

Cerca de 150 investigadores, incluindo quatro portugueses, estão a elaborar o primeiro Atlas da Flora de todo o continente europeu, cujo trabalho já permitiu mapear um terço das espécies.
A pesquisa foi iniciada há cerca de quatro décadas, mas os investigadores têm ainda muito trabalho pela frente, disse hoje à Lusa António Xavier Pereira Coutinho, coordenador da equipa portuguesa.
«Vai demorar ainda algum tempo, o Atlas deverá ficar concluído nunca antes de dez a 15 anos», afirmou o investigador do Departamento de Botânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
Um Atlas da Flora da Europa é «importantíssimo, porque o que está em jogo é o equilíbrio dos ecossistemas, da Biosfera», considerou.
Quantas espécies de plantas existem na Europa, em que quantidades e em que condições se encontram, quantas estão em risco de extinção, são algumas das questões para as quais os cientistas procuram respostas.
Os resultados obtidos podem contribuir para explicar as alterações climáticas no planeta, já que «as espécies evoluem de acordo com o clima», sublinha o investigador.
A pesquisa foi iniciada há cerca de quatro décadas, mas os investigadores têm ainda muito trabalho pela frente, disse hoje à Lusa António Xavier Pereira Coutinho, coordenador da equipa portuguesa.
«Vai demorar ainda algum tempo, o Atlas deverá ficar concluído nunca antes de dez a 15 anos», afirmou o investigador do Departamento de Botânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
Um Atlas da Flora da Europa é «importantíssimo, porque o que está em jogo é o equilíbrio dos ecossistemas, da Biosfera», considerou.
Quantas espécies de plantas existem na Europa, em que quantidades e em que condições se encontram, quantas estão em risco de extinção, são algumas das questões para as quais os cientistas procuram respostas.
Os resultados obtidos podem contribuir para explicar as alterações climáticas no planeta, já que «as espécies evoluem de acordo com o clima», sublinha o investigador.
A acção humana recente, nomeadamente no que se refere à construção civil e à poluição, bem como a pastorícia e os fogos florestais, estão a ameaçar várias espécies de plantas, «essenciais para o equilíbrio da biodiversidade, porque cada espécie tem um património genético irrepetível», alertou.
Neste momento, os cientistas estão a tratar as «Rosaceae», uma família importante a nível ecológico, e também económico, que inclui plantas ornamentais (como as roseiras) e alimentícias (como as pereiras, cerejeiras e morangueiros).
«Portugal possui uma riqueza bastante grande, mais de 3.200 espécies de plantas superiores, número superior ao do Reino Unido, por exemplo», disse António Pereira Coutinho.
O mapeamento da flora da Europa, onde existirão «muitas dezenas de milhares de
Neste momento, os cientistas estão a tratar as «Rosaceae», uma família importante a nível ecológico, e também económico, que inclui plantas ornamentais (como as roseiras) e alimentícias (como as pereiras, cerejeiras e morangueiros).
«Portugal possui uma riqueza bastante grande, mais de 3.200 espécies de plantas superiores, número superior ao do Reino Unido, por exemplo», disse António Pereira Coutinho.
O mapeamento da flora da Europa, onde existirão «muitas dezenas de milhares de
espécies», é «um trabalho moroso, meticuloso e que exige conhecimento de campo».
Os dados recolhidos são posteriormente enviados para a Universidade de Helsínquia, onde é reunido todo o trabalho realizado pelos diferentes países.
A informação fornecida a Helsínquia serve também para o Comité Internacional (The Committee for Mapping the Flora of Europe, em colaboração com a Societas Biologica Fennica Vanamo) apontar medidas para, por exemplo, salvar espécies em perigo de extinção, sublinha António Pereira Coutinho.
O docente da FCTUC integra também a comissão que elabora o Livro Vermelho da Flora Portuguesa, onde se procede à catalogação das espécies ameaçadas no país.
Diário Digital / Lusa
A informação fornecida a Helsínquia serve também para o Comité Internacional (The Committee for Mapping the Flora of Europe, em colaboração com a Societas Biologica Fennica Vanamo) apontar medidas para, por exemplo, salvar espécies em perigo de extinção, sublinha António Pereira Coutinho.
O docente da FCTUC integra também a comissão que elabora o Livro Vermelho da Flora Portuguesa, onde se procede à catalogação das espécies ameaçadas no país.
Diário Digital / Lusa