdianos, apesar de cantar desde os 14 anos em serões familiares.
Nesse mesmo ano a sua actuação no festival Internacional de Música Africana, no Algarve, chama a atenção da imprensa e edita o seu primeiro álbum, «Ilha d´Sal».
Na década seguinte realizou várias digressões internacionais.
Em 2001 integra o périplo «Cesária Évora and Friends» que a leva a actuar em Inglaterra, Suíça, Suécia, Alemanha e França.
Para a cantora a «morna canta-se em crioulo e também em português», tendo apontado a morna que Mariza gravou com Tito Paris.
«É a alma cabo-verdiana, e é como a gente sente, agora uma morna em francês ou inglês, não sei, com esta internacionalização até pode ser, mas não sei», afirmou.
Diário Digital / Lusa
Para a cantora a «morna canta-se em crioulo e também em português», tendo apontado a morna que Mariza gravou com Tito Paris.
«É a alma cabo-verdiana, e é como a gente sente, agora uma morna em francês ou inglês, não sei, com esta internacionalização até pode ser, mas não sei», afirmou.
Diário Digital / Lusa
